Major Joaquim Vieira da Silva Pinto - o " Leão da Mata"
Major Joaquim Vieira da Silva Pinto, o "Leão da Mata"!
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| Major Joaquim, Leão da Mata, falecido em 1880. Era trineto de meus 8º avós Salvador Correia da Costa e Antônia Maria da Luz, meus 8º avós. |
🐎 De Tropeiro a Desbravador da Zona da Mata O
Major Joaquim, trineto dos meus 8ºs avós Salvador Correia da Costa e Antônia Maria da Luz, foi um importante fazendeiro e
militar que desempenhou um papel crucial no desenvolvimento da Zona da
Mata mineira no século XIX. Antes
de se tornar um grande latifundiário, o "Leão da Mata" era tropeiro.
Ele adorava cortar os rincões do Brasil no lombo de mulas, acompanhando
os camaradas de seu pai. Ele só sossegou após a Revolução Liberal de
1842, na qual lutou ao lado dos conservadores. Desanimado
com a situação pós-revolução, que dizimou a Comarca do Rio das Mortes,
ele decidiu juntar suas tralhas. Partiu levando esposa, filhos,
escravos, gado e sementes rumo à Zona da Mata. Lá, estabeleceu a imensa Fazenda da Glória,
com mais de 14 mil hectares (área que hoje abrange os municípios de
Cataguases, Miraí, Palma e Capivara). Sua gestão rigorosa e justa para
trazer ordem e prosperidade à região lhe rendeu o apelido marcante de " Leão da Mata". 🧬 O Encontro das Nossas Duas Linhas Ancestrais O "Leão da Mata" era casado com Maria Balbina de Rezende, que por sua vez era bisneta de Helena Maria de Jesus (uma das famosas Três Ilhoas açorianas e também minha 8ª avó). Isso
gera uma coincidência genealógica de me deixar perplexa! A família da
Ilhoa Helena Maria se conecta novamente à minha história. Se antes se uniu pelos Machado de Miranda (do meu bisavô Antônio Bonifácio Machado, o vovô Tõe), agora se une pelos Fernandes Rocha (da minha bisvó Lídia Fernandes Rocha, esposa do vô Tõe). O
desbravador da Zona da Mata tem ligação direta com o meu sangue: ele
pelo lado da bisavó Lídia, e a esposa dele pelo lado do bisavô Tõe.
Essas linhas familiares se uniram no início do século XX com o casamento
dos meus bisavós.
Como funciona o cálculo de parentesco com o Leão da Mata Para entender essa relação, precisamos analisar as gerações a partir do ancestral comum (o meu oitavo avô):
Como nós estamos em gerações de "alturas" diferentes na árvore genealógica, o termo técnico mais preciso é quarto-primo com 5 gerações de afastamento. No entanto, de forma simplificada na árvore de linhagem, ele pertence à ramificação dos meus primos de 4º grau. Como funciona o cálculo de parentesco com Maria Balbina (esposa do Leão da Mata) Maria Balbina era bisneta de Helena Maria de Jesus, minha 8ª avó (a Ilhoa mais nova).
O parentesco duplo Como eu e Maria Balbina somos primas afastadas, e o Major Joaquim casou-se com ela, eu e o Major compartilhamos um duplo vínculo: somos primos de sangue por uma linha (quarto-primos) e também primos por afinidade, já que ele se casou com outra prima minha. O vínculo com o casal e uma linda história de amor e revolução Ao contrário do que era comum na época, o Major Joaquim e Maria Balbina não eram primos. E a história de amor deles, resgatada pela escritora Climéia Rezende no livro "Engenho Velho de Cataguás", é digna de novela! Segundo os relatos de boca a boca da região, Maria Balbina havia sido prometida em casamento ao irmão de Joaquim (Antônio). Mas ela provou não ser uma moça tímida: dona do próprio nariz, bateu o pé, fez greve de fome porque quem ela amava de verdade era o Joaquim! Diante da firmeza da jovem, os pais se viram obrigados a ir até a fazenda da família de Joaquim para negociar a "troca" de noivos. E a união deu muito certo. Durante a Revolução Liberal de 1842, a Fazenda Engenho Velho de Cataguás virou um ponto estratégico para as tropas. Maria Balbina atuou na linha de frente do casarão, cuidando dos feridos e racionando a comida com punho de ferro para garantir que ninguém passasse fome. Após o fim da revolução, desiludido com os rumos políticos, o Major Joaquim decidiu partir rumo à Zona da Mata mineira. Dizem que ele iniciou a marcha em um dia de tempestade intensa, sem mudar os planos. Ali ele fundou seu latifúndio. Sobre a Fazenda da Glória O casarão, sede da Fazenda da Glória mostra uma ruptura com relação à fazenda colonial, pois suas características possuem um caráter urbano. Assim vemos a fachada com janelas de bandeiras duplas; o emprego de platibanda e frontão triangular arrematado por uma rocalha; os ornatos da fachada são em estuque; escadaria e guarda-corpo da varanda em metal, estilo art mouveau. O andar térreo é destinado a escritórios e reuniões de negócios. No segundo pavimento, salas de estar e de banquetes, decoradas com pinturas nos rodapés e altos das paredes. Situação Atual e Proprietários
Para saber sobre esse trineto de meus 8º avós acesse o link abaixo: 👉https://pt.wikipedia.org/wiki/Joaquim_Vieira_da_Silva_Pinto
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Sede da Fazenda da Glória do " Leão da Mata", o trineto de meus 8º avós |
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| Fachada da casa da Fazenda da Glória |
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| Sala da Fazenda da Glória |
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| Registro do antigo altar da Fazenda da Glória. Em destaque, a histórica imagem de Nossa Senhora da Glória trazida pela família em 1842. |
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