PS.:
O Gráfico
acima refere-se aos meus ancestrais (8º avós ou octavós) pelo lado de meu avô
paterno Fortunato Machado Rocha (conhecido como Natim) e o avô materno Aristeu
Machado Rocha. O ponto de partida é a mãe de ambos, Lídia Fernandes Rocha. Nessa sequência
siga o gráfico na primeira linha superior.
Manoel Soares e
Maria Azevedo
Manoel Soares e Maria Azevedo, meus 8º avos,
nasceram ambos no arquipélago de Açores, Portugal. Não há dados sobre o local
exato e datas de nascimento e falecimento e casamento. Porém, considerando que
sua filha Maria da Conceição, minha 7ª avó, nasceu em Porto Judeu, Angra do Heroísmo, Ilha
Terceira, com toda a certeza foi aí também que nasceram, viveram e faleceram Manoel
Soares e Maria Azevedo, meus 8º avós, provavelmente entre o final do século
XVII e meados do século XVIII. Mesmo vasculhando os livros da localidade não foi possível encontrar nenhum registro.
Manoel Soares e Maria Azevedo, meus 8º avós eram pais de Maria da Conceição, minha 7ª avó,
casada com Luiz Fernandes. Vale frisar que Maria Conceição é também minha 8ª
avó, porque bem lá frente, uma tataraneta sua ou 4ª neta casou-se com um tio,
que por sinal era seu trineto ou 3º neto. Esse tio e sobrinha eram os pais da
esposa do vovô Tõe.
Um pouco de Porto Judeu na época de Manoel e Maria
O Cotidiano sob Ameaça na Ilha Terceira
A vida de meus oitavos avós, Manoel e Maria, em Porto Judeu, certamente não foi fácil. Viver na Ilha Terceira, nos Açores, significava enfrentar calamidades frequentes, sobretudo enchentes e sismos. Vale destacar alguns eventos trágicos que o casal certamente testemunhou de perto.
As Catástrofes de 1690 e 1698
Em 1690, época em que ambos já haviam nascido, uma violenta tempestade assolou a ilha em pleno domingo de Páscoa, no dia 26 de março. O temporal derrubou chaminés, destelhou casas, destruiu as habitações de palha dos bairros periféricos e provocou um naufrágio na baía de Angra. Pouco depois, em 5 de abril, quando a população mal se recuperava dos estragos, um sismo longo — embora de baixa intensidade — espalhou o pânico por toda a região.
Anos mais tarde, em outubro de 1698, outra forte crise sísmica abalou a Ilha Terceira. O temor dos moradores só acalmou após uma procissão organizada às pressas em louvor ao Senhor Santo Cristo da Misericórdia de Angra, evento considerado um milagre local.
O Grande Sismo de 1755
Já em 1755, ocorreu o sismo mais mortífero da história da ilha, afetando gravemente Porto Judeu. É muito provável que Manoel e Maria ainda estivessem vivos para presenciar essa catástrofe, além de outras tantas que já haviam marcado a geração de seus pais. Diante disso, a rotina naquela comunidade era de constante tensão.
Além do Mito do Paraíso Açoriano
Evidenciar esses desastres serve para contextualizar a real experiência de meus antepassados na Ilha Terceira. Diferente da imagem idealizada que costumamos ter dos Açores — com suas belas paisagens, vacas pastando em encostas verdes, plantações de uvas entre muros de pedra escura que parecem colchas de retalhos e magníficas ribeiras —, a realidade dos camponeses passava longe de uma calmaria romântica. Embora o lugar exale a beleza de um paraíso, a iminência de um tremor de terra ou de uma ribeira transbordar na época das chuvas transformava o cotidiano em uma eterna vigilância pela sobrevivência.
Para saber mais sobre a freguesia de Porto Judeu acesse os links abaixo:
👉Porto Judeu, Angra do Heroísmo, Ilha Terceira, Açores, Portugal
👉Porto Judeu, Angra do Heroísmo, Ilha Terceira, Açores, Portugal- Vídeo Youtube
%20Tua%20Freguesia%20Porto%20Judeu%20-%20YouTube.png) |
| Porto Judeu, Angra do Heroísmo, Ilha Terceira, Açores, Portugal |
Comentários
Postar um comentário