Tenente-Coronel José Cândido Rocha e Inez de Mello Rocha

 


PS.: O Gráfico acima refere-se aos meus ancestrais (4º avós ou tatsaravós) pelo lado de meu avô paterno Fortunato Machado Rocha (conhecido como Natim) e o avô materno Aristeu Machado Rocha.  O ponto de partida é a mãe de ambos Lídia Fernandes Rocha, esposa de Antônio Bonifácio Machado. Nessa sequência siga o gráfico na quinta linha de cima para baixo.

    


      
























Tenente-Coronel José Cândido Rocha e Inez de Mello Rocha

 

Tenente-Coronel José Cândido Rocha, meu 4º avô, nasceu em 1834 em Santana do Morro do Chapéu, hoje Santana dos Montes, Minas Gerais. Ele faleceu no dia 29 de junho de 1907 em Monte Carmelo, Minas Gerais, que até 1900 era Carmo da Bagagem. Era uma sexta-feira e dia de São Pedro. Possivelmente um dia frio que deixou também uma fria dor e saudades aos seus.

O Tenente-Coronel José Cândido Rocha era o segundo filho do Major José Fernandes Rocha e Cândida Umbelina de Carvalho, já citados antes em 5º avós.

Ele veio para Monte Carmelo, ainda criança por volta de 1840 de acordo com o livro de Lezir Rocha. Logo teria seis anos de idade.

Com relação ao seu título “Tenente-coronel”, vale ressaltar que tal posto está acima do Major e abaixo do Coronel. Um Tenente-coronel comanda uma unidade de tropa, seja batalhão, regimento de cavalaria ou grupo. Contudo, é possível que meu 4ºavô não exercesse tal cargo e o título fosse apenas honorífico concedido a pessoas com nomes relevantes na sociedade, podendo ser recebido de favor ou comprado.

Inez de Mello Rocha, esposa do Tenente-Coronel José Cândido da Rocha e minha 4ª avó, nada consta sobre a data e local de nascimento, porém consta que faleceu em 08 de julho de 1916, um sábado, em Monte Carmelo, Minas Gerais, conforme dados retirados de seu inventário. Supostamente era filha de Francisco da Rocha Mello e Getondes citados em 5º avós. Porém não há nenhum dado sobre ambos.

E agora chegou o momento de esquadrinhar a vida desses meus 4º avós. Histórias de boca a boca não há, pois, o Tenente-Coronel José Cândido não é citado no livro de Lezir Rocha.  Sabe-se apenas que antes de se casar, vivia na Fazenda Castelhana com seus pais. Logo, vou me guiar pelo inventário de ambos, tentando urdir uma história a partir de seus bens e o faço assim meio que metida a historiadora, nessa ânsia que esses fuçadores têm de analisar um fragmento que seja, de vidas, de lugares, de situações e até mentalidades.  Isso significa que quando eu listar os bens desses meus 4ºavôs, não é necessariamente esses bens que me interessam, mas a teia social que os envolve e que revela como viviam, frisando que não faço desse esquadrinhamento a síntese de suas vidas. Imagine. É apenas o jeito que encontrei de conhecê-los um pouquinho que seja. 

E assim, sobre o inventário de meu 4º avô, o Tenente-Coronel José Cândido Rocha, consta que ele faleceu em 29 de junho de 1907, com 73 anos, na Fazenda Vargem Grande no já então município de Monte Carmelo, Minas Gerais, cujo nome já fora Carmo da Bagagem antes de 1900.

Amargando ainda, certamente, a dor pela perda, do esposo, no dia 5 de setembro de 1907, a viúva Inez de Mello Rocha, minha 4ª avó, compareceu na casa do juiz, acompanhada de seu filho Augusto Fernandes Rocha como seu procurador para dar andamento ao inventário. Nos momentos mais doloridos cabem as ações ainda mais doloridas. Quando alguém falece, quem fica tem que prestar conta dos bens materiais aos herdeiros. Nada se leva. No caso de meu 4º avô, não levou nem mesmo sua patente de Tenente-Coronel. A parte espiritual é com Deus. É Ele quem arrola nossos bens espirituais e imprime o selo final e a conta judiciária. Enfim...

E depois dessa filosófica introdução, abro o inventário de meu 4º avô ou tataravô, o Tenente-Coronel José Cândido Rocha, como quem abre uma porta de aroeira, talvez, como eram as portas daquele tempo. Dura e resistente como deveria ter sido também meu tataravô. Sinto até o ranger dessas portas antigas, porque de silenciosas elas não tinham nada, senão as lembranças já lascadas pelo tempo. Enfio minha cara lá dentro como uma intrusa sorrateira que tenho sido nos últimos dias. As quinquilharias desses velhos sobrados já não me assustam mais, embora me surpreendam os detalhes que eu mesma vou imaginando. Não é simplesmente correr os olhos e as mãos pelas palavras tão antigas e quase indistintas do inventário e ler: duas caixas de cedro para guardar roupas. É acima de tudo imaginar essas mesmas caixas lá no canto de algum quarto e minha tataravó Inez abri-las. É imaginar a leveza dessa minha tataravó tal qual o cedro das caixas. A sua resistência...

E assim sigo lendo:  uma caixa pequena com gaveta; uma caixa grande para despejo, certamente onde iam guardando aquelas coisas que a gente não entende porque guarda, e depois para jogar fora fica difícil, porque quem sabe, alguma hora pode precisar. Seguindo: um armário pequeno, cuja função não foi definida, talvez seja um armário de cozinha; uma mesa torneada para o quarto, possivelmente o quarto do casal já que o fato de ser torneada dá certo status a que tem direito apenas os donos da casa...

Bem, dos objetos de madeira passemos aos de metal, e logo já me deparo com  dois tachos de cobre; um moinho de café e esse não tinha como faltar, pois é um bem que integrava as casas antigamente; dois caldeirões de ferro, sendo um menor; três panelas de ferro e duas caçarolas também de ferro que deviam ser bem grandes, afinal eram uma família de dez filhos. Em meus tempos de infância, minha mãe só cozinhava em panelas de ferro. Eram elas que aguentavam o rojão e há quem diga que “quem se alimentou da panela de ferro, consegue discernir, qual é a melhor refeição”. Impossível não lembrar do arroz branquinho até brilhando de tanta manteiga em contraste com o grafite da panela. E quando relembro, sinto que panela de ferro fica para sempre com cheiro de torresmo, de tutu, mesmo areada. Não por ser mal lavada, mas pela essência dessas coisas antigas que nem água e sabão é capaz de tirar. É a essência da saudade que toda panela de ferro tem impregnada. É a dor do abandono, pois, sem pedir, vai ficando em um canto da prateleira, quando não fica só na memória. Enfim...

Senti falta de outras tralhas caseiras no inventário desse meu tataravô, como talheres, pratos, copos... Agora percebo que a descrição final de um espólio, nem sempre corresponde à realidade. Percebe-se que alguns objetos são omitidos. De qualquer forma, até em nossas vidas omitimos muitas coisas. Enfim...

Já ia me esquecendo do tear com seus pertences, lembrando que tear é um equipamento manual usado para tecer tecidos rústicos antigamente. Teciam-se colchas e até tecidos para roupas. Sobre a existência do tear no inventário, fica claro que minha 4ª avó era fiadeira, assim como suas filhas. Isso era fato naquele tempo.

Outro utensílio que pôs meus miolos para pensar e fazer deduções, foi a presença de um tanque para azeite no inventário.  Como seria esse danado? Grande, pequeno... Será que meus 4º avós também fabricavam algum tipo de azeite? Provavelmente, pois no livro de Lezir Rocha ela faz alusão à fabricação de azeite de mamona na Fazenda Castelhana. Certamente meu 4º avô, o Tenente-Coronel José Cândido Rocha também fabricava. O azeite de mamona tinha muitas utilidades, desde abastecer as lamparinas e até como purgativo e para tratar feridas, bem como lubrificar máquinas.

Bem, no inventário consta ainda vinte pipotes de pinga. E aqui mais uma pausa para frisar que “pinga” é uma bebida aguardente feita de cana-de-açúcar.  Na verdade, nem precisava explicar, afinal não há quem não conheça a tal pinga que é o mesmo que cachaça, e que ainda tem outros apelidos brasileiros como caninha, “mé” e branquinha. O nome “pinga” foi dado pelos escravos que trabalhavam no processo de fabricação da bebida. Quando ferviam o caldo da cana-de-açúcar nos engenhos, o vapor condensava no teto e pingava sobre eles, daí o nome pinga.

Sobre os tais pipotes de pinga de meu 4º avô, não foi especificado a medida dos mesmos, mas possivelmente eram de 20 litros e de madeira de carvalho, chamados também de carotes.  No livro de Lezir Rocha, inclusive, ela faz alusão a esses pipotes de carvalho que o pai do Tenente-Coronel José Cândido fabricava para guardar a pinga Castelhana que produzia.  Provavelmente meu 4ºavô, o Tenente-coronel José Cândido Rocha fabricava pinga também, senão como se explica os 20 pipotes que dariam em torno de 400 litros?

Um fato interessante é que a cachaça nos idos tempos da colonização servia como complemento da alimentação dos escravos. Relata-se também que no século XVII a produção da cachaça era tanta que a Coroa Portuguesa se sentiu lesada já que não estava ganhando nada com essa produção e proibiram a produção do “mezinho”, mas a medida foi revogada com a taxação da “marvada pinga” o que desencadeou uma revolta no Rio de Janeiro, conhecida como Revolta da Cachaça. De posse de armas, os fazendeiros revoltosos atacaram as residências das autoridades. Foi tão séria a revolta envolvendo a produção da “aguardente” que o governador do Rio de Janeiro foi trocado duas vezes na tentativa de tomar medidas drásticas.  

Porém foi um tal de Salvador de Sá, valendo-se de sua posição de Capitão-General, pediu reforços vindos da Bahia.  Foi instalado um processo contra os principais líderes da chamada Revolta da Cachaça. Um tal de Jerônimo Barbalho foi enforcado e teve sua cabeça exposta na cidade.  O final, apesar da cabeça que rolou, acabou em pizza. A Coroa Portuguesa resolveu perdoar todos os envolvidos na revolta e passou a considerar o protesto legítimo e até liberou a fabricação da cachaça no país para a alegria de todos. Afinal naquele tempo produção de cachaça era uma atividade econômica alternativa frente à crise do açúcar.

 Atualmente a cachaça é reconhecida como patrimônio cultural do Brasil. O Congresso Nacional reconheceu a cachaça como Patrimônio Histórico e Cultural do país em 2016. Além disso, o processo de reconhecimento do modo de fazer cachaça de alambique como patrimônio cultural está em andamento, com o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional).

Eu particularmente tenho trauma com a “marvada pinga”, pois meu esposo perdeu sua coordenação motora e não anda mais sozinho por ter se deixado envolver demais com ela. Meu pai adorava uma “pinguinha” acompanhada de torresmo e mandioca frita. Será que meu 4º avô, o Tenente-Coronel José Cândido Rocha era chegado em uma ou mais “dosinhas. Só quis ressaltar esses detalhes para se ter uma noção do que a cachaça é capaz de provocar. Enfim...

Explicações à parte, no inventário de meu 4º avô ou tataravô, constava também 60 arrobas de açúcar de 2º porte e 44 arrobas de açúcar de 3º porte. Frisando que uma arroba equivale a 15 kg, logo as 60 arrobas de açúcar de 2ª, equivaliam a 900 kg e as 44 arrobas de açúcar de 3ª, equivaliam a 792 kg. Com certeza ele fabricava os tais carboidratos cristalizados comestíveis, que nos dias atuais muita gente faz questão de “correr léguas”. Provavelmente meu 4º pois vendia parte do açúcar que produzia.

E a lista segue, agora com nove carros de milho no paiol e os carros aqui se referem a carro de bois. Era assim que se media a colheita de milho. Muitos também mediam em jacás. Eu sei, pois, na minha infância, meu pai fazia isso. E falando em medidas relacionadas a carro, meu 4º avô tinha também na época de seu falecimento, doze carros de cana madura, que me fez pensar em cana pronta para ser moída no engenho.  Não acredito que estava já cortada, os doze carros era apenas dedução para constar no inventário. Vale lembrar que meu 4ºavô faleceu em junho, época em que as canas já estavam no ponto para moagem, o que explica os doze carros de cana madura. Também sei disso, porque era em junho que meu pai e os filhos, entre eles, eu, levantávamos de madrugada para moer cana para fazer rapadura. E o frio era de lascar. Sobre esses carros de canas maduras, fiquei a pensar, que apesar da morte de meu 4º avô, alguém, mesmo de luto, precisou processar essa cana toda, afinal a vida não para porque alguém morreu.

Consta ainda no inventário dois carros de bois ferrados, ou seja, com rodas reforçadas com ferro; arcos velhos para vinte bois, que nada mais são que as cangas que ligam dois bois fazendo as juntas. Nesse caso, meu 4º avô tinha dez arcos ou cangas e os vinte bois formavam dez juntas. Cinco juntas para cada carro. Imagine a cantiga desses carros carregados de milho. Sei bem como é.  E os bois? Calados e submissos... Certo estava o poeta mineiro Carlos Drummond, quando disse referindo aos bois de carro que, “ toda a expressão deles mora nos olhos – e perde-se a um simples baixar de cílios, a uma sombra...” Agora relembro que era bem assim, quando entre um intervalo e outro de viagem buscando milho na roça, eu e meus irmãos alimentávamos os bois com espigas, e de fato havia algo em seu olhar que mexia comigo. 

Deixemos a nostalgia de lado e vamos agora à lista dos bens semoventes e começo justamente com eles, os bois carreiros do Tenente-Coronel José Cândido Rocha, meu 4º avô, que como consta, eram vinte. O interessante é que no inventário foi listado até seus nomes: Repolho, Moderno, Gallante, Peixão, Parol, Fazendão, Chibante, Bulhão, Letreiro, Paredão, Rosado, Jardim, Bordado, Ramalhete, Buneco, Estrelo, Cobiçado, Boa Vista, Rochedo Velho e Penedo. Cada boi avaliado em torno de 45 a 50 mil réis.  Em torno de uns seis mil reais.

Fico a pensar na beleza e elegância desses bois e como seriam suas cores. E quando tento imaginar os bois de meu 4º avô, até vejo a barbárie que se aplicava contra eles, seja as cargas pesadas, os ferrões no lombo. Mas, ao mesmo tempo, vejo o vínculo familiar em cada nome carinhoso, engraçado. Será que cada nome estava relacionado com sua aparência? O Estrela, por exemplo, seria daqueles bois pretos com uma estrela na testa?  Como seria o Repolho? e o Ramalhete?

Seguindo com os bens semoventes, ou que se movem por si mesmos, ressalto as vacas com suas crias e todas enumeradas com seus nomes, desde a Rainha, a Codorna, a Cacheada e outras; as novilha pinta preta, a pinta de onça, a preta mascarada, inclusive uma de nome Jacinta; os bezerros desmamados; o boi preto reprodutor de 80$000 ( oitenta mil reis), ou em dias de hoje em torno de dez mil reais; o cavalo pampa ; 3 capados( porcos) gordos, pesando 13 arrobas cada um o que daria uns 190 kg, prontos para abate; mais 7 porcos meia seva ( meio gordos),  8 porcas eradas ( grandes, já criadas), 8 marroas( porcas que ainda não deram cria), 10 leitões desmamados, 1 cachaço ou porco reprodutor. Para tanto porco assim, devia existir na fazenda um mangueiro, lugar onde eles se criam fechados, mas meio que livres, pois o espaço é maior.

Sei bem como é essa coisa de criar porcos, pois já vivi isso na infância, por isso é fácil para mim garantir que dia de matar porco na Fazenda Vargem Grande de meu 4º avô, era quase dia de festa que começava de madrugada. A água fervendo para tirar o couro do porco, palha de milho para sapecar, o grito do porco que deixava os vizinhos na expectativa do “agrado” a tempo do almoço.

Não vou falar aqui das banhas, carnes de lata e torresmos, dos cheiros dessas coisas que conheço bem, pois preciso ir direto para os bens de raiz de meu 4º avô. Lembrando que bens de raiz são os que não saem do lugar, são imóveis. E começo enumerando a casa de morada, assoalhada como eram as casas daquele tempo, coberta de telhas e “, bem construída”, diz o inventário, o que leva a crer ser uma grande e bela casa estilo barroco com todas as benfeitoras a que uma sede daquele tempo tinha direito: o curral  de aroeira, e apegado ao curral, um grande paiol com duas varandas, cobertas de telhas, mas pelo que entendi, tais varandas que formavam quatro cômodos já se encontravam deterioradas; o quintal cercado e plantado e eu sei bem como eram esses paraísos, pois tive a experiência do quintal de meus pais e avós paternos.

No inventário consta ainda o rego d’água e o monjolo, que para mim é algo quase poético, pois me lembra o monjolo da chácara de uns tios e os patos que não saiam de lá. Sobre monjolo até já descrevi em algum momento por aqui, quando falei dos pais do Tenente-Coronel José Cândido.

Consta ainda no inventário, o moinho, que com certeza funcionava movido com roda, cuja força da água também do rego, a fazia girar. Resta saber se esse moinho era o de pedra para fazer fubá. Tinha também um engenho de dois cilindros com seus pertences nos bens de meu 4º avô, certamente daqueles movido à tração animal, mas poderia também ser movido à roda d’água, pois era comum nas grandes fazendas daquele tempo.

Ainda sobre a sede da fazenda, listo o pasto ao fundo, na margem esquerda do Ribeirão Perdizes e que gosto de imaginar lá o cavalo pampa de meu 4º avô passando o dia a comer capim e abanando mosquitos. E além do pasto, não se pode esquecer do canavial bem pegado, o que me leva a crer que as mudas haviam sido plantadas recentemente e que havia dado tudo certo o processo de “pega”, sem contar uma roça nova de 3 alqueires ou 14 hectares e meio, plantada.  Seria uma roça nova de cana ou outro tipo de plantação? O que noto aqui é uma preocupação de meu 4º avô, o Tenente-Coronel José Fernandes, em não faltar canas. Ao mesmo tempo em que havia canas maduras, havia outra plantação das mesmas já crescidas e as recém-plantadas.

Bem, consta ainda no inventário, outra casa assoalhada coberta de telhas abaixo do sítio.  Tudo isso na Fazenda Vargem Grande que fazia parte também da Castelhana. Consta também outro sítio(sede) na Fazenda dos Matheus, dentro também da Castelhana, com casa assoalhada, curral de aroeira, quintal, rego d’água, moinho, um pasto cercado de muro de pedra, arame e valo.

Sobre as terras, consta, por exemplo, terras de cultura, campos e pastos cercados por muros de pedra e arame farpado na Fazenda Matheus, Fazenda Boa Vista, Fazenda da Chapada, inclusive alguns hectares no lugar denominado “Capão da Mutuca”. Pareceu-me claro que todos esses pedaços de terra ficavam dentro da imensa Fazenda Castelhana, embora cada pedaço tenha seu nome específico, provavelmente em razão da divisão das terras pelo falecimento dos pais.

Observe-se aqui que o cercamento de pastos já contava com o arame farpado, o que não existia na época do pai do Tenente-Coronel José Cândido, meu 4º avô. Na verdade o arame farpado já existia nos Estados Unidos desde 1876, uma invenção de um jovem chamado John Warne Gates, um apostador inveterado, que ao construir um curral de arame apostou com muitas pessoas que nenhum animal o romperia. E de fato nenhum animal ousou romper a cerca. A aposta do jovem era seu marketing para vender o produto. Sobre seu invento, Gates tinha até uma descrição mais poética: "Mais leve que o ar, mais forte que uísque e mais barato que poeira".

O fato é que o invento facilitou a propriedade privada e chegou ao Brasil no final do século XIX. O design de arame farpado que se usa nos dias atuais foi criado por Joseph Glidden. Dessa forma adeus muros de pedra e valas.

Bem, pelas contas, as terras de meu 4º avô, o Tenente-Coronel José Cândido Rocha, eram ao todo mais ou menos 483 alqueires de terras, o que transformados, dariam em torno de 2.338 hectares.

Consta ainda dos bens de meu 4º avô, a parte de uma casa assoalhada no arraial de Coromandel, com cômodos para comércio, cercada de muro, com plantações de café e uma casinha de despejo dentro do quintal. A tal casa ficava na rua de baixo, conforme discrimina o inventário, o que leva a crer ser na rua João Bernardes, conhecida como “rua do sapo”, cujos vizinhos, de um lado, era Saturnino Antônio de Souza e Castro e, do outro lado, Galdino Soares Rodrigues.  Fiquei pensando o que significa possuir uma parte da casa. Quem seria o outro dono?

Além de todos esses bens citados, meu 4º avô, o Tenente-Coronel José Cândido Rocha também possuía dinheiro do contado, ou seja, em espécie, no valor de 7:407$000 (sete contos e quatrocentos e sete mil réis) que nos valores de hoje daria em torno de 900 mil reais.  Isso significa que meu 4º avô tinha essa bufunfa toda em casa, possivelmente guardada naqueles cofres antigos que eram chamados de “burra e que eram parecidos com um baú, típico do século XIX, de madeira e metal e com chaves, e que podia enfiar bem lá debaixo da cama. Mas naquele tempo tinha também uns modelos em aço e madeira e verticais, bem pesados. Tanto auê em torno desse cofre, mas é que tanto dinheiro assim não podia simplesmente ficar dando sopa. Enfim...

Meu 4º avô, o Tenente-Coronel José Cândido Rocha, também tinha uma lista de devedores que somavam 12 e o total de crédito a receber constante no inventário era de 19:661$424( dezenove contos, seiscentos e sessenta e um mil e quatrocentos e vinte e quatro réis), o que daria nos dias atuais, em torno de dois milhões e quatrocentos mil reais. E o mais interessante é que os maiores devedores eram três filhos e dois genros, que juntos deviam 12:515$000 (doze contos e quinhentos e quinze mil réis).  Só meu 3º avô ou trisavô Fortunato Fernandes Rocha, o pai de minha bisavó Lídia casada com meu bisavô Tõe, devia 5:126$233 (cinco contos, cento e vinte e seis mil, duzentos e trinta e três réis), em torno de seiscentos e trinta mil reais. Fortunato meu trisavô já tinha falecido em 1907. Ele partiu, a dívida ficou. Vale ressaltar que Fortunato era, além de genro do Tenente-Coronel José Cândido Rocha, era também seu irmão, pois se casou com sua filha Alexandrina e eram pais de minha bisavó Lídia casada com Antônio Bonifácio Machado, o vovô Tõe.

Interessante frisar um pormenor desse inventário: Corália Fernandes Rocha, filha de meu 4º avô, solteira na época do inventário do pai e com 29 anos, é citada no inventário como uma pessoa com problemas mentais. Consta, por exemplo, que não é considerada totalmente mentecapta, todavia, suas faculdades mentais sofrem alterações nas conjunções lunares (ou passagens de lua) e nessas ocasiões torna-se excessivamente nervosa e irracional, com atitudes de uma criança caprichosa. Tanto que, com relação ao inventário, como não tinha condições de responder civilmente, foi nomeado o seu irmão Telemaco Fernandes Rocha, como curador para administrar seus bens,

Sobre alterações mentais nas conjunções lunares, vale frisar que, de fato, acredita-se há séculos, que certos comportamentos como a agressividade e a instabilidade emocional são potencializados durante a lua cheia. A partir disso, surge o termo lunático, ou seja, pessoa que sofre de loucura em intervalos. O que seria o caso de Corália minha 3ª tia-avó.

E agora que repasso a última folha do inventário, é como se de mansinho eu fechasse a porta que abri sorrateiramente. O que percebo, é que a vida de meu 4º avô, o Tenente-Coronel José Cândido da Rocha, aqui na terra, se resumiu em um Monte-mor de 66:764$924 (sessenta e seis contos, setecentos e sessenta e quatro mil, novecentos e vinte e quatro réis). No inventário não conta as lágrimas, a dor da ausência e nem a saudade. Friamente, e sem palavras de consolo, confirma a cada herdeiro sua parte, como se isso bastasse.

Para minha 3ª avó Alexandrina, já viúva, coube algum gado, parte de terras, uma parte no engenho, uma parte nos créditos a receber...

Vale frisar que Corália, a filha considerada incapaz, recebeu dinheiro em espécie e outra parte dos créditos a receber. Não recebeu terras nem gado. A sua parte foi recolhida à Coletoria do Estado como empréstimo ao cofre de órfãos, conforme determinava a lei.

No final das contas, a quantia de 3:194$ 239 (três contos, cento e noventa e quatro mil, duzentos e trinta e nove réis) que coube a cada herdeiro, não cobria a ausência e a proteção do pai, apenas significava que a vida devia seguir. Falo isso por mim.

E de fato a vida seguiu. Até que nove anos depois, em 1916, foi a vez de minha 4º avó, Inez de Mello Rocha, esposa do Tenente-Coronel José Cândido Rocha partir, afinal todos tem um prazo de validade aqui na terra. Quanto a mim, nem bem fecho o inventário de meu 4º avô, abro sorrateiramente o de Ignez, minha 4ª avó, sabendo que encontraria as mesmas quinquilharias de 1907. Contudo, dos bens listados, percebi que alguns foram acrescentados como uma roda de fiar; um ferro de engomar ordinário, frisando que é daqueles ferros, que se coloca brasa dentro para passar roupas; dois quadros com santos; três bancos; outro armário; meia dúzia de pratos esmaltados; uma tacha de cobre estragada; duas sopeiras com tampa estragada, duas lamparinas bastante estragadas; colheres e garfos; uma frigideira de barro; um tacho de cobre furado; bacia de cobre furada; toalhas para mesa; tulha para guardar feijão( meu pai tinha uma enorme para guardar arroz; um selim velho ( arreio pra cavalo) , alguns paus de bálsamo com várias medidas em palmos, em um lugar denominado “Peroba de Baixo”. Sobre o pau de bálsamo, vale frisar que é uma madeira nobre de cor castanho avermelhado e muito resistente, sendo usada para móveis, assoalhos, pisos, escadas... O bálsamo é também muito utilizado para envelhecer cachaças devido às suas propriedades. E aqui eu questiono: será que os 20 pipotes de pinga que constava no inventário de meu 4º avô, o Tenente-Coronel, José Cândido da Rocha em 1907, era envelhecido com bálsamo? 

Ah, já ia esquecendo, os bois carreiros já não era mais os mesmos de 1907. Talvez já tivessem morrido, ou vendidos por terem ficado velhos. No inventário de Ignez, minha 4ª avó, consta apenas oito, entre eles, o Mimoso, o Navio, o Castelo, o Craveiro...

De fato, em nove anos muita coisa muda.  Tudo envelhece, os tachos furam, assim como se estragam as tampas da sopeira...Até mesmo o dinheiro do contado (em espécie) já não era tanto como antes e, ainda assim era referente a venda de duas partes de fazenda no valor de 5:300$000(cinco contos e trezentos mil réis).

E por incrível que pareça, as dívidas que os filhos e genros tinham com meu 4º avô, o Tenente-Coronel José Cândido Rocha, por ocasião de seu falecimento em 1907, ainda corriam frouxas, pelo menos uma parte, depois de nove anos. Tais dívidas ainda somavam 7:934$665 (sete contos, novecentos e trinta e quatro mil, seiscentos e sessenta e cinco réis). Só o finado meu 3º avô, Fortunato Fernandes Rocha, genro de Inez e sogro do vovô Tõe, devia ainda mais de três contos de réis dos cinco contos de 1907. O que se percebe aqui, é que Inez, minha 4ª avó era bem condescendente com os filhos. Com toda certeza uma mulher incrível, compreensiva, porém não muito pulso firme, e os filhos pareciam se aproveitar, arrastando tranquilos, suas dívidas por anos a fio. Mãe é mãe...

O que observei nesse inventário é que houve algumas discordâncias por parte dos herdeiros, por exemplo, um dos filhos de Inez, Augusto Fernandes Rocha, não concordava com a descrição dos bens, alegando que faltava nessas descrições alguns itens, como uma parte do engenho, 12 carros de  milho ( carros de bois), 12 capados gordos( porcos prontos para abate), 15 porcos erados( grandes), 100 arrobas de açúcar ou 1500 quilos, 1 caixão com chave para guardar açúcar, mais 2:000$000 ( dois contos de reis) que o irmão Telemaco Fernandes Rocha procurou com ele por ordem da falecida mãe Inez e cuja carta de ordem ele tinha em seu poder.  De acordo com Augusto, filho de Inez, ele podia provar quando quisessem o que dizia.

Já o filho José Fernandes Rocha não concordava com o valor de 1:750$000 (um conto e setecentos e cinquenta mil réis), que se referia à parte da venda de uma fazenda no Capão Alto, e cujo dinheiro da venda estaria em seu poder.

 Já o genro de Inez, o Cincinato Alves da Paixão, não concordava com a dívida que lhe impuseram de 1: 446$684 ( um conto, quatrocentos e quarenta e seis mil, seiscentos e oitenta e quatro réis), pois segundo ele, já teria pago à sua finada sogra Inez, minha 4ª avó, em transações de café que havia fornecido durante 7 anos. Vale frisar que Cincinato era o esposo de Alexina Fernandes Rocha, filha de Inez, minha 4ª avó e exerceu o cargo de juiz de Paz em Monte Carmelo, Minas Gerais, nos finais do século XIX.

Segundo o inventariante Telemaco Fernandes Rocha, filho da viúva, minha 4ª avó, tais discordâncias eram descabidas e só demonstravam com bastante clareza a má vontade dos tais herdeiros, para não dizer má fé, e muita incoerência. Palavras dele nos autos do inventário. E um tanto quanto cínico, encostou o irmão Augusto na parede, questionando: como poderia ter tantos carros de milho e tanto açúcar se depois que o pai, o Tenente-Coronel José Cândido Rocha faleceu, Inez não mais plantou lavouras? E alfinetando ainda mais, questionou: será que depois de nove anos o milho e o açúcar constante naquele inventário poderiam ainda existir?

E aqui fico pensando que as coisas pegaram fogo, federam chapéu velho, com o irmão que negava a dívida, com o cunhado que dizia ter pago a sua com café...

Ao final, tais discordâncias foram consideradas disparates. E se foram disparates, como deve ter ficado o caso do pagamento da dívida em café por Cincinato? Pelo visto chegaram a um consenso, não sem antes terem trocado ofensas e acusações. Alguém saiu pisando duro, alguém baixou as orelhas...

Na verdade, em cada quatro inventários, três geram algum tipo de briga e discordância, principalmente em famílias numerosas. E não importa se era século XIX, ou se é século XXI. O inventário, ontem e hoje gera discórdias, enquanto o corpo do morto está debaixo da terra, já carcomido, e a alma, sabe-se lá onde, e nem desconfia que por aqui, sua vida se resumiu a um Monte-mor, e às vezes nem isso, pois existem aqueles que morrem sem deixar nada para inventariar, o que seria uma glória.

No caso de minha 4ª avó Inez de Mello Rocha, esse Monte-mor, gerou um valor total de 27: 568$ 935(vinte e sete contos, quinhentos e sessenta e oito mil, novecentos e trinta e cinco réis). Coube a cada um dos 10 filhos, 2:581$872(dois contos, quinhentos e oitenta e um mil, oitocentos e setenta e dois réis).

A filha Alexandrina, minha 3ª avó, casada com Fortunato Fernandes Rocha, já falecido, nem chegou a pegar o pedaço do bolo, pois este ficou por conta da dívida do esposo, que se arrastava desde antes de 1907. Ela não recebeu nem um centímetro de terra, e nem uma quinquilharia sequer. Assim, na partilha ficou o débito pelo crédito e meu 3º avô Fortunato pode enfim descansar em paz depois de mais de nove anos. Partilha é partilha. A vida seguiu.

E quanto a filha Corália, considerada mentecapta civilmente em 1907, e que em 1916 devia estar com 38 anos, o que sucedeu com ela na falta da mãe? O próprio inventário dá a resposta: a interdição foi revogada, em 30 de junho de 1911, tendo sido considerada reabilitada de seus problemas mentais, e com isso, pode receber a parte de sua herança que havia sido dada como empréstimo ao Estado. Uma espécie de conta de órfãos incapazes. Sendo assim, foi considerada apta a administrar seus bens. Teria ela melhorado suas crises nas conjunções lunares? E como isso se deu? Teria sido o choque da morte do pai? E de repente, só ela e a mãe vivendo sozinhas... Teria ela sentido o peso da responsabilidade de cuidar da mãe viúva?  Será que essa realidade a fez amadurecer? E por que a passagem de lua já não mais influenciava seu estado de espírito? Arrisco uma dedução:  diante de alguns contos de réis até os lunáticos sabem se comportar. E para botar a mão neles o melhor mesmo é esquecer a lua.  Até porque com a morte da mãe, Corália, minha 4ª tia-avó, precisava ainda ser mais forte, pois como não era casada e não tinha filhos, não tinha mais suporte senão os irmãos que, tinham suas próprias vidas para cuidar.

 Além disso, com o falecimento da mãe não entrou dindim em espécie para Corália, como na época do falecimento do pai. Como já era considerada curada de seus transtornos nas conjunções lunares, e, portanto, capaz de administrar seus bens, coube-lhe parte das terras, as velhas quinquilharias da casa, as toalhas de mesa e até mesmo os tachos de cobre furados, o cavalo velho e porcos. Ou seja, tudo ali na casa ao que tudo indicava passava ao seu controle. Dessa forma, nada de dar ouvidos à lua. Não haveria tempo para chiliques.  A verdade mesmo ninguém saberá. Enfim...

 Ao fechar a última folha do inventário de Inez de Mello Rocha, minha 4ª avó, penso que, se me faltou histórias contadas de boca a boca, as encontrei nas entrelinhas e no arrolar de cada bem...  Uma informação que seja, escreve uma história. Por exemplo, posso imaginar a lua cheia iluminado os terreiros da fazenda e quarando entre as árvores do quintal, contudo, enquanto isso, Corália, minha 4ª tia-avó atirava pratos no chão ou batia portas e a cabeça na parede. Mas também posso imaginar a lua minguando e com ela a agressividade de Corália se amainar para sossego de seus pais. Posso imaginar todo um trabalho de pessoas a cortar cana, moê-la para fabricar açúcar, rapadura, cachaça...Posso imaginar o monjolo que, pela força da água, ia socando o arroz, o café, o milho para canjica... Posso imaginar o moinho de pedra moendo lentamente o milho para o fubá das broas, dos bolos, dos sequinhos, do angu... A pedra pesada girando feito a vida e o fluxo inexorável do tempo. Sim, posso imaginar muito mais, evocando lembranças que fazem palpitar de saudade meu coração. Uma saudade estranha de algo que não vi nem vivi, mas que de alguma forma faz parte de mim.

Bem, não consta onde e quando meus 4º avós ou tataravós, o Tenente-Coronel José Cândido Rocha e Ignez de Mello Rocha se casaram. Provavelmente em Monte Carmelo, na Matriz Nossa Senhora do Carmo, ou talvez na fazenda, pois era comum casamentos na roça antigamente. Eles tiveram 10 filhos a saber:

  1.            Alexandrina Rocha Mello (Ou Fernandes Rocha), minha 3ª avó ou trisavó, casada com Fortunato Fernandes Rocha, seu tio;

2.   Josefina Fernandes Rocha, falecida antes da mãe e teve apenas uma filha;

3.     Augusto Fernandes Rocha, casado com sua prima Augusta Cândida Mundim;

4.     Cândida Fernandes Rocha, casada com Joaquim Fernandes Mundim;

5.     Alexina Alves Rocha, casada com Cincinato Alves da Paixão;

6.     Capitão Armando Fernandes Rocha, residente em Guarda-Mor, termo de Paracatu e casado com Júlia Machado Diniz, sobrinha da esposa de seu tio Joaquim Fernandes Rocha. Armando era dono das fazendas Arrenegado, Vazantes, Salobro, Capoeira e Pilões.;

7.     José Fernandes Rocha, casado com sua parenta Maria Fernandes da Rocha;

8.     Telemaco Fernandes Rocha;

9.     Corália Fernandes Rocha, solteira;

10.   Maria Fernandes Rocha, casada com Martinho Martins Mundim;

Desses filhos, ressalto Alexandrina, minha 3ª avó ou Trisavó, casada com Fortunato Fernandes Rocha, irmão de seu pai. Portanto, sobrinha do próprio esposo. Eram pais de Lídia Fernandes da Rocha, casada com Antônio Bonifácio Machado, o vovô Tõe, pais de meus avôs Fortunato (Natim) e Aristeu. 

 

Resumo do inventário de meu 4º avô, o Tenente-Coronel José Cândido Rocha, onde consta o valor do Monte-mor e o que coube da herança a cada herdeiro.


 

Resumo do inventário de minha 4ª avó Ignez de Mello Rocha


 Para ter acesso ao Inventário do Tenente-Coronel José Cândido Rocha, meu 4º avô, clique no link abaixo:

https://www.familysearch.org/ark:/61903/3:1:3QHV-YQVP-WDV1?view=explore&groupId=TH-7769-124893-142725-83&lang=pt

Para ter acesso ao Inventário de Inês de Mello Rocha, minha 4ª avó, clique no link abaixo:

https://www.familysearch.org/ark:/61903/3:1:3QHJ-ZQV5-Y9KB?view=explore&groupId=TH-7719-124946-7385-78&lang=pt 

 

Para saber sobre a localidade de Santana do Morro do Chapéu, hoje Santana dos Montes, Minas Gerais, onde meu 4º avô, Tenente-Coronel José Cândido Rocha nasceu, acesse os links abaixo:

 👉Sant'Ana dos Montes, Minas Gerais 

👉Santana dos Montes, Minas Gerais. Vídeo Youtube 


Santana dos Montes, Minas Gerais


Santana dos Montes, Minas Gerais


Para saber sobre a localidade de Carmo da Bagagem, hoje Monte Carmelo, Minas Gerais, onde viveram e faleceram os meus 4º avós, o Tenente-Coronel José Cândido Rocha e Inez de Mello Rocha, acesse os links abaixo:

 👉Monte Carmelo, Minas Gerais 

👉Monte Carmelo, Minas Gerais. Vídeo Youtube 

 

Monte Carmelo, Minas Gerais

 


 

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ÍNDICE E APRESENTAÇÃO

8º avós ou octavós pelo lado de meus avós Fortunato Machado Rocha ( Natim), avô paterno e Aristeu Machado Rocha, avô materno, seguindo a linha ancestral de seus pais Antônio Bonifácio Machado (vovô Tõe) e Lídia Fernandes Rocha

7º Avós ou heptavós pelo lado de vovô Fortunato (Natim) e vovô Aristeu, seguindo a linha ancestral de seus pais Antônio Bonifácio Machado e Lídia Fernandes Rocha