João Felizardo Rodrigues e Maria Ferreira Sucupira

 

PS.: O Gráfico acima refere-se aos meus ancestrais (3º avós ou trisavós) pelo lado de minha avó paterna Valdomira Barbosa Sucupira, esposa de meu avô Fortunato Machado Rocha, conehcido como Natim. Nessa sequência siga o gráfico na segunda linha de cima para baixo.

 

    


      


























  João Felizardo Rodrigues e Maria Ferreira Sucupira

 

João Felizardo Rodrigues, meu 3º avô ou trisavô, era o avô de minha avó Valdomira Barbosa Sucupira. Ele nasceu aproximadamente em 1870 na localidade de Coqueiros, Distrito de Lagamar dos Coqueiros, Coromandel, Minas Gerais e faleceu depois de 1922, pois nesse ano foi o inventariante de sua esposa Maria Ferreira Sucupira e logo ainda estava vivo. Como era dono da fazenda do Coqueiros, lugar denominado Ataque, região de Lagamar dos Coqueiros, possivelmente foi lá que faleceu e foi sepultado no cemitério local. Não foi possível saber se ainda existe essa fazenda específica. Contudo, segundo uma vizinha minha, a região toda, com várias fazendas é denominada Ataque nos dias atuais.

Maria Ferreira Sucupira, esposa de João Felizardo e minha 3ª avó ou trisavó, nasceu, conforme consta no inventário do pai, em 1875, sem dados sobre local.  Possivelmente nasceu e faleceu no Distrito de Lagamar dos Coqueiros, Coromandel, Minas Gerais, e foi sepultada no cemitério local. Ela faleceu no dia 29 de agosto de 1922 de acordo com seu inventário. Maria Ferreira sucupira era filha de Gabriel Ferreira Sucupira e Maria Joaquina da Costa, já citados em 4º avós.

 Os bens inventariados de meus 3º avós João Felizardo Rodrigues e Maria Ferreira Sucupira, por ocasião do falecimento de minha 3ª avó Maria, constam na maior parte de bens de raiz.  Não foi um inventário tão minucioso como alguns que tenho esquadrinhado nesse trabalho de fuçar passado.  Os bens de raiz constavam de terras que ficavam todas na região de Lagamar dos Coqueiros. Uma parte dessas terras fazia referência à Fazenda dos Coqueiros, que em alguns momentos, era denominada também de Fazenda do Ataque, cujo lugar chamado de “Serra”. Essa fazenda possuía 158 alqueires de campos, ou em torno de 764 hectares. Uma medida, digamos bem expressiva, o que significa que esses meus 3º avós eram grandes fazendeiros.

Além dessas terras de campos, fazia parte da mesma fazenda, 18 alqueires ou 87 hectares aproximadamente de cultura, ou seja, terra boa para plantio de lavouras, mas que conforme consta no inventário, estavam todas estragadas, o que deduzi estarem tomadas por ervas daninhas. Provavelmente um lugar onde se plantou e depois abandonou à própria sorte. 

O sítio da fazenda, ou seja, a sede, estava anexo a essas terras e possuía uma casa térrea com telhas, um pequeno curral cercado de aroeira, paiol com varanda, quintal com plantações medindo em torno de 2500 m², ou seja, era um mega quintal, provavelmente com um belo pomar, mandiocal, essas coisas. A sede também possuía um rego d’água, um monjolo com casa coberta de capim. Naquele tempo rego d’agua e monjolo era a marca registrada das fazendas.

Bem, além dessas terras, consta mais 15 alqueires ou em torno de 72 hectares de campos e ainda 5 alqueires ou 24 hectares de cultura, a maior parte estragada, na Fazenda da Gameleira, também nessa mesma região dos Coqueiros.

 Além desses bens de raiz, meus 4º avós possuíam um carro de boi velho e em mal estado, equipado com as cangas dos bois e outros apetrechos. Eles tinham também umas poucas vacas; alguns bezerros; garrotes, ou seja, o animal “adolescente” que passou da fase de bezerro, mas ainda não é adulto; um marroar que nada mais é que o boi reprodutor; um poldo preto e um poldo castanho, ou seja, cavalo jovem; um cavalo alazão velho, frisando que alazão é um cavalo de cor monocromática, cujos pelos são avermelhados ou amarelados, o que inclui a crina, cauda e membros nos mesmos tons; duas éguas paridas  e uma égua solteira; porcas magras de criar; porcas marroas, ou seja, porcas novas desmamadas.

E assim fecha o inventário de minha trisavó Maria Ferreira Sucupira. E sem falar da existência de galinhas. Onde elas estavam quando os bens de meus trisavós foram citados? Estariam ciscando tranquilas no imenso quintal de 2500 m² sem ao menos imaginar que sua dona havia partido e não mais lhes daria o milho de todas as manhãs? Por que será que os inventários nunca citam as galinhas, os galos, os frangos e os pintinhos? Em todos os inventários que destrinchei, nunca os vi e confesso que fiquei intrigada com tanta discriminação. No entanto, é certo que os galináceos existem, ainda mais se tratando de fazendas. Assim como existem os vasilhames da despensa que não foram citados no inventário de minha trisavó Maria, mesmo sabendo que a despensa existe em qualquer casa da roça e os vasilhames nas prateleiras, forradas supostamente com toalhas tecidas no tear, e bordadas em ponto de cruz.  E quando digo ponto de cruz, eu tenho praticamente certeza, pois de quem vovó Valdomira teria herdado o dom de fazer lindos bordados nesse ponto. Também não vi no inventário as ferramentas de trabalho de meu trisavô João, mas é certo que elas estavam lá em um cantinho da varanda do paiol e sujas da lida. 

De qualquer forma, penso que os documentos nunca são uma verdade absoluta, ainda que sejam um “link” para o passado. Acho que me acostumei, nessas viagens farejando carne humana, a farejar também os meandros das casas de meus ancestrais, a fuçar no mobiliário, nos vasilhames, a caminhar cada metro de campos, cerrados, como uma forma de imaginar cada uma dessas pessoas das quais tenho DNA. É como uma forma de pensar que eles foram carne e osso como eu e não apenas seres imagináveis.

Resumo do inventário de minha trisavó Maria Ferreira Sucupira
 


Parte da herança que coube à Maria Felizarda Rodrigues, a minha bisavó, mãe de minha avó paterna Valdomira Barbosa Sucupira. Parte 1

 
Parte 2 da herança de Maria Felizardo Rodrigues

 

Quando o inventário de minha trisavó  Maria Ferreira Sucupira, findou em março de 1923, as filhas  que em 1922 constavam como solteiras já haviam se casado como a Cândida e a Dorica.

João Felizardo Rodrigues e Maria Ferreira Sucupira casaram-se possivelmente em 1892, pois o filho mais velho consta que nasceu em 1893. Eles tiveram 11 filhos a saber:

1. Orozimbo Felizardo Rodrigues, com 29 anos, nascido em 1893, casado com Zulmira Maria de Jesus, eram os pais de Joaquim Felizardo Rodrigues casado com Sebastiana Barbosa Sucupira, pais da tia Maria do tio Zezé, irmão de meu pai Acenion. Orozimbo e Zulmira eram também pais da esposa do tio Pelsoni irmão da vovó Valdomira;

2. Maria Felizardo Sucupira, com 27 anos, nascida em 1895 e casada com Bartolomeu Mateus Barbosa. Eram os pais de minha avó paterna Valdomira Barbosa Sucupira;

3. Jaime Felizardo Rodrigues, com 22 anos, nascido em 1900, solteiro em 1922, porém casado algum tempo depois com Lenita Peres da Cunha e falecido em Douradoquara em 1964;

4. Ataliba Felizardo Rodrigues, com 21 anos, nascido em 1901, solteiro em 1922;

5. Olívia Ferreira Sucupira, com 19 anos, nascida em 1903, casada com João Vicente de Lima;

6. Cândida Ferreira Sucupira, com 17 anos, nascida em 1905, casada com Marciano de Souza David, provavelmente um parente do tio Ermírio casado com tia Lídia irmã de meu pai Acenion;

7. Dorica Ferreira Sucupira, com 15 anos, nascida em 1907, casada com João Felizardo Rodrigues, provavelmente primo. Sobre essa Dorica, lembro-me de visitá-la sempre com minha avó Valdomira. Era uma senhora baixinha e morava em uma casa com uma escada enorme da cozinha para o quintal. Era uma tia querida de minha avó.

8. Vivaldina Ferreira Sucupira, 13 anos, nascida em 1909

9. Maria (seria também “Ferreira Sucupira” como a mãe?), com 11 anos, nascida em 1911. Interessante observar que meus trisavós já tinham uma filha de nome Maria, a minha bisavó Maria felizardo Rodrigues, única das mulheres com assinatura do pai. Seria essa a primeira esposa de Joaquim da Silva Pena e que faleceu em 1930 deixando um único filho de nome Valter? É provável que sim, pois há um parentesco da família de minha avó paterna Valdomira com essa família Pena.

10. João Felizardo Rodrigues, com 9 anos, nascido em 1913, porém casado algum tempo depois com Maria Luiza de Almeida;

11, Geraldo Felizardo Rodrigues com 7 anos, nascido em 1915.

 

Meu tio-bisavô Jaime Felizardo Rodrigues, filho de meus trisavós João Felizardo Rodrigues e Maria Ferreira Sucupira, única foto conseguida da família.


Para ter acesso ao inventário de minha trisavó Maria Ferreira Sucupira, clique no link abaixo: 

👉https://acervominasjustica.tjmg.jus.br/atomobj/rep-digitais/comarca-de-patrocinio/inventario/48104911maria-ferreira-sucupira_joao-felisardo-rodrigues.pdf 

Para saber  sobre Coromandel, Minas Gerais, onde se insere a localidade de Coqueiros, acesse os links abaixo:

   👉Coromandel, Minas gerais 

👉Coromandel, Minas Gerais. Vídeo Youtube 

👉Coromandel, Minas Gerais. Vídeo Youtube 

 

Coromandel, Minas Gerais

 


Figura 1 e dois: região denominada " Serra" na localidade de Coqueiros ou Lagamar dos Coqueiros, onde consta no inventário de minha trisavó Maria Ferreira sucupira que meus trisavós possuiam suas terras. Resta imaginar se seria a Serra Velha ou Serra do Tubo.

 




 

 

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ÍNDICE E APRESENTAÇÃO

8º avós ou octavós pelo lado de meus avós Fortunato Machado Rocha ( Natim), avô paterno e Aristeu Machado Rocha, avô materno, seguindo a linha ancestral de seus pais Antônio Bonifácio Machado (vovô Tõe) e Lídia Fernandes Rocha

7º Avós ou heptavós pelo lado de vovô Fortunato (Natim) e vovô Aristeu, seguindo a linha ancestral de seus pais Antônio Bonifácio Machado e Lídia Fernandes Rocha