Pedro Matoso de Villa-Lobos e Justa Henriques Correa de Almeida
O Gráfico acima refere-se aos meus ancestrais (8º avós ou octavós) pelo lado de meu avô paterno Fortunato Machado Rocha (conhecido como Natim) e o avô materno Aristeu Machado Rocha. O ponto de partida é a mãe de ambos, Lídia Fernandes Rocha. Nessa sequência siga o gráfico na primeira linha superior.

Pedro Matoso de Villa-Lobos e Justa Henriques Correa de Almeida
Pedro Matoso de Villa-Lobos, meu 8º avô nasceu supostamente em 1680 na histórica cidade de Évora, Portugal, de acordo com o Geneall.net. Ainda jovem, ele seguiu para o sul, onde viveu e constituiu família na região do Algarve, vindo a falecer antes de 1756 na cidade de Lagos.
A Nomeação como Familiar do Santo Ofício
- Habilitações do Santo Ofício, Maço 13, Diligência 317.
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| Trecho do estudo do CIDEHUS, onde Pedro Matoso, meu 8º avô é citado, assim como sei filho José Joaquim de Vila Lobos. |
- Entrada em Portugal: No século XIV, Maria Rodrigues de Villalobos (neta do rei Sancho IV de Leão e Castela) casou-se com o rico-homem português Lopo Fernandes Pacheco, introduzindo o apelido no reino.
- Fixação em Évora e Algarve: A ramificação e dispersão geográfica consolidaram-se a partir de linhagens que geraram os Lobos e Gamas de Évora. Deles procederam diretamente os ramos que se estabeleceram como grandes proprietários de terras, cavaleiros de ordens militares e administradores de morgados na região de Montemor-o-Novo (distrito de Évora) e, posteriormente, migraram rumo ao sul no Algarve, dando início à história que culminou no legado do meu 8º avô.
Justa Henriques Correa de Almeida, esposa de Pedro e minha 8º avó nasceu em 24 de janeiro de 1690 em Lagos, região de Algarve, Distrito de Faro, Portugal de acordo com o FamilySearch, porém não há provas, uma vez que no livro de registro de batismo da localidade falta justamente os registros dos anos 90. Justa faleceu após 23 de novembro de 1757 em Lagos de acordo com Geneall.net. Era filha de Salvador Fernandes da Costa Corte-Real e Joana Correa de Almeida.
Pedro Matoso e Justa Henriques se casaram no dia 25 de agosto de 1709 na Igreja São Sebastião, na localidade de Lagos, Portugal. Vale destacar que a Igreja de Santo Antônio foi construída em 1707, porém destruída pelo terremoto de 1755 e reconstruída apenas em 1769. Pedro e Justa eram pais de Salvador Correa da Costa, meu 7º avô, casado com Antônia Maria da Luz. Vale frisar que Salvador é também ao mesmo tempo meu 8º avô porque lá na frente um trineto seu casou-se com uma tataraneta.
Transcrição por IA do Registro de Casamento de Pedro e Justa ( podendo conter erros) Aos vinte e sinco dias do mes de Agosto de mil e setecentos, e nove annos nesta Freguesia de São Sebastião, cidade de Lagos em presença do Padre João Batista Sandeiro ( Landeiro) Presbítero do habito de S. Pedro por licença que para isso teve do Illm.º e R.mº Bispo de St.ª M.ª e de G.s [Governador]. Testemunhas Sargento-Mor Thomás da Costa e Sousa, Francisco Correia da Costa, Francisco da Costa de Sousa, Pedro Cunha da Costa Pedro Martins Valente , se casaraõ por palavras de prezente in facie Ecclesiae jux[ta] o Sac[ra]men[to] Concil[io] Trid[entino] e Const[ituições] do Bpdo [Bispado], Pedro de Matoso de Vilalobos filho do Capitão Fernão Matoso de V[il]alobos, defunto, e de Antonia da Costa Soares, moradora na Cid[ad]e de Evora, e D. Justa Henrique Correa de Alm[eid]a filha de Salvador Fernandes da Costa e de D. Joanna Correa de Almeida por licença do mesmo Senhor passada em vinte de Agosto deste anno, e se lhes deraõ as bençoas matrimoniais de q[ue] p[ara] se fazer termo se fez q[ue] assignamos: ( assinatura dos testemunhas)
Sobre Évora onde Pedro nasceu
Entre 1680 e 1700, Évora vivia um período de transição e sobriedade, distanciada do antigo esplendor renascentista de quando sediava a Corte portuguesa. Sob o reinado de D. Pedro II, a cidade respirava uma atmosfera profundamente religiosa, intelectual e militarizada. Este era o cenário cotidiano que moldou a infância e juventude de Pedro Matoso, meu 8º avô:
Para saber mais sobre Évora acesse os links abaixo: 👉 Évora- Centro histórico- História e Imagens
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Sobre Lagos, Algarve, Portugal onde Justa nasceu, casou e viveu com pedro até falecerem
Lagos era a Capital do Algarve (1709–1755)
Ao contrário do que muitos pensam hoje, Faro não era a capital na época. Lagos era a orgulhosa Capital de todo o Reino do Algarve. Sendo a sede administrativa e militar da província, o Castelo dos Governadores abrigava os capitães-generais e a alta nobreza militar.
- O cotidiano do casal: Por ser filho de capitão, Pedro Matoso transitava nos círculos mais altos da praça militar. Eles viviam em uma cidade portuária pulsante, rica devido à pesca do atum e ao comércio marítimo, cercada por imponentes muralhas defensivas que protegiam a elite contra corsários e piratas.
O Apogeu do Ouro do Brasil (Anos 1720 a 1740)
Durante as décadas em que criaram sua família, Portugal vivia o reinado de D. João V, inundado pelo ouro vindo de Minas Gerais. Como Lagos era um porto estratégico de vigilância e abrigo de frotas, a cidade beneficiou-se dessa riqueza.
- Foi justamente nessa época que as igrejas locais ganharam decorações fabulosas. Se eles frequentavam os cultos da elite, viram a construção ou remodelação da belíssima Igreja de Santo Antônio, famosa por sua talha dourada barroca e considerada uma das joias artísticas de Portugal.
O Apocalipse: O Terramoto e Tsunami de 1755
O ano de 1755 mudou a história da família e da cidade para sempre, embora não se possa afirmar que estavam ainda vivos quando aconteceu a tragédia. No dia 1 de novembro de 1755, o trágico Terramoto de Lisboa também atingiu o Algarve com força brutal. Mas em Lagos, o pior foi o tsunami.
- A destruição absoluta: Ondas gigantescas de mais de 10 metros de altura galgaram e destruíram as muralhas, inundando a área habitada. Os relatos da época descrevem que o mar arrastou móveis, ouro, escrituras, colapsando as casas e as defesas. Lagos ficou praticamente reduzida a escombros.
- A perda do status: Diante da devastação total, a capital do Algarve teve de ser transferida provisoriamente para Loulé e, mais tarde, definitivamente para Faro. Lagos mergulhou em uma profunda decadência econômica.
Se Pedro Matoso e Justa estavam vivos em 1755, eles testemunharam essa catástrofe ou foram vítimas diretas dela. Devido à onda gigante e aos incêndios que se seguiram ao sismo, muitos arquivos paroquiais da cidade perderam-se ou ficaram danificados. Após o desastre, a maior parte da população sobrevivente passou a viver precariamente em cabanas e barracas improvisadas nos arredores (como em Santo Amaro) enquanto tentavam reconstruir suas vidas.
Para saber mais sobre Lagos, distrito de Faro, Portugal, acesse os links abaixo:
👉Lagos, Faro, Portugal- Vídeo Youtube
👉 Sobre o terrível terramoto em Lagos em 1755
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| Lagos, Faro, Portugal |
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| Praia D.Ana, Lagos, Faro, Portugal. Detalhe: belíssimas falésias |
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