Sebastião Pereira de Ávila e Isabel Bicudo de Alvarenga

 



  PS.:

O Gráfico acima refere-se aos meus ancestrais (8º avós ou octavós) pelo lado de meu avô paterno Fortunato Machado Rocha (conhecido como Natim) e o avô materno Aristeu Machado Rocha.  O ponto de partida é o pai de ambos Antônio Bonifácio Machado. Nessa sequência siga o gráfico na primeira linha superior.

 


 

 

 Sebastião Pereira de Ávila e Isabel Bicudo de Alvarenga

 

Sebastião Pereira de Ávila, meu 8º avô, nasceu aproximadamente em 1698 no Rio de Janeiro. Embora não tenha sido possível descobrir a paróquia exata de seu batismo, sabemos que ele faleceu em Lagoa Dourada, Minas Gerais, em 31 de dezembro de 1756. Foi sepultado com as honras da época dentro da Capela de Santo Antônio da Lagoa Dourada, que na ocasião era filial da Matriz de Prados. Sebastião era filho de João de Ávila e Catarina Gomes.

Isabel Bicudo de Alvarenga, sua esposa e minha 8ª avó, possui registros que supostamente apontam seu nascimento em 1718 em Guaratinguetá, São Paulo. Contudo, cruzando dados documentais, é muito provável que ela tenha nascido anos antes. Não há registro exato de seu falecimento, mas estima-se que tenha ocorrido na mesma localidade do esposo, em Lagoa Dourada. Isabel era filha de Domingos Álvares de Oliveira e Mariana Cardoso de Alvarenga.


O Contexto Histórico do Nascimento de Sebastião

A Presença da Família Ávila no Rio de Janeiro

Historicamente, o ramo mais famoso dos Ávila (ou d'Ávila) no Brasil colonial fixou-se na Bahia, na famosa Casa da Torre de Garcia d'Ávila. No entanto, entre o final do século XVII e o início do século XVIII, ramos da família Ávila já habitavam o Rio de Janeiro, estabelecendo-se principalmente por duas vias:

  1. Migração Açoriana: Período em que a Coroa portuguesa incentivou intensamente a migração de casais vindos dos Açores para o Brasil. Documentos apontam famílias capitaneadas por patriarcas com esse sobrenome desembarcando na colônia; alguns se fixaram nas áreas rurais do Rio de Janeiro ou no caminho em direção às Minas Gerais.
  2. Lavradores e Proprietários: Nos arquivos paroquiais e livros de batismo das antigas freguesias rurais cariocas (como Inhaúma e Jacarepaguá), o sobrenome Ávila aparece associado a lavradores livres e pequenos proprietários de terras.

O Rio de Janeiro em 1698 (A infância de Sebastião)

Em 1698, a cidade do Rio de Janeiro acabava de receber a notícia que mudaria para sempre o destino do continente: a descoberta de ouro nos sertões das Minas Gerais.

  • Uma Vila Apertada: O perímetro urbano do Rio restringia-se praticamente aos morros do Castelo e de São Bento, além de pouquíssimas ruas térreas, como a Rua Direita (atual Primeiro de Março). A área do Campo de Santana era apenas um imenso areal alagadiço e desabitado.
  • A Força da Zona Rural: O verdadeiro motor econômico ficava nas freguesias rurais antiquíssimas, como Nossa Senhora da Apresentação de Irajá (criada em 1644) e São Tiago de Inhaúma, que abrigavam engenhos de açúcar. João de Ávila e Catharina Gomes criaram o pequeno Sebastião vendo a calmaria bucólica dessa zona rural ser subitamente interrompida pela maior corrida do ouro do planeta.
  • O Rio como Entreposto do Ouro: Nos primeiros anos de 1700, o Rio transformou-se no porto oficial de desembarque de milhares de pessoas que corriam em direção às minas. Tudo o que ia para o interior (ferramentas, gado, escravizados) passava pelo Rio; e o ouro que vinha de Minas descia pelos caminhos reais até o porto carioca.
  • Abastecimento e Enriquecimento: As famílias da zona rural carioca (como Irajá e Jacarepaguá) enriqueceram rapidamente nessa época fornecendo mantimentos (açúcar, cachaça, farinha e toucinho) para os milhares de mineradores. Os pais de Sebastião provavelmente faziam parte desse cinturão agrícola ou comercial.

     Para saber sobre Rio de Janeiro, onde esse meu 8º avô nasceu, acesse os links abaixo:

    👉Vídeo, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro 

    👉Rio de janeiro, Rio de janeiro 

     
    Morro do Castelo, Rio de Janeiro, com a Igreja de São Sebastião no topo, fotografado por Juan Gutierrez, por volta de 1890. Acervo do Instituto Moreira Salles.

 O Casamento de Sebastião e Isabel

De acordo com o FamilySearch, eles teriam se casado em 1735, mas não há documentos que comprovem essa data. Pelo contrário: localizei registros originais de batismo dos filhos do casal celebrados na Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Camargos (Mariana/MG) a partir do ano de 1733, pelo Padre Francisco Freire. Isso prova que eles já eram casados antes e viviam estavelmente na região.

A jornada de Sebastião é o clássico retrato da "Febre do Ouro". Ainda jovem, ele subiu a serra em direção à região mais rica da mineração (o circuito de Mariana e Ouro Preto). Lá, ele conheceu e se casou com Isabel. O arraial de Camargos surgiu nos primeiros anos de 1700, fundado pelo bandeirante paulista Tomás Lopes de Camargos. A família de Isabel, profundamente conectada a esses clãs paulistas, já orbitava e controlava terras naquela promissora região.

Vale frisar que o sobrenome de Isabel é fortíssimo: os Bicudo de Alvarenga eram uma tradicionalíssima família de bandeirantes paulistas vindos de Guaratinguetá-SP. Essa união entre um carioca (Ávila) e uma paulista (Bicudo) nas Minas Gerais era o perfeito padrão da formação da sociedade mineira setecentista.

Para saber sobre a Igreja Nossa senhora da Conceição de Camargos, acesse os links abaixo:

👉Sobre a Igreja Nossa Senhora da Conceição de Camargos

👉 Sobre a Igreja de Nossa Senhora da Conceição de Camargos- Youtube

 

A Igreja de Nossa Senhora da Conceição de Camargos.A construção dessa belíssima capela em estilo barroco primitivo foi iniciada por volta de 1707. Ela ainda existe, é tombada pelo IPHAN e passou recentemente por um processo completo de restauração.


 


 O Que Aconteceu Depois? (A Descida para Prados)

Após os primeiros anos e os batizados dos filhos em Camargos, o ouro de aluvião da região de Mariana começou a dar sinais de escassez. Foi nesse momento que Sebastião, Isabel e seus filhos migraram mais para o sul, fixando-se de vez na região do Campo das Vertentes (Prados e Lagoa Dourada), onde a agropecuária e o comércio ganhavam força e onde Sebastião veio a falecer em 1756.

Onde os Descendentes Ficaram

O casal deixou uma sólida descendência na região. Uma de suas filhas, Catarina Pereira (minha 7ª avó, batizada em homenagem à avó paterna do Rio), casou-se com João da Silva, natural de Braga, Portugal. Eles se tornaram grandes proprietários na região de Bom Sucesso, operando a histórica Fazenda Fortaleza, localizada atrás da Serra da Ibituruna.

 Consta que Sebastião e Isabel tiveram 7 filhos, entre eles, Caterina( Catarina) Pereira, minha 7ª avó, casada com João da Silva.

 


 


 



 

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ÍNDICE E APRESENTAÇÃO

8º avós ou octavós pelo lado de meus avós Fortunato Machado Rocha ( Natim), avô paterno e Aristeu Machado Rocha, avô materno, seguindo a linha ancestral de seus pais Antônio Bonifácio Machado (vovô Tõe) e Lídia Fernandes Rocha

7º Avós ou heptavós pelo lado de vovô Fortunato (Natim) e vovô Aristeu, seguindo a linha ancestral de seus pais Antônio Bonifácio Machado e Lídia Fernandes Rocha