Pedro Matoso de Villa-Lobos e Justa Henriques Correa de Almeida

 




 PS.:

O Gráfico acima refere-se aos meus ancestrais (8º avós ou octavós) pelo lado de meu avô paterno Fortunato Machado Rocha (conhecido como Natim) e o avô materno Aristeu Machado Rocha.  O ponto de partida é a mãe de ambos, Lídia Fernandes Rocha. Nessa sequência siga o gráfico na primeira linha superior.

 

 

 Pedro Matoso de Villa-Lobos e Justa Henriques Correa de Almeida

 

Pedro Matoso de Villa-Lobos, meu 8º avô nasceu em 1680 em Lagos, distrito de Faro, Portugal. Chamou-me a atenção o sobrenome interessante Villa-Lobos de meu 8º avô, por causa do famoso maestro Heitor Villa-Lobos aqui no Brasil. Pedro, meu 8º avô adquiriu esse sobrenome pelo lado de seu pai e sua avó, mãe de seu pai. Daí não se fala mais na ascendência. O que se sabe sobre esse sobrenome é que ele remonta do século XII ou XIII e tem origem espanhola, uma província chamada Villa-Lobos, ou Vila dos Lobos em Zamora no antigo Reino de Leão. Daí se espalhou, sendo comum também em Portugal.

Não há uma data nem local de falecimento desse meu 8º avô. Possivelmente faleceu na mesma localidade onde nasceu e onde nasceram também seus filhos.

Pedro era filho de Fernão Matoso de Villa-Lobos e Antônia da Costa Soares.

Justa Henriques Correa de Almeida, esposa de Pedro e minha 8º avó nasceu em 24 de janeiro de 1690 na mesma localidade do esposo, ou seja, Lagos, Distrito de Faro, Portugal. Não consta local e data de falecimento, mas provavelmente foi nessa localidade que também faleceu. Era filha de Salvador Fernandes da Costa Corte-Real e Joana Correa de Almeida.


Lagos foi o primeiro porto continental português utilizado como entreposto do tráfico negreiro, onde chegaram milhares de escravos durante o século XV.

Conforme Memórias Paroquiais de Lagos, em 1755 a cidade foi destruída por um terremoto no dia primeiro de novembro. Conta-se que a cidade acordou nesse dia com um tempo primaveril, claro e sereno. Contudo, sentia-se no ar um forte cheiro a enxofre. Como era dia de todos os Santos, as igrejas estavam repletas de gente nessa manhã. Era por volta de 9: 30 quando se ouviu um rugido medonho e pouco tempo depois a terra tremeu com violência durante quase 5 minutos em dois períodos distintos. O segundo período foi o mais mortífero, provocado a queda de grande parte dos edifícios, mesmos os mais fortes como templos e muralhas. Alguns minutos depois, o mar recuou deixando seca a praia, mas pouco depois veio com tamanho ímpeto, passando por cima dos mais altos penhascos, alcançando terra adentro por cerca de uma légua. Esse processo de fluxo e refluxo se repetiu por três vezes dentro de poucos minutos, levando consigo no refluxo pessoas e bens e arrasando a cidade.

Na verdade, essa calamidade afetou grande parte de Portugal. Inclusive o terremoto foi sentido até em Açores. Relatos dizem que Lagos foi uma das cidades mais atingidas pelo tsunami resultante do terremoto. O número de mortos em Lagos é estimado em cerca de 400 pessoas, de uma população total de aproximadamente 5.000 habitantes. Devido à gravidade dos danos, Lagos perdeu a sua importância como centro administrativo e comercial, com estes poderes sendo transferidos para Faro, capital do Distrito de mesmo nome. A cidade de Lagos levou mais de meio século para se recuperar economicamente e ser reconstruída.

Não se sabe se Pedro e Justa Henriques, meus 8º eram ainda vivos nessa época. Se eram, teriam sobrevivido ou levados pela massa de água? Enfim...

No século XVIII, época em que esses meus 8º avós viveram em Lagos, as principais fontes de renda estavam ligadas ao mar e à agricultura. A pesca, especialmente do atum e da sardinha, e a apanha do coral eram atividades importantes devido às proximidades com o mar. Além disso, o comércio e a agricultura, incluindo o cultivo de sequeiro, também contribuíam para a economia local. Ressaltando que sequeiro é uma prática agrícola que utiliza apenas a água da chuva para irrigar as culturas.

Bem, a partir da década de 1960, a principal atividade econômica passou a ser o turismo, em razão das belas praias, o clima e o rico patrimônio cultural e religioso.

Pedro Matoso e Justa Henriques se casaram no dia 25 de agosto de 1717 na localidade de Lagos, Distrito de Faro, Portugal. Não foi possível descobrir em que Igreja eles se casaram, pois em Lagos, naquele tempo, existia várias Igrejas, entre as tantas, vale destacar a Igreja de Santo Antônio que foi construída em 1707, porém destruída pelo terremoto de 1755 e reconstruída apenas em 1769; a Igreja Santa Maria da Graça também demolida pelo terremoto de 1755, mas não foi reconstruída e também temos a Igreja de São Sebastião com origens do século XIV. Mas existem outras, inclusive quinhentistas.   Pedro e Justa eram pais de Salvador Correa da Costa, meu 7º avô, casado com Antônia Maria da Luz. Vale frisar que Salvador é também ao mesmo tempo meu 8º avô porque lá na frente um trineto seu casou-se com uma tataraneta.

 Para saber mais sobre Lagos, distrito de Faro, Portugal, acesse os links abaixo:

👉Lagos, Faro, Portugal 

👉Lagos, Faro, Portugal- Vídeo Youtube 

Lagos, Faro, Portugal

 


Praia D.Ana, Lagos, Faro, Portugal. Detalhe: belíssimas falésias

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ÍNDICE E APRESENTAÇÃO

8º avós ou octavós pelo lado de meus avós Fortunato Machado Rocha ( Natim), avô paterno e Aristeu Machado Rocha, avô materno, seguindo a linha ancestral de seus pais Antônio Bonifácio Machado (vovô Tõe) e Lídia Fernandes Rocha

7º Avós ou heptavós pelo lado de vovô Fortunato (Natim) e vovô Aristeu, seguindo a linha ancestral de seus pais Antônio Bonifácio Machado e Lídia Fernandes Rocha