José Fernandes e Ângela Maria de Jesus

 


  PS.:

O Gráfico acima refere-se aos meus ancestrais (8º avós ou octavós) pelo lado de meu avô paterno Fortunato Machado Rocha (conhecido como Natim) e o avô materno Aristeu Machado Rocha.  O ponto de partida é o pai de ambos Antônio Bonifácio Machado. Nessa sequência siga o gráfico na primeira linha superior.

 

 

  José Fernandes e Ângela Maria de Jesus


🌊 Raízes na Ilha Terceira
José Fernandes, meu 8º avô, nasceu por volta de 1703 na Freguesia de Ribeirinha, município de Angra do Heroísmo, na Ilha Terceira, Arquipélago dos Açores, Portugal. Não há registros sobre a data e o local de seu falecimento, mas é bastante provável que ele tenha falecido na mesma localidade onde nasceu e viveu sua vida.
Sua esposa, Ângela Maria de Jesus, minha 8ª avó, nasceu aproximadamente em 1707, também na Freguesia de Ribeirinha, em Angra do Heroísmo. Assim como o marido, não constam nos registros a data e o local exato de seu falecimento, sendo possível que tenha ocorrido nessa mesma região açoriana.

🪢 A União das Linhagens Açorianas
Não há dados registrados sobre a data do casamento de José Fernandes e Ângela Maria, mas é provável que foi antes de 1726, já que nesse ano nasceu a filha Catharina Maria de Jesus, minha 7ª avó que se casou com com Antônio Machado de Miranda (filho de Manoel Machado de Miranda e Apolônia de Mendonça). 
Dessa forma, duas famílias vizinhas da mesma Freguesia de Ribeirinha se entrelaçaram, consolidando as bases da nossa ancestralidade antes que os passos dos descendentes rumassem em direção ao Brasil.
 
 

 

Sobre Ribeirinha

1. Uma Paróquia Independente e Consolidada

A Ribeirinha já era uma paróquia independente desde 1568, desmembrada da Sé de Angra. Portanto, entre 1679 e 1735, a freguesia já tinha mais de um século de autonomia eclesiástica.

  • A Igreja Paroquial: O centro da vida comunitária era a primitiva Igreja de São Pedro (o padroeiro local). Essa igreja original do século XVI passou por reformas e modificações exatamente ao longo do século XVIII para comportar o crescimento da população. Era ali que ocorriam todos os batizados, casamentos e óbitos da paróquia.

  • A Devoção ao Espírito Santo: Embora os "Impérios" físicos (as capelinhas coloridas) ainda não fossem de pedra como os que vemos hoje, as festividades do Divino Espírito Santo já moviam a comunidade. As coroações e os bodos (distribuição de carne e pão aos mais pobres) eram organizados em estruturas temporárias de madeira ou dentro de casas particulares.

2. A Vida Econômica: Agricultura e Pecuária

Localizada no litoral sul da ilha, logo acima de Angra, a Ribeirinha tinha (e tem) uma posição geográfica privilegiada, espalhando-se pelas encostas da Serra da Ribeirinha.

  • Celeiro de Angra: Pela proximidade com a capital da ilha (cerca de 4 a 5 km), a freguesia funcionava como uma fornecedora essencial de alimentos.

  • Culturas da Época: O quotidiano da população era o trabalho na terra. Produzia-se essencialmente o trigo (base da alimentação e exportação), o milho (introduzido e já muito popular), legumes e o cultivo de vinhas nas encostas.

  • A Pecuária: A criação de gado bovino para leite e carne, aproveitando as pastagens verdes da serra, já era uma marca forte dos homens da localidade.

3. Sociedade e Estilo de Vida

Nesse período (1679-1735), a população vivia sob uma estrutura social tipicamente rural, mas fortemente influenciada pelas ordens religiosas e pela aristocracia de Angra.

  • Casas Rústicas: As habitações comuns eram simples, feitas de pedra vulcânica empilhada (muitas vezes rebocadas de cal branca) e cobertas de palha ou telha artesanal.

  • O Tecido Social: A maioria dos moradores era de camponeses, lavradores e pequenos artesãos (como sapateiros e carpinteiros). No entanto, algumas famílias abastadas de Angra possuíam terras na Ribeirinha, utilizando-as como propriedades de veraneio ou exploração agrícola.

4. O Contexto das Migrações

Esse período exato entre o final do século XVII e o início do século XVIII começou a ser marcado por uma forte crise de superpopulação nos Açores. A terra começou a ficar escassa para tantos filhos, e as crises de fome pontuais — causadas por maus anos agrícolas ou tremores de terra — começaram a empurrar muitos terceirenses e açorianos a olharem para o horizonte.

Foi justamente no final desse período que a Coroa Portuguesa começou a incentivar e organizar de forma mais intensa a emigração de casais açorianos para o Brasil (sobretudo para colonizar o Sul, mas também atraídos pelo fluxo do ouro em Minas Gerais).

Imaginar a Ribeirinha entre 1679 e 1735 é visualizar um cenário de homens e mulheres de rosto grave e fisionomia calejada pelo vento atlântico, subindo as ladeiras de terra e pedra, cuidando do gado com os olhos voltados para o mar de Angra e, muitas vezes, sonhando com as terras distantes do além-mar.

Sobre as localidades onde viveram meus 8º avós José Fernandes e Ângela Maria, acesse os links abaixo: 

👉Sobre Ribeirinha, Ilha Terceira, Açores, Portugal 

 👉Imagens de Ribeirinha, Ilha Terceira, Açores, Portugal

Ribeirinha, Ilha Terceira, Açores, Portugal

 
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ÍNDICE E APRESENTAÇÃO

8º avós ou octavós pelo lado de meus avós Fortunato Machado Rocha ( Natim), avô paterno e Aristeu Machado Rocha, avô materno, seguindo a linha ancestral de seus pais Antônio Bonifácio Machado (vovô Tõe) e Lídia Fernandes Rocha

3º avós ou trisavós pelo lado de vovô Fortunato (Natim) e vovô Aristeu, seguindo a linha ancestral de seus pais Antônio Bonifácio Machado e Lídia Fernandes Rocha, bem como 3º avós pelo lado de Valdomira Barbosa sucupira, esposa de Fortunato Machado Rocha ( Natim) e 3º avós pelo lado de Divina Frutuoso Soares, esposa de Aristeu Machado Rocha