Aristeu Machado Rocha e Divina Frutuoso Soares

 

    


      
  








 

  Aristeu Machado Rocha e Divina Frutuoso Soares

Aristeu Machado Rocha e Divina Frutuoso Soares, meus avós maternos. Na foto ele com mais de 90 anos e ela no auge de seus 30 e poucos anos

  

Aristeu Machado Rocha, meu avô, pai de minha mãe, nasceu no dia 16 de fevereiro de 1916. Conforme relatos o nascimento aconteceu na Fazenda Suçuarana que fica na localidade de Pilões no município de Guarda-Mor, Minas Gerais. Nessa fazenda viveu também uma grande parte de sua infância e provavelmente o início da adolescência. Depois que sua mãe faleceu, ele viveu um tempo com sua irmã mais velha, a Maria. Isso por volta de 1925. Depois foi para Abadia dos Dourados, Minas Gerais, cursar o ensino primário que concluiu já com 18 anos, idade também que se casou.

Meu avô Aristeu faleceu no dia 30 de junho de 2011, com 95 anos de idade. Conforme certidão de óbito, ele faleceu no Hospital Irmão Emerano às 16 horas, por falência múltipla de órgãos e Trombose Venosa Profunda. Ele faleceu em Morro Agudo, Goiás, tão longe de onde nasceu e viveu, porque depois de idoso resolveu se casar de novo, Com D. Nadir Maria da Conceição Rocha e os parentes dela eram daquela localidade. Ele a conheceu em Patos de Minas, Minas Gerais, onde vivia, e algum tempo depois se mudaram para Morro Agudo, Goiás. Ela foi a companhia dele na velhice. Porém quando vovô Aristeu faleceu, o transladaram para Coromandel em Minas Gerais. Ele foi velado na capelinha do lugarejo de Chapadão do Pau-Terra e depois sepultado no mesmo jazigo de sua primeira esposa que já havia falecido há 49 anos. Essa era a vontade dos filhos que não foi questionada pela última esposa. O mausoléu de meus avós Aristeu e Divina, fica em um lugar privilegiado: bem perto do muro antigo de pedras e uma belíssima moita de coqueiros. E ao fundo as belíssimas e imensas serras azuladas do Chapadão do Pau-terra.  

 Vovô Aristeu era filho de Antônio Bonifácio Machado, o vovô Toe e Lídia Fernandes Rocha, já citados antes em 2º avós ou bisavós.

Divina Frutuoso Soares, esposa de Aristeu e minha avó, nasceu no dia 12 de outubro de 1922, uma quinta-feira, possivelmente na zona rural de Trombetas, Coromandel, Minas Gerais, onde os pais viviam. Percebe-se que o dia do nascimento de vovó Divina é também o dia de Nossa Senhora Aparecida. Contudo, naquele tempo o dia ainda não era dedicado a Nossa Senhora. A oficialização do dia de Nossa Senhora Aparecida em 12 de outubro só aconteceu em 1980.

 Vovó Divina faleceu no dia 26 de abril de 1962, uma quinta-feira na Cidade de Coromandel, Minas Gerais, para onde teria vindo se tratar de problemas cardíacos, provocados pela doença de Chagas.  Estava com 39 anos de idade. Ela morava na roça, localidade de Marques e foi sepultada no cemitério do povoado do Chapadão do Pau-terra. Era filha de Joaquim Frutuoso Soares e Franclina Nunes da Costa, já citados em bisavós. 

 

Jazigo de Aristeu e Divina no Chapadão do Pau-Terra, Coromandel, Minas Gerais

 

Vista geral através de satélite do cemitério do Chapadão do Pau-Terra, onde meus avós maternos Aristeu e Divina estão sepultados. Imagem de Junho de 2025. Detalhe: muros antigos de pedra e a moita de palmeiras que ficava atrás do jazigo de meus avós foi cortada.

 Apesar de meu avô Aristeu ter sido meu padrinho
de batismo, não convivi muito com ele. Quando vovó Divina faleceu eu ainda não tinha nascido e vovô Aristeu foi viver na cidade com os filhos. Então quando nasci ele vivia na cidade e meus pais na roça. Algum tempo depois ele se mudou com os filhos para Brasília, Goiás, buscando melhores condições de vida para os filhos que ainda estavam com ele.  A gente se via menos ainda. Fui vê-lo a última vez em Patos de Minas, Minas Gerais, quando ele morou lá e já estava casado com..., sua segunda esposa. Depois só o vi no dia do velório.  Assim, o que sei mais sobre ele são relatos de minha mãe e um tio.

Conforme relatos de um tio, o vovô Aristeu, quando era jovem estudava o primário em Abadia dos Dourados que na época era freguesia de Coromandel, Minas Gerais. Ele ficava na casa de um tio, e além de estudar, trabalhava na farmácia desse tio. Era por volta da década de 1930. Então vovô Aristeu aprendeu muitas coisas relacionadas com a área farmacêutica. Aplicar injeções e outras coisas mais como torniquetes em fraturas. Minha mãe também já relatou sobre isso.

Bem, então vovô Aristeu terminou o primário já com dezoito anos, portanto em 1934. Naquele tempo, como era difícil oportunidades de estudo, não tinha idade certa para estudar. E terminar o primário era como fazer um curso superior hoje. Então, seu pai, meu bisavô Antônio Bonifácio Machado, o vovô Tõe, foi buscá-lo em Abadia dos Dourados, afinal tinha cumprido a missão por lá. Era hora de voltar para casa.

Na viagem de retorno passaram pela localidade de Trombetas e pernoitaram na casa de Joaquim Frutuoso Soares que era viúvo e sogro de meu bisavô Antônio Bonifácio, o vovô Tõe. Frisando que depois de viúvo pela segunda vez, vovô Tõe casou-se com Eudóxia, uma das filhas de Joaquim Frutuoso.  Algum tempo depois meu avô Aristeu casou-se com sua outra filha, a vovó Divina.

Pois bem, à noite, Joaquim Frutuoso Soares e o vovô Tõe, em conversa vai, conversa vem, notaram olhares furtivos entre o filho Aristeu, que seria depois meu avô, recém-chegado de Abadia dos Dourados e Divina, que seria depois minha avó. Possivelmente vovó

Divina, teria servido café aos visitantes, preparado com certeza o jantar e ajeitado as camas para o pouso. Uma menina prendada que agradou pai e filho.  Vovô Aristeu tinha em torno de 18 anos como já dito e vovó Divina 13 anos. E vamos combinar, meu avô Aristeu era muito bonito. Se com 95 anos ele era bonito, imagine com 18. E minha avó Divina, então nem se fala. No auge de seu trinta e poucos anos, já com 10 de seus 12 filhos, ainda era uma belíssima mulher, imagine então com 13 anos. Sendo assim dá para imaginar, com certeza, um amor à primeira vista entre os dois, o que foi notado por meu bisavô Antônio Bonifácio. Diante desse fato, vovô Tõe se virou para seu sogro Joaquim Frutuoso e falou: “olha esses meninos estão olhando muito um pro outro aí atrás das paredes, da porta... Leva a Divina, sua menina, pra ficar lá em casa e esses meninos entrosar lá, porque nós vamos é casar esses meninos.”  Meu bisavô Tõe era muito astucioso nessa parte de casamentos, segundo meu tio. E acredito que sim, pois foi ele quem arranjou também o casamento de meus avós paternos. Ele mesmo se casou três vezes. Tudo era questão de conchavo. Enfim...

Contudo, sobre essa história de amor à primeira do vovô Aristeu e vovó Divina, há uma outra versão dada por uma tia, irmã de minha mãe. Segundo ela, vovó Divina um dia relatou que na verdade, ela gostava era de outro moço, porém, o vovô Tõe obrigou os dois a se casarem. De forma que vovó Divina chorou muito no dia do casamento, uma vez que, se casar com o moço de quem gostava, tornou impossível. Porém, conforme meu tio, irmão de minha mãe, vovô Aristeu e vovó Divina eram muito amorosos um com o outro. Isso significa que o convívio também ensina a amar.

Na verdade, não importa a versão, o fato é que vovó Divina se casou aos 13 anos com meu avô Aristeu de 18 anos e tiveram 12 filhos, entre eles minha mãe Teresa.

Segundo meu tio, meu bisavô Joaquim Frutuoso, o pai da vovó Divina, era pobre, o contrário de meu bisavô Tõe que tinha muitas posses. Nesse dia que meu bisavô Tõe pernoitou na casa de meu bisavô Joaquim Frutuoso, ele o estava contratando para fazer serviços de carpintaria em sua fazenda. Meu bisavô Joaquim Frutuoso era carpinteiro, ou seja, trabalhava com madeira, montando tipo currais etc. Possivelmente, vovô Tõe ia fazer algumas benfeitorias na fazenda da manga, na localidade de Marques onde morava. Talvez os currais de madeira de aroeira. Vale frisar que o curral antigo dessa fazenda era tipo vala, na época do pai do vovô Tõe. Provavelmente vovô Tõe decidiu modernizar. Apenas deduções minhas.

Minha mãe sempre contava de como vovô Aristeu nunca deixava faltar nada aos 12 filhos. Plantava roças. Achei interessante minha mãe contar que ele colhia jacá cheio de quiabo.  Não devia ser fácil alimentar 12 filhos. Além disso, vovô Aristeu também se preocupava com a educação escolar dos filhos, pois contratou uma professora particular para alfabetizá-los. A professora morava com eles.  Segundo minha mãe, eles não tinham cadernos, estudavam escrevendo em uma lousa pequena e individual. Escrevia e apagava. De forma que deviam aproveitar para aprender ali na hora já que não ficava nada registrado senão em suas memórias.

Segundo meu tio, vovô Aristeu vivia feliz com vovó Divina. Ele se lembra que eram muito amorosos. Mas vovó Divina era bem ciumenta. Minha mãe relatou certa vez que um dia, minha avó Divina recebeu meu avô Aristeu de porrete na mão por suspeitar que ele havia tentado tomar liberdades com outra mulher.  Fato ou boato? Não sei. O pior é que quem ganhou fama foi vovó Divina. De ciumenta. Vovô Aristeu saiu ileso, porque naquele tempo homem podia fazer o que bem quisesse.

Bem, assim que vovô ficou viúvo em 1962, ele tinha apenas 46 anos e 12 filhos, Cinco filhas já casadas e mais outros 7 filhos.

Meu tio, relatou-me que depois do falecimento de vovó Divina, vovô Aristeu pegou os filhos e se mudou para a cidade de Coromandel, Minas Gerais. Provavelmente o lugarejo quase ao sopé da serra perdeu o encanto sem vovó Divina. A casa onde viveram em Coromandel ainda existe, embora deva ter sofrido reformas em todos esses anos. De acordo com uma vizinha minha, seus pais eram vizinhos do vovô Aristeu nessa casa. O entorno era um cerradão e pouquíssimas casas.

Por esse tempo que viveu na cidade, vovô Aristeu exerceu a profissão de carpinteiro, trabalhando pelas fazendas, fazendo currais de tábuas, barracões e até pontes. Conforme relatos de um vizinho meu que trabalhou com ele, não existiu em Coromandel, carpinteiro melhor que meu avô Aristeu. 
 
Casa que vô Aristeu, depois de viúvo, morou com os filhos solteiros em Coromandel, Minas Gerais. Provavelmente alguma coisa foi modificada. Mas segundo vizinhos da época é essa casa.

 

Bem, quando um filho de vovô Aristeu voltou de Brasília, onde estava servindo o exército, deu a dica para ele de que em Brasília era muito bom e havia por lá muitas oportunidades de trabalho.  Naquele tempo, provavelmente década de 70, Brasília era uma cidade em desenvolvimento, marcada pela construção e consolidação de sua arquitetura modernista e por um forte crescimento populacional.

Então meu avô Aristeu ajuntou “mala e cuia” e os filhos que ainda estavam com ele e rumou para Brasília. Lá ele continuou na mesma profissão de carpinteiro. Às vezes fazia também serviço de pedreiro. Meu tio que havia servido o exército, por esse tempo, tinha entrado para a Polícia Militar e ficou por aqui. Só ia ficar com eles nas férias. Eles se comunicavam por cartas que nem sempre chegavam ao destino, já que vovô Aristeu e os filhos se mudavam sempre de barraco para barraco. A vida não devia ser fácil para eles. Vovô Aristeu era um homem trabalhador e muito simples.

Quando minha irmã Nária Regina tinha mais ou menos 2 aninhos, vovô Aristeu veio a Coromandel e ficou encantado com a netinha morena de cabelos cacheados. Foi embora levando a foto dos netos só para mostrar aos filhos a netinha linda, cuja fama se espalhou.

Lembro-me de ver meu avô Aristeu poucas vezes já que ele morava em Brasília. E quando o via, eu ficava admirando-o, pois tinha um jeito diferente, apesar da simplicidade e do jeito humilde. Nem parecia que fora, um dia, filho de ricaço. Quando o revi em Patos de Minas, Minas Gerais, ele devia ter, talvez uns 76 anos já e eu já era casada. Foi por volta de 1992. Fui com meus pais lá e almoçamos na casa dele. Ele também já estava casado a segunda vez. Tinha se mudado de Brasília para Patos de Minas onde seu filho morava. 
 
Meu avô Aristeu, por ocasião de seu aniversário de 95 anos, sua segunda esposa D. Nadir e minha mãe Tereza ao centro- Foto tirada onde vivia em Morro Agudo em 2011.

 

Em 2011, quando ele completou 95 anos em fevereiro, minha mãe foi vê-lo em Morro Agudo. Goiás. Minha irmã Suelene e seu esposo Ali, a levaram. Menos de seis meses depois ele faleceu.

Bem, na minha visão, digamos romântica, diria que meu avô Aristeu tinha uma aura de sabedoria, uma velhice calma. Talvez por isso tenha vivido muito. Recordo-me nitidamente de sua voz meio assobiada entre as sílabas bem colocadas e quase medidas. Tinha jeito de doutor e intelectual, embora homem criado na roça. Para falar a verdade, isso foi o que me marcou mais com relação a ele: sua voz assobiada e o seu jeito de intelectual.

Sobre minha avó Divina Frutuoso Soares, esposa de Aristeu Machado Rocha, não a conheci, pois ela faleceu em 1962 e eu nasci em 1963. Quando ela faleceu minha mãe Tereza ainda não tinha completado 18 anos e tinha apenas minha irmã mais velha, a Célia Maria, com nove meses.

Sei pouco sobre minha avó Divina porque não perguntei para minha mãe. Tem um tempo na vida da gente que não preocupamos com essas coisas. Depois que o tempo passa e quem podia nos relatar muitas histórias já partiu ou estão dementes, é que ficamos doidos atrás de histórias, como se elas estivessem escapando entre os dedos.

Com relação à doença de vovó Divina, conforme relatos, faleceu da tal doença de chagas. Segundo meu tio, vovó Divina nasceu e foi criada na localidade de Trombetas, município de Coromandel. Era uma região muito infestada por barbeiros. As casas simples de taipa ou adobe, com reboco de barro entre madeira, eram propícias para esses bichinhos, uma vez que se abriam brechas com mais facilidade nas paredes e os buracos acabavam virando porta de entrada e morada. Muitas pessoas eram picadas por eles e morriam muito jovens já que não existia muito recurso naquele tempo com relação a tratamento.

Então minha avó Divina foi picada por um barbeiro, o que justifica sua morte prematura assim como a de muitos de seus irmãos, tios, pais. que faleceram praticamente todos em torno de quarenta anos. Apenas dois irmãos da vovó Divina, sobreviveram por mais tempo: O tio Manoel e a tia Eudóxia. Eudóxia foi a terceira esposa do vovô Tõe. Sobre o tio Manoel Frutuoso, sua casa ficava perto da capela do Trombetas que não existe mais, pois a derrubaram para plantar lavouras. A casa do Tio Manoel servia de pouso para a família que ia para os festejos nessa capela.

Sobre minha avó Divina, ela perdeu a mãe muito novinha. Então quem cuidava dela era a irmã Eudóxia que, por sinal, se casou com meu bisavô Tõe como já foi dito. Minha avó Divina, foi viver com eles e acabou por se casar com vovô Aristeu, o filho do vovô Tõe, como já foi dito antes.

Vovó Divina era uma mulher forte, mas possuía muita sensibilidade, pois o dia em que o pai faleceu ela teve a intuição. Há dias queria visitá-lo, pois ele estivera doente. Um dia ela acordou muito inquieta e nada a demoveu da ideia de ir ver o pai do outro lado do rio Paranaíba. Não era fácil porque tinha duas filhas pequenas e ainda estava grávida. Além disso, era preciso atravessar de canoa o rio Paranaíba. Só que fora tarde demais. Quando chegaram para vê-lo já o encontraram seguindo para o enterro sem ao menos avisá-la, pois tudo era muito longe naquele tempo, fato que contrariou meu avô Aristeu, e muito sistemático virou para trás na hora sem ao menos deixar a esposa ver o pai morto. Até já citei esse episódio antes Segundo meu tio, vovó Divina era uma mãe muito amorosa com os filhos. Quando ela faleceu ele tinha apenas dezesseis anos e a última vez que a viu viva, ela estava acamada com problemas do coração. Foi quando foi se despedir dela porque ia para Coromandel para se tratar. Ela então disse para ele: “cuidado meu filho, você é muito extravagante, cuidado na roça pra não machucar na lavoura, ser picado por cobra”. Foi a última recomendação dela, segundo meu tio. Ela foi fazer o tratamento, porém, faleceu em Coromandel e depois levada para o Chapadão do Pau-terra para ser sepultada. Meu tio, ao saber do falecimento da mãe ficou quase doído e saiu a pé para o Chapadão para vê-la. Isso segundo relatos.

Quando olho para a fotografia de minha avó Divina com a família, provavelmente a única fotografia de toda sua vida, percebo uma doçura no olhar, uma mansidão, um leve sorriso. Ainda bem que restou essa lembrança e assim posso imaginar as histórias de sua vida e sentir minhas saudades ainda que não a tenha conhecido.


Vovô Aristeu e vovó Divina com 10 filhos. Dois ainda não tinham nascido

Foto de março de 1984- vovô Aristeu com os filhos já adultos. Faltou a Madrinha Conceição nessa turma. A esquerda é um neto. Se não me engano essa foto foi clicada em Brasília, DF


Ao que tudo indica, meus avós Aristeu e Divina se casaram por volta de 1934 ou 1935. Vovô Aristeu com 18 anos e vovó Divina com 13 anos, como já dito. Possivelmente casaram-se no povoado do Chapadão do Pau-terra e foram viver com o pai do Vovô Aristeu, o vovô Tõe e sua esposa Eudóxia que era irmã da vovó Divina. Provavelmente no casarão da manga do tio Dário. Porém, um dia, segundo minha mãe, vovô Aristeu teve um desentendimento com o pai, o vovô Tõe. Mesmo já casado levou uma surra. Foi então que pegou a esposa e se mudou para uma casa que ficava quase no sopé de umas serras, onde os filhos nasceram e foram criados até o falecimento da vovó Divina.

Aristeu Machado Rocha e Divina Frutuoso Soares, meus avós, tiveram 12 filhos:

 


 

1.   Ladi Machado Soares, nascida em 1936 e casada com José Messias da Cunha. tiveram os filhos: Valdamir, Valdair, Wilsom, Mozar, Mário, João, Jason, Elias, Maria Aparecida, Maria Terezinha, Marlene e Divina de Fátima;

2.   Maria Machado Soares, nascida em 1938, falecida em 2016 casada com José, conhecido com Veio da Teodora( não tiveram filhos);

3.   Helena Machado Soares, nascida em 1939, casada com Alírio Soares da Cunha. Tiveram os filhos: Magno César, Marcelo, Marcelísio (ou Márcio Elísio), Marta Tereza e Meira Maria;

4.       João Machado Soares, nascido aproximadamente em 1941, casado com Maria Teresinha Machado, tendo se divorciado. Tiveram os filhos: Adriana, Maria Ângela e Maria Eugênia. Casou-se a segunda vez com Ana Maria Siqueira e tiveram o filho Johenny.

5.   Luzia Machado Soares Pereira, nascida em 1943, casado com Jacinto Pereira de Souza. Tiveram os filhos: Márcia Helena, Maísa Maria, Messônia, Edemilson, Eduardo e Élcio;

6.   Tereza Machado Soares Rocha (minha mãe), nascida em 1944, falecida em 2017 e casada com Acenion Machado Rocha. Tiveram os filhos: Célia Maria, Sônia de Fátima, Suelene, Adilson, Nária Regina e Afrânio;

7. Walterson Machado Soares, nascido em 1945 e casado com Sebastiana Castro Soares. Tiveram os filhos: Wanderson, Márcia e

       Mara;

7.   Ilma Soares do Nascimento, nascida aproximadamente em 1946 e casada com Francisco de Assis do Nascimento. tiveram os filhos: Franciane e Rejane;

8.   Conceição Machado Caetano, nascida aproximadamente em 1948 e casada com Eli Caetano Evangelista (falecido). Tiveram os filhos: Eli César, William e Valéria;

9.       José Machado Soares (Zezé), nascido aproximadamente em 1953 e casado com Maria Spindola de Ataídes, tendo se divorciado. Tiveram os filhos: Deise, Idejane e Suiene;

10.    Valter Machado Soares, nascido em 1954 casado com Consolação. tiveram os filhos: Glaucia e Thiago;

11.    Antônio Machado Soares, nascido aproximadamente em e casado com Maria Lúcia de Oliveira Soares. Tiveram os filhos: Pedro Henrique e Ricardo.

Desses filhos destaco Tereza Machado Soares Rocha, minha mãe, casada com Acenion Machado Rocha, meu pai. Eles eram primos em primeiro grau, pois os pais eram irmãos.

Sobre minha avó Divina, não a conheci, pois faleceu no ano anterior ao meu nascimento. Quando olho para a sua fotografia com a família, percebo uma doçura no olhar, uma mansidão, um leve sorriso. Ainda bem que restou essa lembrança e assim posso imaginar as histórias de sua vida e sentir minhas saudades ainda que não a tenha conhecido. É claro, faltou os cabelos brancos de avó nessa imagem, porque naquele tempo avós tinham cabelos brancos. Tão diferente de hoje! Talvez me custe enxergá-la como avó, pois é tão jovem. Talvez eu devesse pensar nela como a avó que parou no tempo...

Quanto ao meu avô Aristeu, como já falei antes, não convivi muito com ele, apesar de ter sido meu padrinho de batismo, pois, quando se enviuvou buscou outros rumos distantes. A admiração que eu sentia e sinto por ele tem esse “quê” de distância que me fez criar uma imagem meio que idealizada, sem essas complexidades e falhas que surgem na convivência. Então o que fica e ficará para sempre, é uma sensação de encantamento, pois sempre o enxerguei como um homem sábio, que falava pouco e preferia o silêncio.


Fotos mais atuais dos filhos de Aristeu Machado Rocha e Divina Frutuoso Soares

 

Ladi Machado Soares e Maria Machado Soares ( conhecida como Branca e já falecida)



 
Helena Machado Soares e João Machado Soares


Luzia Machado Soares Pereira e Tereza Machado Soares Rocha ( minha mãe já falecida)


Walterson Machado Soares e Ilma Soares do Nascimento


Conceição Machado Caetano e José Machado Soares ( conhecido como Zezé)


Valter Machado Soares e Antônio Machado Soares


Sobre a localidade onde vovô Aristeu nasceu, na Fazenda Suçuarana em Pilões, município de Guarda-Mor, Minas Gerais, vale ressaltar que essa fazenda foi herdada do sogro de seu pai no início do século XX. A tal fazenda ficava bem próximo da divisa de Minas Gerais e Goiás.

Sobre Guarda-Mor, vale ressaltar que o arraial surgiu a partir de uma fazenda pertencente a um guarda-mor, onde viajantes costumavam parar e se hospedar. Isso por volta do século XIX.  Um certo Ilídio Pereira Guimarães, proprietário da referida área, doou 30 alqueires ou 90 hectares para Santa Rita dos Impossíveis. Por ser terreno da Santa e, por conseguinte, gratuito, muitas famílias vieram demarcar seus respectivos lotes e formou-se, assim, o arraial. A população cresceu rapidamente e o mesmo foi elevado a distrito em 1850. Em 1871, criou-se a Paróquia de Santa Rita dos Impossíveis de Guarda-Mor, logo extinta em 1873. Em 1 de março de 1963, Guarda-Mor torna-se município.  Nos dias atuais sua economia é baseada na agricultura, sendo uma das maiores produtoras de grãos do Estado de Minas Gerais. Frisando que a antiga fazenda do pai e também dos avós de vovô Aristeu, nos dias atuais é tomada por lavoura, embora ainda exista resquícios de um tempo antigo, como as jabuticabeiras e mangueiras e algum muro de pedra. Guarda-Mor também se destaca na pecuária, tanto como rebanho de gado leiteiro e de corte.

Guarda-Mor, Minas Gerais, onde se inseria a fazenda onde meu avô Aristeu Machado Rocha nasceu na localidade de Pilões

Para saber sobre Coromandel, Minas Gerais, acesse os links abaixo. Ressaltando que minha avó Divina Frutuoso Soares nasceu na localidade de Trombetas nesse município de Coromandel e faleceu na cidade. Nesse município Arristeu e Divina também se casaram e tiveram seus filhos na zona rural. Depois do falecimento da vovó Divina , vovô se mudou para a cidade, depois de algum tempo para Brasília com os filhos solteiros, depois voltou a morar em Patos de Minas e depois em Morro Agudo Goiás, onde faleceu. 
 
  

👉Coromandel, Minas Gerais. Vídeo Youtube 

👉Coromandel, Minas Gerais. Vídeo Youtube 

 

Coromandel, Minas Gerais

 

 

Imagem satélite da localidade de Trombetas, Coromandel, Minas Gerais. Detalhe: onde estão os círculos passava a estradinha que levava às casas dos Frutuoso Soares.

 


 

Imagem de satélite na localidade de Marques, Coromandel, Minas Gerais onde meus avós Aristeu e Divina viveram depois de casados e onde tiveram todos os 12 filhos. A casa que já não existe mais ficava logo depois da estradinha, provavelmente junto à pequena aglomeração de árvores que supostamente ainda sejam as frutíferas.

 Sobre a localidade de Morro Agudo, onde meu avô Aristeu viveu seus últimos dias, vale ressaltar que a cidade surgiu há pouco tempo, em 1953. Era um povoado ligado a Rubiataba, Goiás e se chamava Cruzelândia. O nome de Morro Agudo só foi adotado a partir da emancipação do município, em 5 de janeiro de 1988. O lugarejo possui pouco mais de 2000 habitantes. O nome “Morro Agudo” faz referência ao morro que existe na região e que tem aproximadamente 1000 metros de altura.

👉Morro Agudo, Goiás 

👉Morro Agudo, Goiás. Vídeo Youtube

 

Detalhe do morro agudo que deu origem ao nome da cidade de Morro Agudo, Goiás



 

Vista parcial da cidade de Morro Agudo, Goiás. Detalhe: ao fundo o morro que deu origm ao nome da cidade

 

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ÍNDICE E APRESENTAÇÃO

8º avós ou octavós pelo lado de meus avós Fortunato Machado Rocha ( Natim), avô paterno e Aristeu Machado Rocha, avô materno, seguindo a linha ancestral de seus pais Antônio Bonifácio Machado (vovô Tõe) e Lídia Fernandes Rocha

7º Avós ou heptavós pelo lado de vovô Fortunato (Natim) e vovô Aristeu, seguindo a linha ancestral de seus pais Antônio Bonifácio Machado e Lídia Fernandes Rocha