João Naves Damasceno e Ana Vitória de São Tomé

 

PS.: O Gráfico acima refere-se aos meus ancestrais (6º avós ou hexavós) pelo lado de meu avô paterno Fortunato Machado Rocha (conhecido como Natim) e o avô materno Aristeu Machado Rocha.  O ponto de partida é o pai de ambos Antônio Bonifácio Machado. Nessa sequência siga o gráfico na terceira linha de cima para baixo.

 

    


      


















  João Naves Damasceno e Ana Vitória de São Tomé

 

João Naves Damasceno, meu 6º avô, nasceu por volta de 1760 ou 1763, no Arraial de Sant'Ana das Lavras do Funil, hoje Lavras, Minas Gerais. Ele faleceu no dia 27 de maio de 1831 no distrito de Macaia, município de Bom Sucesso, Minas Gerais. Foi sepultado também nessa localidade de Macaia, onde era possuidor de terras. Inclusive era conhecido naquelas paragens por João Naves do Macaia.

Era filho de João de Almeida Naves Neto e Luzia Moreira da Fonseca, já citados antes em 7º avós.

 Ana Vitória de São Tomé, esposa de João Naves Damasceno e minha 6ª avó nasceu em 1761 no arraial de Nossa Senhora da Conceição, hoje Prados, Minas Gerais. Ela faleceu no dia 19 de maio de 1841 na Fazenda da Babilônia, Macaia, município de Bom Sucesso, Minas Gerais, 10 anos após a morte de seu esposo João Naves Damasceno.  O fato de mencionar o nome da Fazenda da Babilônia me fez questionar se seria esse o nome da Fazenda onde João e Ana Vitória viviam em Macaia. Atualmente em Bom Sucesso, Minas Gerais, há referência a uma fazenda de mesmo nome, produtora do Café Baronesa Gourmet Premium.

Ana Vitória era filha de Antônio José Teixeira e Maria Rita do Nascimento, já citados antes em 7º avós.

 Conforme inventário, meu 6º avô João Naves Damasceno, que foi aberto em 1832, 14 meses depois de seu falecimento, ele possuía terras nas paragens de Porto Velho do Macaia, bem como terras em Mato Dentro, também em Macaia, Minas Gerais. De seus bens constava ainda no inventário um logradouro da sociedade que, imagino ser uma casa na cidade. Geralmente naquele tempo os donos de terra tinham casas na cidade, onde descansavam quando iam às missas e festas.

No inventário constava ainda coisas básicas usadas na roça para trabalhar a terra e a madeira e trastes de casa, tais como enxadas, foices, machado, enxó, serra, formões, espingarda, catres (camas de dormir), sela de cavalo, mesa, tamborete, roda de fiar, uma canoa, carros de bois aparelhado e os bois de carro. Constava ainda dezenove libras de cobre e seis libras de estanho. Frisando que, no século XIX, "libras" referia-se principalmente à unidade de peso, a libra imperial. O inventário cita também um dote à sua filha Maria Rita, sendo esse dote uma escrava de nome Teresa e um cavalo selado.

O que se percebe é que meu 6º avô, João Naves Damasceno, não possuía muito luxo. Contudo, possuía 10 escravos, um luxo necessário naquele tempo. Inclusive, meu 5º avô Joaquim, seu filho, recebeu como parte da herança, além de terra, uma parte da escrava Felisbina Parda de 4 anos e uma parte do escravo Francisco Crioulo de 10 anos.

João Naves Damasceno e Ana Vitória de São Tomé se casaram em Lavras, Minas Gerais, por volta de 1780 em fevereiro. Até porque seu primeiro filho nasceu em 1782.  Os filhos do casal nasceram todos em Lavras, Minas Gerais. De qualquer forma a sede de Lavras e o distrito de Macaia, onde viviam eram distantes entre si apenas 17 km, o que justifica o vaivém da família entre essas localidades.

Bem, consta que João Naves Damasceno e Ana Vitória de São Tomé tiveram 12 filhos. São eles: João Braz dos Reis Naves ( casado com Mafalda neta do tal Frutuoso que fundou Macaia), Francisco de Salles Naves ( casado com Inácia neta do tal Frutuoso que fundou Macaia), Miguel José Naves, Venâncio José Naves, Joaquim Dias de Oliveira Naves, José Francisco Naves, Prudenciana Maria de Jesus, Manoel Antônio Naves, Antônio Manoel Naves, Diogo José Naves, Maria Rita do Nascimento e Anna Esméria de Jesus. Desses, destaco Joaquim Dias de Oliveira Naves, meu 5º avô, casado com Maria Antônia de São José.

  Sobre Macaia, Minas Gerais, onde João e Ana Vitória, meus 6º avós viveram e faleceram, vale ressaltar que é um distrito do município de Bonsucesso, Minas Gerais e também fazia parte da Comarca do Rio das Mortes, reduto onde a corrida do ouro foi mais intensa. O povoado teve início às margens do Rio Grande, no período colonial, a partir de uma fazenda de propriedade de certo português, um tal de Frutuoso Dias de Oliveira, que veio para o Brasil em 1767 com 15 anos, fugindo dos pais. Ele veio com dois irmãos. Em 1800, Frutuoso faleceu deixando para seus herdeiros, entre outras propriedades, uma fazenda no “Porto do Macaia”.  Relata-se ainda que havia vestígios de cata de ouro no local conhecido como “Mata dos Botelhos”, lugar onde se iniciou a ocupação da comunidade de Macaia. Moradores desse lugar dizem que nesta mata, existiu um cemitério, uma capelinha e um presídio. Dizem que o presídio foi construído pelos bandeirantes.

Nos dias atuais, parte de Macaia ficou submersa em razão da construção da Usina Hidrelétrica do Funil, mas não chegou a atingir a bela Igreja de São Bernardo de Claraval, que fica defronte a Represa do Funil que faz parte da hidrelétrica.  Em Macaia existe também uma fábrica de cal, mas ocupam-se também da agricultura e pecuária.

Um fato mais que interessante que não poderia deixar de ressaltar,  é que esse português Frutuoso Dias de Oliveira, dono da fazenda que originou Macaia, teve entre seus filhos, a Antônia Medina (ou Michelina) de Oliveira, cujas filhas Mafalda e Inácia foram casadas com dois filhos mais velhos de meus 6º avós João Naves Damasceno e Ana Vitória de São Tomé: Mafalda  com João Braz  em 1813 e Inácia com Francisco em 1810. Por esse tempo, os pais de Mafalda e Inácia, bem como os avós Frutuoso e a esposa Teresa já tinham falecido. Portanto, as netas do desbravador Frutuoso Dias de Oliveira que fundou Macaia, se tornaram minhas 5ª tias-avós.  Inclusive quando o inventário da mãe de Mafalda foi aberto em 1811, a moça afirmou que estava para se casar com o filho de meu 6º avô, o João Naves Damasceno.

Na verdade, o casamento de Mafalda e Inácia com os filhos de João Naves e Ana Vitória era de se esperar, uma vez que as fazendas desses meus 6º avós ficavam nessa região onde também vivia a família das moças. Os filhos de Antônia Medina, filha de Frutuoso, crescendo ali junto com os filhos de meus 6º avós, acabaram por se casarem. Como o Frutuoso Dias de Oliveira, faleceu em 1800, meus 6º avós, João e Ana Vitória devem, com certeza, terem também convivido com ele.

Para saber mais sobre Macaia, onde  meus 6º avós João Naves e Ana Vitória viveram, acesse o link abaixo: 

👉Macaia, Minas Gerais.Vídeo Youtube 

 

Distrito de Macaia, município de Bom Sucesso, Minas Gerais. Destaque, Igreja de frente à Barragem do funil

 

Macaia, Minas gerais. Detalhe: ponte sobre a barragem do Funil

 

Para saber sobre prados, onde minha 6ª avó Ana Vitória de São Tomé, nasceu, acesse os links abaixo: 

👉Prados, Minas Gerais

👉Prados, Minas Gerais. Vídeo Youtube

 

Prados, Minas Gerais. Destaque: Igreja Nossa Senhora da Conceição dos Prados e e ao lado residência da Inconfidente Hipólita Jacinta

Prados, Minas Gerais. Destaque: cemitério em cima do morro.


Para saber sobre Lavras, o local de nascimento de meu 6ªº avô João Naves Damasceno, acesse os links abaixo:  

👉Lavras, Minas gerais

👉Lavras, Minas Gerais. Vídeo Youtube 

 

Lavras, Minas Gerais

 

Lavras, Minas Gerais.Destaque:Universidade

 

 

 

 

 

 

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ÍNDICE E APRESENTAÇÃO

8º avós ou octavós pelo lado de meus avós Fortunato Machado Rocha ( Natim), avô paterno e Aristeu Machado Rocha, avô materno, seguindo a linha ancestral de seus pais Antônio Bonifácio Machado (vovô Tõe) e Lídia Fernandes Rocha

7º Avós ou heptavós pelo lado de vovô Fortunato (Natim) e vovô Aristeu, seguindo a linha ancestral de seus pais Antônio Bonifácio Machado e Lídia Fernandes Rocha