Manoel Alvares e Maria Lourenço

 



 PS.:

O Gráfico acima refere-se aos meus ancestrais (8º avós ou octavós) pelo lado de meu avô paterno Fortunato Machado Rocha (conhecido como Natim) e o avô materno Aristeu Machado Rocha.  O ponto de partida é a mãe de ambos, Lídia Fernandes Rocha. Nessa sequência siga o gráfico na primeira linha superior.

 

 

 Manoel Alvares e Maria Lourenço

 

Manoel Alvares e Maria Lourenço, meus 8º avós, nasceram ambos em Açores, Portugal. Não consta local nem data de nascimento ou falecimento, mas ao que tudo indica, esse local seria Porto Judeu, Angra do Heroísmo, Ilha Terceira, uma vez que sua filha Isabel Lourenço se casou nessa localidade.  Mesmo vasculhando o livro de batismos da localidade não foi impossível encontrar os registros, pois estes são feitos apenas pelo nome e ainda abreviados, além da escrita rebuscada da época que nem sempre é possível decifrar.

Nota: no livro genealógico o sobrenome de Manoel consta como Aleixo. Contudo, ao acessar registro de batismo e casamento de sua filha Isabel, certificou-se um erro por parte de quem compartilhou no Familysearch, ficando claro que o sobrenome é Alvares. Não há também uma data de casamento,mas é provável que se casaram por volta de 1671, uma vez que a filha mais velha nasceu em maio de 1672 de acordo com o Familysearch. Não foi possível encontrar o registro de casamento, pois, as anotações de matrimônio na localidade só aparecem a partir de 1672.

Manoel Alvares e Maria Lourenço eram pais de Isabel Lourenço, minha 7ª avó, casada com Agostinho da Rocha. Contudo, ela é também ao mesmo tempo, minha 8ª avó, porque lá na frente, uma tataraneta sua casou-se com um tio que era um trineto seu. Ressaltando que esse tio e sobrinha eram os pais da esposa do vovô Tõe. 

  

 Sobre Porto Judeu por volta de 1640 e 1690

Entre 1640 e 1690, a freguesia de Porto Judeu viveu um período marcado pela Restauração da Independência de Portugal e pela consolidação da sua economia açoriana. A nível geopolítico, a ilha Terceira foi um foco ativo na expulsão das forças espanholas, o que exigiu fortificação e vigilância nas zonas costeiras da paróquia. 
Nesta época, a localidade mantinha uma forte matriz rural e agrícola, focada no cultivo de cereais (como o trigo), na produção de pastel e na pecuária. O seu porto servia para o escoamento local e apoio à navegação que cruzava o Atlântico. Religiosamente, a vida comunitária orbitava em torno da antiga Igreja Paroquial de Santo Antônio e do crescimento do culto ao Divino Espírito Santo. 
A costa de Porto Judeu foi protegida principalmente pelo Forte de Santo António, uma estrutura de artilharia crucial construída na costa sudeste da ilha Terceira. Ele tinha o objetivo de defender o ancoradouro contra ataques de piratas e corsários, além de vigiar possíveis desembarques inimigos após a Restauração da Independência. 
Origem do nome " Porto Judeu"
 Existem duas lendas populares principais:
  • A metáfora do mar bravo: Como o porto natural tinha condições difíceis de abrigo e águas revoltas, os antigos navegadores chamavam de "judeu" a tudo o que fosse considerado mau ou traiçoeiro.
  • O diálogo do desembarque: Uma lenda conta que o primeiro capitão do donatário, Jácome de Bruges, trazia um passageiro judeu a bordo. Na hesitação do desembarque nas rochas, o capitão gritou: “Salta, judeu, senão salto eu!”, ao que o homem respondeu: “Salto e o porto será meu!”.  
 
Historicamente, registros apontam o acolhimento de comunidades judaicas forçadas a se fixar nos Açores entre os séculos XV e XVI. Muitos destes cristãos-novos (judeus convertidos à força) buscaram refúgio no isolamento da ilha Terceira para escapar da Inquisição, fixando-se em paróquias rurais e costeiras como Porto Judeu. Essa migração explica a presença de 6% de DNA do Oriente Médio no meu perfil genético, visto que existiram vários antepassados meus nessa localidade. Como as populações insulares eram geograficamente isoladas, o casamento entre famílias locais perpetuou esse patrimônio genético ao longo das gerações, mantendo a herança desses meus meus oitavos-avós e outros viva no meu DNA até hoje.

 

Para saber sobre essa localidade de Porto Judeu acesse os links abaixo:

 👉Porto Judeu, Angra do Heroísmo, Ilha Terceira, Açores, Portugal

👉Porto Judeu, Angra do Heroísmo, Ilha Terceira, Açores, Portugal- Vídeo Youtube

Porto Judeu, Angra do Heroísmo, Ilha Terceira, Açores, Portugal

 

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ÍNDICE E APRESENTAÇÃO

8º avós ou octavós pelo lado de meus avós Fortunato Machado Rocha ( Natim), avô paterno e Aristeu Machado Rocha, avô materno, seguindo a linha ancestral de seus pais Antônio Bonifácio Machado (vovô Tõe) e Lídia Fernandes Rocha

3º avós ou trisavós pelo lado de vovô Fortunato (Natim) e vovô Aristeu, seguindo a linha ancestral de seus pais Antônio Bonifácio Machado e Lídia Fernandes Rocha, bem como 3º avós pelo lado de Valdomira Barbosa sucupira, esposa de Fortunato Machado Rocha ( Natim) e 3º avós pelo lado de Divina Frutuoso Soares, esposa de Aristeu Machado Rocha