Sônia de Fátima Machado Silva ( eu)
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1. Sônia de Fátima Machado Silva ( eu)
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| Eu em três fases: com 9 anos ( 1972), com 22 anos ( 1985) e com 61 anos ( 2025) |
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| Minha certidão de Batismo. Consta que nasci dia 2 de novembro, mas foi um erro cometido por quem deu as informações ao Pároco. |
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| Narcísio, meu esposo, antes de ficar com dificuldades de locomoção. Detalhe com sua banda de música sertaneja " Fascynius". Antes de 1999. |
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Algumas fases de mim e Narcísio meus esposo
| A esquerda, ano de início do namoro ( 1986). A direita, dia do noivado ( 1989) |
| Casamento em 1990 |
Memórias de Infância e a Vida na Roça Quando eu era bebê, tive como babá um garotinho negro chamado Pelé. A pedido da mãe dele, meu pai o levou para viver conosco na roça, pois ela temia que, na cidade, o menino corresse o risco de se desviar com más companhias. Ele cuidava de mim com muito carinho, embalando-me naquelas antigas redes penduradas no teto para que minha mãe pudesse cuidar dos afazeres domésticos. Quando cresci mais um pouco, ele ainda brincava comigo e com minha irmã Célia pelas hortas, e fazia canoas de buriti para brincarmos no rego d’água. Por volta dos doze anos, ele decidiu buscar outros rumos em diferentes fazendas. Aos seis meses de vida, sofri com uma forte bronquite. Acredito que sobrevivi graças à preocupação e ao amor da minha pequena irmã Célia que, com apenas dois aninhos, não saía de perto da minha rede. Ela tentava abrir meus olhinhos, com receio de que eu a deixasse sozinha. Sofri com as consequências dessa doença até os 10 anos de idade. Só fui curada graças aos xaropes de erva-lagarta que mamãe preparava e que eu tomava com banha de galinha bem quente. O Caminho para a Escola e os Desafios Aos 6 anos, passei a frequentar a escola junto com a Célia. Nessa época, já morávamos na Fazenda da Croa, perto do rio Paranaíba. A distância de casa até a escola era de aproximadamente 5 km. Nós, duas meninas pequenas, precisávamos atravessar córregos no caminho. Mais uma vez, Célia Maria me protegia, carregando-me nas costas para atravessar a água que, em épocas de chuva, vinha com correntezas mais fortes e perigosas. A escola era um casebre de adobe, com carteiras de tábuas fincadas diretamente no chão. Eu amava ir para lá, mas mantinha distância de um pé de gameleira que ficava por perto, pois diziam que era mal-assombrado. O mesmo diziam de uma porteira no caminho; passávamos por ela correndo e de olhos fechados. No entanto, o aperto real que passamos foi em um dia em que encontramos um andarilho na estrada. Naquele tempo, eles eram chamados de "trouxudos", porque carregavam trouxas de roupas nas costas e andavam bem sujos. Eu estava voltando da escola à tarde com nossos colegas de sempre: Djalma, Fatinha, Romão e Luzia. Foi um verdadeiro "salve-se quem puder". Corremos até a casa de Romão e Luzia, que ficava no meio do caminho. O pai deles, que era compadre dos meus pais, nos levou, a mim e à minha irmã, em segurança até nossa casa. Nessa época, eu era só ossos de tão magrinha por conta de tanto caminhar. O Milagre da Leitura e a Paixão pela Poesia e história Nessa fase, eu estava apenas aprendendo o alfabeto. Mesmo sem saber formar as palavras direito, aprendi a ler o jornal de tanto folheá-lo para tentar descobrir o que estava escrito ali — o que considero, até hoje, um milagre. Mais tarde, a escola foi transferida para um casebre de pau-a-pique coberto com folhas de buriti, no local que hoje chamamos de Cruzeirinho da Serra. Foi somente entre 1971 e 1972 que a escola finalmente ganhou uma sede de tijolos, com varanda e cantina. Foi ali que nasceu meu amor pelas poesias. Nós já estudávamos Literatura e utilizávamos o livro As Mais Belas Poesias, de Niza Carvalho. A grande responsável por essa paixão foi a professora Olga, que me fez decorar oito poemas para declamar na festa do Dia das Mães. Um deles tinha doze estrofes. Declamei-o durinha lá na frente, diante de toda a plateia, sem errar uma única palavra, enquanto segurava um buquê enorme de rosas vermelhas que depois entreguei à minha mãe, Tereza. A fama do episódio correu e meu tio Bertinho, irmão do papai, me fez declamar o mesmo poema na cozinha do velho casarão para registrar em seu gravador — uma grande novidade para a época. |
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| Ruínas da Escola Municipal Oliveiros Aguiar, na Zona Rural da localidade de Marques, Coromandel, Minas Gerais, onde cursei o 2º e 3º ano primário. Interessante pensar que nesse lugar aprendi a amar a poesia, Cecília Meireles, Olavo Bilac e Tiradentes, que mais de cinquenta anos depois descobri ser meu 7º tio-avô |
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| Eu a direita com 9 anos, como dama de honra de meus tios Teresinha Glaúcia ( já falecida) e Cleumildo Francisco. 1972. A esquerda, minha prima Celma, também como dama de honra |
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| Eu como dama de honra de meus tios Adalberto(Bertim) e tia Luzia. 1973 |
A Luta pelos Estudos e o Destino no Casarão
Em 1974, concluí a quarta série na Escola Egídio Machado, na cidade de Coromandel. Durante esse período, morei no casarão dos meus avós paternos. Após o término desse ano letivo, meu destino natural seria voltar para a roça. No entanto, eu amava estudar e queria muito continuar na escola. Meu pai era contra, pois sabia o quão difícil e desconfortável era depender da casa de terceiros para morar. Dei birra e chorei muito, até que minha tia Fiíca, irmã do papai, intercedeu por mim. Graças a ela, pude morar em sua casa por um ano para cursar a quinta série. Foi um tempo totalmente novo e incrível para mim, pois descobri a dinâmica de ter um professor diferente para cada matéria.
Contudo, assim que o ano terminou, não teve jeito: meu pai exigiu meu retorno para a roça, e eu obedeci, profundamente triste. Quatro anos se passaram até que, aos 16 anos, precisei voltar para a cidade. O objetivo era cuidar do meu irmão Adilson, que daria continuidade aos seus estudos. Ironicamente, eu já havia me readaptado à vida no campo e fui embora chorando na carroceria de um caminhão que recolhia leite nas fazendas. Doía-me deixar a roça para trás; eu já não queria mais saber da cidade.
Eu e meu irmão ficamos morando sozinhos naquele velho e imenso casarão, já que meus avós paternos haviam se mudado para Uberlândia. Eu, que na roça vivia cantando, calei a minha voz na cidade. Meu grande refúgio, além de cuidar da casa e do Adilson, tornou-se a leitura. Primeiro, devorei todos os livros de faroeste do meu tio Donizete, que encontrei guardados em uma caixa no porão e os livros Sabrina, Júlia e Bianca de minha tia Terezinha. Aquele lugar que antes me parecia tão sinistro havia se transformado na minha biblioteca particular. Depois que os livros de bolso e os açucarados acabaram, descobri a Biblioteca da Prefeitura, localizada logo acima da Igreja São Sebastião, e passei a frequentá-la assiduamente.
Reviravoltas e a Volta por Cima
No ano seguinte, nossa irmã Nária Regina juntou-se a nós no casarão. Por essa época, minha tia Vanilda, que morava ao lado, incomodada com o fato de eu estar fora da escola, conseguiu uma vaga para mim no período noturno da Escola Estadual Joaquim Botelho, onde cursei a sexta série.
Porém, em 1982, interrompi os planos e retornei mais uma vez para a roça, iludida com a promessa de um casamento. Os planos foram por água abaixo quando meu suposto noivo me trocou por uma professora. Eu era apenas uma menina simples e tímida, e senti que não seria páreo para uma moça culta da cidade. Em vez de me deixar abater, aquela decepção me deu forças para mudar de vida: decidi que voltaria a estudar.
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| Minha turma do 4º ano primário em 1974. eu estou perto da menina de chapéu, mais ou menos no centro da foto |
| Lugar onde trabalhei por 33 anos até me aposentsar |
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Imagens de meus percursos acadêmicos
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| Minha colação de grau 4º ano Primário- 1974 |
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| Formatura em Técnico em Contabilidade em 1986 |
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| Minha colação de grau em Pedagogia- 2011 |
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| Minhas colegas de Pedagogia e tutores |
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Link e vídeos relacionados ao meu curso de Pós graduação em Mídias na Educação : vídeo da justificativa da escolha do tema do TCC, criado como requisito do curso e 2º vídeo, apresentação e defesa do TCC em 2018.
👉 Acesso para o site que criei como requisito para a pós-graduação em Mídias na Educação
O Despertar do Traço e das Palavras Olhando para trás, lembro-me de que, quando era mais menina, eu adorava desenhar. Desenhava casas, rostos de pessoas e até minhas próprias histórias em quadrinhos. Como nunca tentei me aprimorar, sinto que foi um dom que acabou se evaporando com o tempo. Muito tempo depois, no entanto, ao revirar alguns pacotes antigos, deparei-me com papéis pardos esquecidos. Guardados ali dentro, dei de cara com desenhos que eu julgava já nem existirem mais. Foi justamente assim que os reencontrei, e fico feliz que esses registros tenham conseguido se manter intactos para que eu possa compartilhá-los aqui. Outros, infelizmente, se perderam — alguns colados nas paredes do meu quarto, assim como os desenhos de casas e histórias em quadrinhos desenhadas em cadernos e papeis de embrulho que foram queimados. |
| página do livro onde se encontra " Outono da saudade"- capa do livro onde se encontra o poema |
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| Turma de Conselheiros Municipal de Cultura de Coromandel, Minas Gerais. eu da esquerda para a direita, sou a terceira |
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| Alguns membros da Pastoral da Saúde da Paróquia Sant'Ana de Coromandel, Minas Gerais. Eu sou a segunda da direita para a esquerda. Imagem em um dia de missa na Casa de Repouso São Vicente em Coromandel, Minas Geraiss |
Abaixo, vídeo de apenas uma parte das coisas de artesanato que vivo fazendo depois que me aposentei
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Algumas imagens, links e vídeos de minha relação com a Literatura
1: Meu perfil na Editora onde se encontram meus livros publicados e à venda:
4: Acesso para meus Aúdiolivros no youtube : " Foi o vento" e " Eu e eles".
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Outras imagens de minha relação com a literatura
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| Divulgação do meu livro genealógico " RAIZES & GALHOS" no jornal Coromandel- outubro de 2025- resultado de dois anos de pesquisas sobre meus ancestrais |
| Meus livros publicados na Editora Clube de Autores de 2014 a 2025 |
| Antologias de Contos e Poesias da CBJE( Câmara Brasileira de Jovens Escritores do Rio de Janeiro), das quais participei |
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| A esquerda certificado de qualidade literária e medalha com autor de destaque e à direita, certidão a condição de autor literário com comprovada e importante atuação nas Artes Literárias Brasileiras, concedido pela Câmara Brasileira de jovens Escritores do Rio de Janeiro e Outras Instituições |
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Imagens e links de alguns momentos marcantes de minha vida
👉 Minha entrevista para o Instagran da Rádio SUPER 95 FM
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| O dia em que fiz 60 anos- 2023 |
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| Eu a a natureza- lugar de infância |
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| Participação em Roda de Conversa na Casa da Cultura. Da esquerda para a direira o escritor e produtor de eventos Jaime Resende, escritor Paulo Tarabal, eu, minha prima e escritora Messônia, professor e jornalista Wagner, escritor Marcelo Aguiar e a diretora de cultura Hélia Francinet |
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| Eu a direita, com integrantes do Grupo AMOR EXIGENTE, um evento em Patos de Minas, Minas Gerais. Participei desse grupo por um ano, quando meu esposo ficou internado em uma clínica de reabilitação de dependentes. Frisando que esse grupo me ajudou a superar pelo menos um pouco de minha coodependência com relação ao alcoolismo de meus esposo |
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| Eu a esquerda com alguns participantes da OFICINA DE ORAÇÃO E VIDA da Igreja Católica de Coromandel, Minas Gerais. Nessa oficina aprendi várias formas de rezar que muito me ajudaram ao longo da vida. Essa imagem refere-se ao último dia da oficina que chamamos de " Deserto". 2018 |
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| Eu recebendo das mãos de minha colega Isabel, a placa como aluna destaque do curso de graduação em Pedagogia pela UFJF- Polo Coromandel, E como oradora da turma. Esses eventos foram na Colação festiva em outubro de 2011 em Coromandel, Minas Gerais. A colação de grau oficial foi em Juiz de Fora, Minas Gerais. |
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| Meu primeiro Encontro de Jovens do Grupo de Jovens NOVA ESPERANÇA, do qual fiz parte quando jovem e alguns anos depois de casada, eu e meu esposo, fomos tios desse grupo. Eu em pé de braços cruzados da direita para a esquerda. Um encontro marcante... Não me recordo o ano |
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| Meu segundo encontro de Jovens do Grupo de Jovens Nova Esperança. Não recordo o ano. Eu primeira à direita, terceira fileira de baixo para cima |
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| Encontro do Grupo de \jovens Nova Esperança- Nessa época eu e meu esposo já casados, éramos tios do grupo. Meu esposo o primeiro a esquerda. No momento dessa foto, eu não estava presente, pois estava no trabalho. Nessa época éramos também tios do Grupo de Jovens MAC, mas não tenho fotos dessa turma. |
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| Grupo de uma gincana para arrecadar alimentos para o seminário. Essa era minha turma e de meu esposo " GRUPO REVELAÇÃO" e ficamos em segundo lugar. Foi um dia especial no Poliesportivo, onde valia como requisito para a vitória, a quantidade de alimentos arrecadados dias antes e o desempenho nas apresentações no poliesportivo, como danças, teatro. O ano não me recordo, mas foi antes de 1999. Eu sou a segunda da esquerda para a direira e meu esposo o terceiro, na fileira dos abaixados. |
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| Roda de conversa no INEC- Momento que falei de minha experiência com leitura e escrita, incentivando os alunos no início do Projeto de escrita de seus livros na Estante Mágica |
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| Terço anual em família- 12 de outubro de 2025 em minha casa. Eu, meus irmãos, sobrinhos, sobrinhos-netos, cunhados e cônjuges e namorada de alguns sobrinhos |
| Eu apresentando o livro |
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| Minha família( irmãos, sobrinhos, cunhados) no lançamento do Livro " RAIZES & GALHOS". Faltou apenas o sobrinho André, que por motivos de trabalho não pode estar presente. 11 de outubro de 2025 no salão de eventos DIAMANTE ROSA, Coromandel, Minas gerais. |
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| Minhas duas sobrinhas, a esquerda, Aline e a direita Iara que também é minha afilhada de batismo. As duas foram responsáveis por ter acontecido o evento |
| Placa de homenagem recebida de minha família. Foi entregue pelas sobrinhas-netas : Tereza a esquerda, a direita Alice e no meio Laura. Mais imagens desse evento, acesse a página do índice. O vídeo se encontra no final da página. |
| !969( 9 anos), 1996 ou 1997 ( 33 ou 34 anos) e 2025 ( beirando 62 anos) |
Talvez eu volte no futuro para postar outros momentos marcantes da minha linha do tempo, ou quem sabe para trazer os dados misteriosos revelados pelo meu exame de DNA. Talvez...
"Cresci colhendo folhas coloridas pelos campos e termino este capítulo sabendo que a vida, afinal, foi a minha poesia mais bonita."
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- Ibéria (51%): Reflete diretamente a nossa forte ascendência portuguesa, vinda principalmente das regiões do Minho e dos Açores. É a base da nossa identidade familiar.
- Itália (13%) e Sardenha (5%): Uma herança muito comum em famílias de origem portuguesa antiga, devido às intensas navegações e trocas pelo Mar Mediterrâneo.
- Europa Ocidental (9%): Conecta-se perfeitamente com os colonos flamengos (vindos da região da Bélgica e França) que povoaram o arquipélago dos Açores no século XV junto com os portugueses.
- Bálcãs (4%) e Leste Europeu (< 3%): O rastro geográfico exato deixado pelas minhas ancestrais mulheres em sua migração milenar.
- Basco, Judeus Sefarditas (< 3%) e Ashkenazitas (< 2%): Uma descoberta fascinante! Reflete a história dos "Cristãos-Novos" (judeus convertidos à força pela Inquisição) que fugiram para os Açores e, mais tarde, migraram para o interior do Brasil.
- 👉Genera- resultado oficial de minha ancestralidade global
- A Origem: Essa linhagem nasceu há cerca de 30.000 anos na região do Oriente Médio (Oriente Próximo). Minhas primeiras ancestrais viveram ali, abrigadas do frio extremo durante o auge da última Era do Gelo.
- Pioneiras da Agricultura: Elas fizeram parte da Revolução Neolítica no Crescente Fértil, sendo pioneiras na transição histórica para a agricultura.
- A Rota até os Açores: Com a expansão agrícola, elas migraram pelo Cáucaso em direção à Europa Central e Oriental. Séculos depois, essa linhagem viajou com as mulheres que colonizaram as ilhas dos Açores e, finalmente, chegou ao Brasil através de uma linha puramente feminina.
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Entendendo o mapa do meu DNA (Genera): Este gráfico mostra a grande jornada da minha linhagem materna ao longo de milhares de anos. Tudo começa na África Oriental com os haplogrupos mais antigos (L1 e L3). Conforme as gerações avançaram para o norte (passando por N, R e JT), os grupos foram se ramificando. Note que o ponto verde central J1 fica exatamente no Oriente Médio, funcionando como um trevo: dali, as setas mostram minhas ancestrais se espalhando em várias direções, incluindo a grande rota que subiu em direção à Europa Central e Oriental. |
- A comprovação: Como a minha linha materna direta deu J1 (que é europeia/Oriente Médio), ficou provado que o DNA indígena não veio na linha direta de mãe para filha, mas entrou por outra ramificação da árvore.
- A tradição oral: Esse percentual aponta para um ancestral puramente indígena a poucas gerações atrás. Isso valida perfeitamente a tradição oral da nossa família de que minha trisavó foi "pega no laço" no século XIX — uma realidade dura da expansão das fazendas no interior, onde mulheres indígenas eram capturadas e integradas à força na sociedade da época.
- A Pista de Meu Pai: Meu pai sempre lembrava que a avó dele (minha bisavó paterna) era uma mulher "bem morena" (cujo baú de fotos infelizmente sumiu após o falecimento da minha avó Valdomira). No Brasil antigo, esse termo era frequentemente usado para camuflar o preconceito da época.
- A Investigação Genética: Como as outras linhas conhecidas da família (Machado de Miranda, Vargas, Naves) faziam parte de uma elite açoriana muito endogâmica e documentada, deduzi que essa herança africana veio justamente pelo lado da minha avó paterna, Valdomira.
- Resgatando a Memória: O DNA quebrou o silêncio da tradição oral. Essa descoberta localiza meus antepassados africanos no século XIX, em Minas Gerais. É a prova científica de que a força e o sangue do povo africano fazem parte da minha própria identidade.
“Mais do que porcentagens e mapas, descobri que trago nas veias a história do mundo escrita em forma de sangue, força e poesia.”
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