Minha Conexão com a Família Imperial do Brasil
Minha Conexão com a Família Imperial do Brasil
Para saber, acesse os links no final dessa introdução
A história da minha família entrelaça-se de forma extraordinária com a realeza luso-brasileira, revelando uma linhagem que remonta às origens da própria monarquia portuguesa. Através de um minucioso estudo genealógico, foi possível mapear a minha ligação de parentesco com algumas figuras marcantes da nossa história: que tiveram uma ligação com o Brasil: D. João VI que fugindo da invasão de Napoleão Bonaparte se refugiou no Brasil em 1808; o imperador D. Pedro I que finalmente deu ao Brasil a tão sonhada independência; D. Pedro II que governou o Brasil por 49 após o Golpe da Maioridade e a corajosa Princesa Isabel, cuja força para enfrentar as convenções de sua época e assinar a abolição da escravidão sempre admirei profundamente.
Para compreender esse elo, precisei voltar ao século XII, ao lar do segundo rei de Portugal, D. Sancho I, meu 22º e de sua esposa legítima, a rainha D. Dulce de Aragão. É no trono desse casal real — e nas dinâmicas daquela corte — que a minha história se divide em dois ramos paralelos que atravessaram os séculos:
- O Meu Ramo Familiar: Nasce no mesmo período, mas através de D. Tereza Sanches, filha bastarda do rei D. Sancho I com Maria Pais Ribeiro, a célebre "Ribeirinha", sua amante. A partir dela, a minha ascendência vem atravessando importantes linhagens da nobreza portuguesa (como os Teles de Meneses, da Cunha, de Melo e Correia da Costa), cruzando o Oceano Atlântico até chegar aos meus pais e, finalmente, a mim. Para ter acesso ao post que apresenta essa geração, acesse o link:
- O Ramo Imperial (de D. João VI, Pedro I, Pedro II e Isabel): Desce por via legítima através do filho de D. Sancho I e da esposa legítima, D. Dulce de Aragão, o rei D. Afonso II ("O Gordo"). Essa linha cruza gerações de monarcas, passa pela fundação da Casa de Bragança e chega aos soberanos que governaram o Brasil.
A partir desse ponto do século XII, a história faz um verdadeiro salto no tempo através de duas linhagens paralelas. Enquanto o meu galho familiar cruzava os séculos passando por D. Tereza Sanches, Lançarote, D. Leonor Teles e a linhagem que trouxe o filho de Justa Henriques ao Brasil, o galho real seguia o seu curso oficial em Portugal.
Foram necessários 20 reis e rainhas da história lusa, passando pela Dinastia de Borgonha e pela fundação da Casa de Bragança, para que essa linhagem oficial cruzasse o oceano e fincasse suas raízes na minha história do lado de cá. É aqui que a minha árvore se reencontra no Brasil, através de quatro personagens que todos nós conhecemos dos livros escolares. Para entender tudo isso observe as imagens 1 e 2 do gráfico genealógico a seguir:
Os Graus de Parentesco com os Imperadores e a Redentora
Princesa Isabel
Como o tempo avançou de forma quase idêntica em ambos os lados, a engenharia da minha árvore genealógica revela conexões surpreendentes:
- Com D. João VI, “O clemente" e 19º neto de D. Sancho I, sou prima em 18º, com 3 graus de afastamento.
- Com D. Pedro I, o herói dos meus tempos de escola e 20º neto de D. Sancho I, sou prima em 19º grau, com 2 graus de afastamento.
- Com seu filho, D. Pedro II, o sábio e longevo segundo imperador (21º neto do tronco comum), sou prima em 20º grau, com apenas 1 grau de afastamento.
- E com a Princesa Isabel, chegamos ao ponto exato de encontro do relógio geracional. Sendo ela a 22ª neta de D. Sancho I, e eu a sua 22ª neta, a genealogia técnica nos une como primas legítimas em 21º grau.
Como sempre gostei de história, fui mergulhando, ao longo da minha vida, na trajetória desses personagens — não em bancos de escola, mas por minha conta e risco. Gostei de saber que eles tinham carne e osso como eu, e cheguei até a criar mágoas com alguns deles. Vou falar um pouquinho de cada um desses quatro personagens nos posts a seguir. Para isso acesse os links abaixo:
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👉 Meu primo D. João VI e suas excentricidades
👉 Meu primo D. Pedro I: O homem por trás do grito
👉 Meu primo D. Pedro II, o imperador intelectual
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