Tomás da Silva e Valentina de Matos


 

PS.:

O Gráfico acima refere-se aos meus ancestrais (8º avós ou octavós) pelo lado de meu avô paterno Fortunato Machado Rocha (conhecido como Natim) e o avô materno Aristeu Machado Rocha.  O ponto de partida é o pai de ambos Antônio Bonifácio Machado. Nessa sequência siga o gráfico na primeira linha superior.

 

 

  Tomás da Silva e Valentina de Matos

 

Tomás da Silva, meu 8º avô, foi batizado no dia 27 de agosto de 1702, na freguesia de Santo Estêvão, Lisboa, Portugal. Não consta data de nascimento, mas possivelmente tenha nascido nesse mesmo mês de agosto. Como consta no registro do batismo, seus pais moravam na Calçada de Santo Estêvão, no Beco do Carneiro. Esse endereço nos transporta diretamente para o coração de uma das áreas mais antigas, fascinantes e tradicionais de Lisboa: o bairro de Alfama.

Ele faleceu no dia 23 de março de 1762, em Barroso, Minas Gerais, com 60 anos. Foi sepultado na Capela de Sant’ Ana nessa localidade de Barroso, Minas Gerais. Quando faleceu, o filho mais velho tinha 26 anos e o mais novo que era uma menina, tinha apenas 2 anos. Era filho de José de Torres e Tereza Maria da Silva.

Transcrição do Batismo de Tomás 

Aos vinte e sete dias do mês de Agosto de mil e setecentos e dois anos, batizei e pus os Santos Óleos a Tomás, filho de José de Torres e de sua mulher Teresa da Silva, moradores na Calçada de Santo Estêvão, no Beco do Carneiro. Foi padrinho Sebastião Álvares da Costa. O Prior Domingos Gonçalves Madureira.
Transcrição do registro de óbito de Tomás 
Aos vinte e três dias do mês de Março de mil e setecentos e sessenta e dois anos, faleceu da vida presente, com os Sacramentos da Comunhão e Extrema-Unção, [comunhão] de idade de sessenta anos, pouco mais ou menos, Tomás da Silva, morador no Arraial do Barroso desta Freguesia de Nossa Senhora da Conceição dos Prados, casado com Valentina de Matos. Foi sepultado dentro da Capela de Sant'Ana de Barroso, em cova [...]. Do que fiz este assento o Padre Mateus Pires de Matos, que o confessou, e por verdade assinei. 

 

Batismo de Tomás- área circulada


Registro de óbito de Tomás- área circulada


Valentina de Matos, esposa de Tomás e minha 8ª avó, nasceu em 1715 no bairro Campo Grande, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro. Foi batizada no dia 28 de fevereiro de 1715, na Igreja de Nossa Senhora do Desterro, Campo Grande, Rio de Janeiro. Não consta a data do nascimento, mas possivelmente nasceu também nesse mesmo mês de fevereiro. Valentina faleceu no dia 12 de janeiro de 1807, em Lagoa Dourada, Minas Gerais, com 92 anos. Foi sepultada no adro(cemitério) da capela de Santo Antônio de Lagoa Dourada, Minas Gerais. Faleceu 45 anos depois que seu esposo. 

Valentina era filha de Miguel Barbosa de Matos, natural da freguesia de Santo Antônio de Jacutinga. Essa região hoje compreende partes da Baixada Fluminense, como Nova Iguaçu; e Úrsula Mendes, natural de São João de Meriti, também na Baixada Fluminense. Os pais de Valentina se casaram por volta de 1709 e e pela lógica migraram da Baixada Fluminense para a Zona Oeste (Campo Grande), que na época era a nova fronteira agrícola e de criação de gado do Rio de Janeiro. Foi ali, em meados de 1715, que Valentina nasceu e foi batizada na antiga e rústica matriz de Nossa Senhora do Desterro.

 Transcrição do registro de batismo de Valentina

Aos vinte e oito dias do mês de Fevereiro de mil setecentos e quinze, batizei e pus os santos óleos a Valentina, filha legítima de Miguel Barboza de Mattos e de sua mulher Ursula Mendes; foram padrinhos Manoel Alvares Duque e Antonia de Araujo, mulher de Joao Manoel de Mattos, de que tudo fiz este assento em que me assinei. O Vigário Gonçalo Mendes de Lacerda.

 Transcrição do registro de óbito de Valentina

Aos doze de Janeiro de mil setecentos e dezessete, na capela da Lagoa, filial desta Matriz de Prados, faleceu com todos os Sacramentos Valentina de Mattos; foi encomendada pelo Reverendo Capelão Mattheus Joze de Macedo, e sepultada no adro da dita Capela; para constar mandei fazer este assento que assinei.O Vigário Joze Gonçalves Torres.

 

Registro de batismo de Valentina- área circulada

 

Registro de óbito de Valentina- parte 1- área circulada

 

Registro de óbito de Valentina- parte 2- área circulada

 

A Mudança de Valentina para Minas Gerais após a Perda do Pai

Sobre a migração de Valentina para Barroso, é preciso contextualizar uma sequência de eventos familiares. Sua mãe, Úrsula Mendes, casou-se pela primeira vez em 1699 com Francisco Álvares. Após enviuvar, Úrsula contraiu segundas núpcias em 1709 com Miguel Barbosa, pai de Valentina. Este casamento durou apenas nove anos, pois Miguel faleceu em 1718, quando Valentina tinha apenas três anos de idade. Embora o FamilySearch aponte apenas Valentina e Inácia como frutos dessa união, não foi possível precisar o número total de filhos de Úrsula.

Viúva pela segunda vez aos 31 anos, Úrsula casou-se novamente, agora com Simão da Silva Lisboa, um português de Santo Estêvão, Lisboa, sete anos mais jovem que ela. Simão integrava a massa de imigrantes que vinham ao Brasil em busca de melhores condições de vida e, estimando que tenha chegado à colônia na primeira década do século XVIII, resolveu aventurar-se com a esposa na Capitania de Minas Gerais.

A escolha por Barroso evidencia que a ambição da família não estava diretamente na mineração. Embora viajantes e desbravadores passassem pela área faiscando pequenas quantidades de ouro nos cursos d'água locais, Barroso nunca foi um polo aurífero de grandes lavras. Quem migrava para a localidade entre 1718 e 1720 buscava o trabalho na lavoura e na criação de gado.

Estrategicamente situada ao lado de centros que fervilhavam com o ouro de aluvião, como São João del-Rei e a região de Tiradentes, a paragem de Barroso oferecia uma alternativa segura à escassez e ao custo de vida inflacionado das áreas mineradoras. Em vez de arriscar a vida nos garimpos, estabelecer-se nas terras férteis da região permitia construir um patrimônio sólido. Abastecer os mineradores com alimentos e carne tornou-se a vertente mais lucrativa e estável da economia colonial da época. Foi nesse contexto de consolidação familiar que Úrsula faleceu em Barroso, no ano de 1741.

Essa dinâmica explica por que Valentina, nascida no Rio de Janeiro, casou-se e viveu em Barroso. Em algum momento da década de 1730, Tomás da Silva chegou a Minas vindo também de Santo Estêvão, em Lisboa, no encalço de seu irmão Simão. Foi então que se consolidou uma das curiosidades mais fascinantes da história da família: dois irmãos portugueses acabaram se casando com mãe e filha. Simão, o irmão mais velho, era casado com Úrsula; já Tomás, o irmão mais novo recém-chegado, uniu-se em matrimônio com Valentina, filha de Úrsula. Foi sob o teto dessa intrincada aliança familiar que Tomás e Valentina se casaram em novembro de 1734.

Os Últimos Anos de Valentina

Valentina, minha 8ª avó, faleceu com idade avançada — por volta dos 92 anos — na localidade de Lagoa Dourada, diferentemente de seu esposo Tomás, que foi sepultado em Barroso. É altamente provável que ela tenha se mudado para o município vizinho após ficar viúva em 1762. Em razão da idade e do contexto sociocultural da época, presume-se que tenha passado seus últimos anos sob os cuidados de alguma de suas filhas, possivelmente Albina ou Gertrudes (minha 7ª avó), cujos registros apontam residência fixada naquela região.

 

 A Chegada de Tomás ao Brasil e o Casamento (1734)

Tomás, meu 8º avô, veio para o Brasil antes de 1734, ano em que se casou com Valentina, minha 8ª avó. O matrimônio ocorreu no dia 20 de novembro de 1734 em Barroso, Minas Gerais — região que na época era distrito de Borda do Campo, hoje Barbacena (município criado em 1791). Na ocasião, ele tinha 32 anos e ela, 19. O casamento aconteceu na primitiva Capela de Sant'Ana em Barroso, nas imediações do chamado "Barroso Velho". O imponente prédio atual da. O imponente prédio atual da Igreja Matriz de Sant'Ana, no entanto, é uma construção bem mais recente, cuja pedra fundamental foi lançada no fim do século XIX, em 1896.

Transcrição do registro de casamento de Tomás e Valentina

Pólis 30 copiados pelo Prof. João Paulo Ferreira de Assis (Ressaquinha-MG). - casamentos, matriz, livro 1-A (1731-1741) fls.115 verso, 20/11/1734, Barroso, Thomaz da Silva, filho de Joseph Torres e de Thereza da Silva, com Valentina de Matos, filha de Miguel Barbosa e de Úrsula Mendes. 

 

Réplica da primitiva Capela de Sant'Ana. A primeira igreja de Barroso.

  A Concessão da Sesmaria e a Fazenda do Chiqueiro (1758)

É interessante frisar que meu 8º avô, Tomás da Silva, foi um dos primeiros a receber sesmarias em Barroso, Minas Gerais. Conforme registros da Câmara Municipal de Barroso, as primeiras sesmarias da localidade foram concedidas em 1758, e Tomás é expressamente citado como beneficiário da Fazenda do Chiqueiro em 3 de julho de 1758.

Nessa época, Tomás já estava casado há 24 anos com Valentina e o casal já tinha 10 filhos — com exceção apenas da filha caçula, que nasceria no ano de 1760. Vale destacar que, muito provavelmente, ele já ocupava e explorava essa área antes da legalização, visto que eram terras devolutas. Esse era um costume muito comum no período colonial: os colonos primeiro estabeleciam a posse útil e faziam a terra produzir para, somente depois, requererem e obterem a titulação oficial da Coroa Portuguesa.

O Contexto Histórico de 1758

A concessão da Fazenda do Chiqueiro ocorreu durante o período áureo da exploração do ouro em Minas Gerais. Após a abertura de rotas comerciais na região e o desbravamento de novos caminhos a partir de 1732 — que conectavam áreas como a Vila de São José Del Rei (atual Tiradentes) e Barbacena —, a Coroa Portuguesa intensificou a distribuição de sesmarias para incentivar a agricultura, a pecuária e o povoamento fixo, garantindo o abastecimento dos centros mineradores.

Como dono de sesmaria em meados do século XVIII, Tomás da Silva não era apenas um fazendeiro comum; ele era um sesmeiro, responsável por erguer as primeiras estruturas de engenho, criar gado e abrir os caminhos que consolidaram a região de Barroso.

O porquê do nome “chiqueiro”

Na era das sesmarias, as propriedades eram batizadas com base nas características mais marcantes que os viajantes e vizinhos viam ao passar por ali. A fazenda ficava na zona rural que costeava o chamado Ribeirão do Chiqueiro. Os registros de disputas de água e divisas da virada do século XVIII para o XIX mostram que as terras da Fazenda do Chiqueiro faziam limite com outras sesmarias famosas de Barroso, como a do Ribeirão do Maquiné e a do Campinho.

O Legado Físico da Fazenda

Nos dias atuais já não existem ruínas dessa fazenda, mas há registros de que o local exato onde ficava a sede da antiga Fazenda do Chiqueiro corresponde hoje às instalações da Fazenda Boa Esperança, localizada nas proximidades do trevo de acesso à cidade de Barroso (entroncamento com a rodovia BR-265). 

 Contextualização Visual das Terras

  As imagens preservadas no Arquivo Público Mineiro que compartilho abaixo, retratam benfeitorias tardias erguidas nas terras da antiga sesmaria de Tomás da Silva (1758), em Barroso. Elas não são do tempo dele, mas ilustram a atmosfera e a evolução do lugar que o meu 8º avô desbravou.

  • A Capela do Chiqueiro de Fora: Registrada no acervo do APM, essa capela foi erguida no século XIX em uma área da fazenda que havia sido subdividida entre os herdeiros (chamada "Chiqueiro de Fora"). O templo servia aos moradores locais, mas desapareceu na virada para o século XX após a mudança das rotas rurais da região.
  • O Casebre Colonial: Trata-se de uma habitação secundária construída provavelmente na segunda metade do século XIX para abrigar colonos ou meeiros. Embora represente o chão e as técnicas tradicionais da localidade, a estrutura é posterior e não contemporânea ao sesmeiro setecentista.
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    Notação APM: DJP-6-2-002(292) / (293) — Fundo Dermeval J. Pimenta.
    Descrição: Fachada da Capela da Fazenda do Chiqueiro (conhecida localmente como Capela do Chiqueiro de Fora), Barroso, MG.



     
    Notação APM: DJP-6-2-002(290) — Acervo do Arquivo Público Mineiro (Fundo Dermeval J. Pimenta).
    Descrição: Registro de casebre rural na antiga Fazenda do Chiqueiro (atual Fazenda Boa Esperança), localizada próxima ao trevo de Barroso, MG.

    A Descendência de Tomás e Valentina

    Tomás e Valentina tiveram 11 filhos, entre eles Gertrudes Joaquina da Silva, minha 7ª avó, casada com o Capitão André Rodrigues Chaves. 
     
     
     

      Rotas e Fronteiras: O Cenário Antigo Onde nasceram e Viveram Tomás e Valentina
     

    Sobre a Freguesia de Santo Estêvão e Alfama onde Tomás nasceu

    A antiga paróquia de Santo Estêvão de Alfama era o centro espiritual de um bairro predominantemente medieval, habitado por pescadores, marinheiros, artesãos e pequenos comerciantes. A Igreja de Santo Estêvão, onde Tomás foi batizado, ergue-se imponente no topo de uma colina. O pátio elevado em frente a ela oferece o Miradouro de Santo Estêvão, com uma vista magnífica sobre os telhados antigos do bairro e o Rio Tejo.

     A "Calçada de Santo Estêvão"

    Em Lisboa, o termo "Calçada" refere-se a uma rua muito íngreme (uma ladeira), geralmente pavimentada com pedras para permitir que as pessoas subissem os morros sem escorregar. A Calçadinha de Santo Estêvão existe até hoje com uma configuração muito parecida com a do século XVIII. Ela conecta a parte baixa do bairro (perto do Largo do Chafariz de Dentro) à parte alta, onde fica a igreja. Era um eixo de passagem diária essencial para os moradores da encosta. [1, 2]

    O "Beco do Carneiro"

    Um "beco" em Alfama é uma ruela extremamente estreita, sinuosa e, muitas vezes, sem saída ou com escadarias, típica da herança urbanística mourisca de Lisboa. Após o devastador Terramoto de 1755 —, ele ficava adjacente à calçada principal. O cotidiano no beco: Viver em um beco de Alfama em 1702 significava morar em prédios altos e estreitos, com roupas estendidas nas janelas, vizinhos muito próximos e uma forte vida comunitária, onde o barulho das conversas e o cheiro do peixe grelhado dominavam as ruelas labirínticas.

    O Impacto do Terramoto de 1755

    Há um detalhe histórico fascinante sobre o local onde Tomás viveu seus primeiros anos: o bairro de Alfama foi um dos poucos que sobreviveu quase intacto ao Terramoto de 1755. Como o bairro está assentado sobre uma base de rocha granítica firme, ele não desmoronou como a Baixa de Lisboa. Isso significa que, se você caminhar hoje pela Calçadinha de Santo Estêvão, estará pisando exatamente no mesmo traçado urbano e vendo os mesmos alicerces de pedra que seu 8º avô conheceu na infância.  
     



     Para saber mais sobre o local de nascimento de Tomás meu 8º avô, ou seja, freguesia de Santo Estêvão, Lisboa, Portugal acesse o link abaixo:

    👉Santo Estevão, Lisboa, Portugal 

    👉 Sobre o Beco do Carneiro, Bairro de Alfama, Santo Estevão, onde viveram os pais de Tomás 

    👉 Calçadinha de Santo Estevão, local onde viveu os pais de Tomás


     



    Beco do Carneiro, Santo Estevão, Lisboa, Portugal



    Santo Estevão, Lisboa, Portugal- detalhe Igreja de Santo Estevão

      

    Sobre Campo Grande localidade onde Valentina nasceu

     Em meados de 1715, Campo Grande era uma vasta região rural e isolada, distante do centro da cidade do Rio de Janeiro. Sua economia baseava-se em extensos engenhos de cana-de-açúcar e criação de gado, movimentados por famílias da nobreza colonial e o trabalho escravizado.

    A vida e a organização do território na época giravam em torno de eventos históricos específicos:

    • Ocupação e Sesmarias: As terras, que inicialmente pertenciam à Sesmaria de Irajá, foram doadas a partir de 1673 pelo governo colonial a sesmeiros, com destaque para Barcelos Domingos. A região abrigava cerca de nove grandes engenhos.
    • Marco Religioso (Freguesia): O principal ponto de referência era a Paróquia de Nossa Senhora do Desterro. Criada no final do século XVII, a igreja foi o primeiro marco de urbanização e povoamento da região.
    • Crescimento Independente: Por conta da distância e das estradas precárias, a área cresceu com grande independência em relação à região central do Rio. 
    • O Caminho dos Jesuítas: A grande artéria que conectava essa região isolada ao resto da colônia era o Caminho dos Jesuítas (posteriormente chamado de Caminho Imperial). Era por essa estrada de terra batida, cercada por mata fechada e pântanos, que transitavam os rebanhos de gado, as caixas de açúcar transportadas em carros de boi e os próprios moradores a cavalo. A viagem até o centro do Rio era longa, perigosa e levava dias. 
    • Infância em Campo Grande: Valentina cresceu em uma região rural isolada, cercada por engenhos, onde a vida comunitária acontecia estritamente ao redor da Paróquia do Desterro.

     Para saber sobre a localidade de Campo Grande, Rio de Janeiro, onde Valentina, minha 8ª avó, nasceu, foi batizada e possivelmente viveu pelo menos até pouco depois do falecimento do pai, acesse os links abaixo:

    👉Imagens do Bairro Campo Grande, Rio de Janeiro

    👉Sobre Campo Grande, Rio de Janeiro 

     

    Bairro Campo Grande, Rio de Janeiro- detalhe Igreja Nossa Senhora do Desterro

     

     Sobre Barroso, onde Tomás e Valentina se casaram e viveram

    O ano de 1734 é um marco fundamental para a história de Barroso. Foi exatamente nesse período que o vilarejo começou a ganhar contornos de comunidade organizada através da fé e do traçado das rotas coloniais.

    A realidade de Barroso em meados de 1734, ano em que meus 8º avós se casaram, se estruturava em torno de três pilares:

    1. A Chegada da Liderança Religiosa (1734)

    O ano de 1734 marca a consolidação da identidade local com a nomeação do Padre Manoel Valente de Vasconcelos como o primeiro capelão designado para a Capela de Sant'Ana e que com certeza celebrou o casamento de Tomás e Valentina.

    • A Capela primitiva: Havia sido idealizada pelo colonizador português Antônio da Costa Nogueira. Ele hipotecou suas próprias terras em 5 de março de 1729 para garantir os recursos exigidos pela Igreja Católica para a construção do templo.
    • Impacto social: A chegada do capelão em 1734 transformou a capela particular no coração comunitário do arraial, atraindo novos moradores e viajantes.

    2. O Caminho Novo e o Fluxo de Viajantes

    Em 1734, o território vivia o reflexo imediato da abertura de uma nova variante da Estrada Real.

    • Desbravada por volta de 1732, essa rota passava diretamente pelas terras da Fazenda do Barroso.
    • A fazenda funcionava como um ponto estratégico de parada, descanso e reabastecimento para os tropeiros que viajavam em direção à próspera Vila de São José Del Rei (atual cidade de Tiradentes).

    3. Subordinação Política Inicial

    Diferente do século seguinte (quando se uniu a Barbacena), em 1734 o território de Barroso estava juridicamente e administrativamente subordinado à Vila de São José Del Rei. O local era conhecido apenas como o arraial ou paragem da "Fazenda do Barroso", cujo nome homenageava o provável primeiro dono daquelas terras na região que hoje é o bairro Barroso Velho: o alferes Joaquim Barroso.

     Para saber mais sobre Barroso, Minas Gerais, onde Tomás e Valentina, meus 8º avós viveram e site que faz alusão à Fazenda Chiqueiro:

    👉Barroso, Minas gerais

    👉 Alusão à sesmaria de Tomás da Silva- Fazenda Chiqueiro 

     

    Barroso, Minas Gerais- detalhe Igreja Matriz de Sant'Ana


     

     

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    ÍNDICE E APRESENTAÇÃO

    8º avós ou octavós pelo lado de meus avós Fortunato Machado Rocha ( Natim), avô paterno e Aristeu Machado Rocha, avô materno, seguindo a linha ancestral de seus pais Antônio Bonifácio Machado (vovô Tõe) e Lídia Fernandes Rocha

    7º Avós ou heptavós pelo lado de vovô Fortunato (Natim) e vovô Aristeu, seguindo a linha ancestral de seus pais Antônio Bonifácio Machado e Lídia Fernandes Rocha