Francisco Teixeira Torres e Margarida Ferreira de Lima

 

 


  PS.:

O Gráfico acima refere-se aos meus ancestrais (8º avós ou octavós) pelo lado de meu avô paterno Fortunato Machado Rocha (conhecido como Natim) e o avô materno Aristeu Machado Rocha.  O ponto de partida é o pai de ambos Antônio Bonifácio Machado. Nessa sequência siga o gráfico na primeira linha superior.

 

 
 

 

Francisco Teixeira Torres, meu 8º avô nasceu provavelmente em outubro, pois foi batizado no dia 10 de outubro de 1700 na freguesia de São Salvador, Amares, município de Amares, Distrito de Braga, Portugal. Ele faleceu no dia 22 de outubro de 1781 em Outeiro, Ferreiros, Amares, Braga, Portugal. Não consta data de falecimento. Era filho de Manoel Teixeira Torres e Maria Machado, ambos solteiros como consta no Registro de casamento de Francisco. Isso significa que apenas viviam juntos e por isso Francisco era considerado filho natural e não legítimo.

Margarida Ferreira de Lima, esposa de Francisco e minha 8ª avó nasceu no dia 18 de março de 1703 na localidade de Prozelo, Amares, Braga, Portugal. Faleceu no dia 10 de de dezembro de 1771 em em Outeiro, Ferreiros, Amares, Braga, Portugal, e foi enterrada dentro da Igreja de Santa Maria de Ferreiros. Era filha de Manoel Fernandes da Campanha e  Ângela de Arantes.

   Curiosidades sobre Francisco e Margarida

Um Batismo de Prestígio em 1700: O Mistério da Madrinha Inquisitorial

No registro, Francisco consta como "filho natural" de Manuel Teixeira Torres e Maria Machado, o que significava que seus pais eram solteiros. Embora a época da Inquisição sugira rigidez, o batismo prova que o status da família superava as convenções religiosas.

Os padrinhos escolhidos foram figuras da elite local, com destaque para  a madrinha, identificada como "familiar do Santo Ofício de Amares". Embora as mulheres não recebessem esse título diretamente, o termo indicava que ela era casada com um oficial leigo da temida Inquisição — uma posição de imenso poder, privilégios e certificado de "pureza de sangue". Frisando que esse oficial era como um "olheiro": um cidadão comum de alta confiança que vigiava a comunidade, denunciava suspeitos e ajudava o Tribunal da Inquisição a prender os acusados.

Na Portugal de 1700, ter filhos antes do casamento formal era muito comum por questões de dote ou herança. O fato de o pai assumir a criança e atrair padrinhos tão influentes mostra que, acima dos dogmas da Igreja, o peso dos sobrenomes Machado e Teixeira Torres e o prestígio da família na região eram incontestáveis.

 O Pai de Margarida: Manoel Fernandes "da Campanha"

O apelido “ Campanha” de meu 8º avô revela a sua história militar. Conforme registos históricos da região de Amares, o pai dele era um antigo almocreve e combatente de guerra. Aqueles que lutavam nas frentes de batalha recebiam socialmente a alcunha de "Campanha" (referente à campanha militar). Esse sobrenome foi passado ao filho, que ficou conhecido como Manoel Fernandes da Campanha.

A Mãe de Margarida: Ângela de Arantes

Ela usava o apelido Arantes porque vinha da linhagem tradicional e fidalga da região, associada à Quinta de Romay.  Mas o que era a Quinta de Romay? Era o solar e a propriedade histórica da família Arantes em Amares, que remontava ao século XV. A quinta pertencia a essa linhagem de fidalgos e cavaleiros da confiança dos reis de Portugal, funcionando na região como o verdadeiro berço de ouro e símbolo máximo de riqueza e poder da família.

 Transcrição do Batismo de Francisco

[Na margem esquerda:] Fco.

[Texto principal:]

Aos dez dias do mes de out.º do anno de sete- centox Baptizei Francisco f.º de M.el Tx.ª Torrex e s.a m.er M.ª Mach.da do Lugar de Ferreiros, foraõ padrinhox Mano- el de Souza Rebello do lugar da Fia, e Madrinha Mada- lena de Barroz familiar do S.to Off.º de Amarez, todos desta feg.a de S. Salvador de Amarez.

Pároco: Marcos ...

 

Registro de batismo de Francisco- área circulada


"Igreja Matriz do Divino Salvador de Amares. Local onde meu 8º avô, Francisco Teixeira, foi batizado por volta de 1700. A data de 1708 gravada na fachada de pedra marca a grande reforma barroca pela qual o templo passou durante a sua infância."

 

Transcrição do registro de óbito de Francisco

Transcrição Paleográfica (Unindo as duas partes)

[Parte 1: Canto Inferior Esquerdo]

Francisco Teixeira Viuvo do lugar do Outeiro desta fregueziade S. Maria de Ferreiros, falyceo da vida prezente com todosos Sacramentos, que neste termo se declarão, aos vinte e dois dias do mes de Outubro do anno de mil settecentos eoitenta e hum, e foi sepultado nesta Igreja em habito de...

[Parte 2: Canto Superior Direito]

de S. Francisco em cuja Ordem era de dito mez e anno,fez testamento, o mais como com sua Mulher MargaridaFerreira, o mais contheudo no livro delles p.g. falesceo g[rátis] c[om] v[outros]por falycimento de dita Mulher. Para constar fiz este q.e f.dito dia mez e anno ut supra.

"P.e Fr. Man.el Per.a de Vasc.os"

 



Registro de óbito de Francisco- área circulada

 

  Transcrição do Batismo de Margarida

Transcrição Diplomática Ajustada

[Na margem esquerda:] Margarida

[Texto principal:] Aos dezasete dias do mes de Março do anno de mil e sete- centox e tres baptizei a Margarida f.ª de M.el Fer.ndz e sua m.er Angla de Arantex d’este de Ferreirox; foraõ padrinhox Joaõ Fer.ndz e sua m.er Margarida de Arantex da Cide. de Braga.

Man.el ... ( Pároco)

Transcrição Modernizada

[Na margem esquerda:] Margarida

[Texto principal:] Aos dezassete dias do mês de Março do ano de mil e setecentos e três, batizei a Margarida, filha de Manuel Fernandes e de sua mulher Ângela de Arantes, deste lugar de Ferreiros. Foram padrinhos João Fernandes e sua mulher Margarida de Arantes, da Cidade de Braga.

Manuel... (Assinatura do pároco) 

 

Registro de Batismo de Margarida- área circulada

  Transcrição do registro de óbito de Margarida

Transcrição Paleográfica (Fiel ao Original)

Margarida Ferreira Mulher de Francisco Teixeira dolugar do Outeiro desta freguezia de Santa Maria de Ferreirosfaleceo da vida prezente com todos os sacramen-tos, aos dez dias do mes de Dezembro do anno demil settecentos e setenta e hum, e foi sepulta-da aos onze do dito mes e anno dentro da Igrejadesta dita freguezia; Fez testamento, que selançou no livro delles, e do mais se tinha achado p[or]claraçaõ de seus bens & falesceo grais [grátis] com outr[o]s p[or] q[ue]d’este termo por abrencia do Reverendo Abbade eradia mes e anno ut supra.O Coadjutor Antonio Fer[rei]ra

 

Registro de óbito de Margarida- área circulada

  

Igreja Matriz de Santa Maria de Ferreiros (Amares, Portugal). Não é o mesmo templo de 1771 onde Margarida, minha 8ª avó, foi sepultada em seu interior, mas o lugar é o mesmo. Naquele tempo os enterros eram feitos sob o chão das igrejas, antes da criação dos cemitérios públicos. A estrutura antiga foi demolida para dar lugar a esta nova construção no início do século XX.
  
 
Francisco e Margarida se casaram no dia 20 de novembro de 1724 na mesma localidade de nascimento de Margarida, ou seja, Prozelo, Amares, Braga, Portugal na Igreja de Santo Thomé de Prozelho. 
Dentre os filhos que tiveram, destaco Antônio José Teixeira, meu 7º avô, casado com Maria Rita do Nascimento

Descrição do Registro de Casamento de  Francisco e  Margarida

“Aos vinte dias do mês de Novembro do anno de mil e sete centos e vinte e quatro, se receberão em minha presença nesta igreja de Santo Thomé de Prozello, dadas as denunciações na forma do sagrado Concilio Tridentino e constituições deste Arcebispado, e minha licença do Reverendo Doutor Juiz dos Cazamentos xxxxx de sua ausência que fez o contrahente, a qual fica em meu poder, Francisco Teixeira solteiro, filho natural de Manoel Teixeira, solteiro, e de Maria Machada solteira todos da freguesia de Salvador de Amares, com Margarida Ferreira filha legitima de Manoel Fernandes, já defunto, e de sua mulher Angela de Arantes, do lugar xxx desta freguesia, estando presentes por testemunhas Manoel Gonçalves do Monte, e Domingos Rodrigues XXX ambos desta freguesia.”

 

Registro de casamento de Francisco e Margarida- área circulada

 
Igreja Paroquial de São Tomé de Prozelo (Amares, Portugal). Neste exato local, no dia 20 de novembro de 1724, celebraram o seu matrimônio os meus 8º avós. Embora o edifício atual de estilo barroco tenha sido reconstruído anos mais tarde, substituindo o antigo templo medieval onde eles trocaram votos, estas mesmas coordenadas e pedras de granito testemunharam o início da nossa linhagem há mais de 300 anos.

 

Sobre o local de nascimento de Francisco

No século XVIII, São Salvador era o nome da própria freguesia de Amares. Naquela época, o costume católico era batizar a freguesia com o nome do seu santo padroeiro (o orago). Portanto, os termos "Freguesia de São Salvador" e "Freguesia de Amares" referiam-se rigorosamente à mesma porção de terra 

 🏛️ O Estatuto Político: O Concelho de Entre Homem e Cávado

No início do século XVIII, o nome "concelho de Amares" ainda não existia de forma oficial. A freguesia de São Salvador de Amares era a sede histórica de um concelho muito antigo chamado Concelho de Entre Homem e Cávado (nome dado por ficar situado entre esses dois rios). Era um território de pequenas vilas rurais, mas de grande importância estratégica e geográfica no Minho, mesmo às portas de Braga. 

🏰 O Poder Local: O Solar dos Machados e a Inquisição

A vida em São Salvador de Amares era fortemente moldada pelas elites senhoriais.

  • Os Donatários da Vila: A terra pertencia ao senhorio da influente família Machado (cujo Conde de Amares na época detinha os direitos e privilégios sobre a região). Curiosamente, a sua oitava avó materna chamava-se Maria Machada, o que indica uma provável ligação familiar ou de proteção com os vassalos desse antigo solar. 
  • A Presença do Santo Ofício: A menção à madrinha de Francisco,meu 8º avô, Madalena, como "familiar do Santo Ofício", mostra que Amares tinha moradores que atuavam como olhos e ouvidos da Inquisição Portuguesa. Ser um "familiar" da Inquisição naquele período (reinados de D. Pedro II e D. João V) conferia um estatuto de fidalguia, privilégios fiscais e grande autoridade moral perante os vizinhos.

⛪ A Vida Paroquial e a Sociedade

A paróquia de São Salvador de Amares funcionava sob o sistema de Abadia de apresentação da Mitra. Isto significa que o abade local (o pároco) era nomeado diretamente pelo poderoso Arcebispo de Braga, tornando a igreja matriz o centro absoluto de toda a ordem civil, fiscal e espiritual da comunidade.

  • A rotina: A população vivia do cultivo intensivo de milho, vinha e criação de gado no vale fértil.
  • A moral da época: O fato de Francisco ter nascido como "filho natural" [filho de pais solteiros] era uma realidade social gritante no Minho de 1700. Devido aos altos custos impostos pela Igreja para realizar casamentos e às regras rígidas de herança de terras, milhares de minhotos optavam por viver amancebados (em união de facto), batizando os seus filhos como legítimos perante o amor familiar, embora registados como "naturais" nos livros de assentos. 

Crescer em São Salvador de Amares entre 1700 e 1724 significava viver numa comunidade fortemente hierarquizada, onde todos se conheciam, vigiada pela Igreja e pelos grandes senhores de terras, mas onde os laços de vizinhança e compadrio (como ter padrinhos influentes do "Lugar da Fia") garantiam a sobrevivência e a ascensão social dos jovens, preparando Francisco para cruzar a fronteira paroquial rumo a Prozelo e Ferreiros

 Para saber sobre Amares, acesse os links abaixo: 

👉video Amares, Braga Portugal

  

Freguesia de Amares, Portugal- imagem foi captada a partir do miradouro localizado no alto do Santuário de Nossa Senhora da Paz,

 

Santuário de Nossa Senhora da Abadia em Amares, Braga Portugal. 

  

Sobre a localidade de Prozelo onde Margarida nasceu e onde se casou com Francisco

 O Funcionamento da Vila no Início do Século XVIII (1703–1724)
Para compreender o cenário de São Thomé de Prozelo entre 1703 e 1724, é preciso olhar para além do casamento e perceber como a própria vila funcionava e se organizava no quotidiano. Naquela época, Prozelo era uma engrenagem rural muito bem estruturada, movida pela posse da terra, pelos limites geográficos e pelas dinâmicas sociais do Minho.
🏛️ A Organização Territorial e o Sistema de "Casais"
Diferente das grandes vilas urbanas, Prozelo funcionava através de um sistema de povoamento disperso. A freguesia era dividida em várias pequenas glebas agrícolas autónomas conhecidas como "Casais" (grandes propriedades rurais que incluíam a casa de habitação, espigueiro, palheira e as terras de cultivo ao redor).
  • A vila não tinha uma "rua principal" de comércio; as habitações de granito agrupavam-se nestes pequenos núcleos agrícolas.
  • Quem detinha o controlo ou o "prazo" (contrato de aluguer de longo prazo) destes casais dominava a economia local, empregando outros moradores como jornaleiros ou criados.
🌾 A Economia de Subsistência e a Rotação de Cultivos
A rotina dos moradores era inteiramente ditada pelos ciclos da terra e pela proximidade ao Rio Cávado:
  • O Milho e o Pão: O início do século XVIII marcou a consolidação absoluta do milho graúdo. A vila funcionava em torno da produção cerealífera, que exigia um trabalho comunitário intenso na época das sachas, das desfolhadas e da moenda.
  • O Vinho Verde: As margens dos campos eram aproveitadas para as vinhas em "enforcado" (trepadas em árvores). A produção de vinho era vital, servindo tanto para o consumo calórico dos trabalhadores rurais quanto para o comércio e pagamento de dízimos à Igreja.
📜 As Estruturas de Poder: Os "Arantes" e os Homens Bons
A governação quotidiana e o respeito social na vila assentavam na tradição e na legitimidade de sangue:
  • As Linhagens de Prestígio: Famílias como os Arantes funcionavam como pilares da comunidade. Mesmo quando faziam parte de ramos secundários (lavradores proprietários e não a alta nobreza de corte), estas linhagens concentravam património, gado e sementes. Eram eles que exerciam o papel de "Homens Bons" da paróquia — os cidadãos respeitados que o juiz local ou o pároco ouviam para resolver disputas de caminhos, partilhas de águas de rega ou heranças.
  • A Gestão Feminina: Numa época em que os homens faleciam cedo devido ao desgaste do trabalho (como o pai de Margarida, já defunto em 1724), a vila estava habituada a ver viúvas respeitadas, como Ângela de Arantes, a gerir sozinhas os casais agrícolas, a pagar os impostos e a negociar os dotes e contratos de casamento das filhas perante a comunidade.
⛪ A Igreja de São Thomé como Centro Civil e Fiscal
A paróquia de Prozelo não era apenas um espaço de oração; era o coração administrativo da vila:
  • O Ponto de Encontro Obrigatório: Era no adro da igreja, após a missa de domingo, que a vila "funcionava". Ali o pároco lia os decretos do Rei e as ordens do Arcebispo de Braga, faziam-se os anúncios de compra e venda de gado, e resolviam-se os contratos de trabalho.
  • O Controlo Social e Fiscal: O pároco funcionava como o oficial do registo civil, o cobrador de impostos eclesiásticos (a dízima) e o guardião da moral pública. Numa vila pequena como Prozelo, a pressão social para manter a legitimidade dos casamentos e batismos era imensa, servindo para proteger a transmissão legal das propriedades de geração em geração.
Margarida cresceu em Prozelo num ambiente de forte tradição familiar e agrícola, culminando num casamento formalizado com pompa litúrgica na igreja de Santo André, antes de o casal se mudar definitivamente para o Outeiro, em Ferreiros.

Para saber mais sobre Prozelo, acesse os links abaixo: 

 👉Sobre a freguesia de Prozelo, Amares, portugal

 

 

Ponte Medieval de Prozelo sobre o rio Cávado. A ponte não passa dentro da vila de Prozelo. Essa belíssima ponte medieval, cujo nome oficial é Ponte do Porto (embora muitas vezes seja referida como Ponte de Prozelo), fica localizada no limite geográfico da freguesia, bem na fronteira que divide os municípios de Amares e Braga. Sobre o Rio Cávado, vale frisar que, no século XVIII, era vital para Prozelo e Amares por fertilizar campos de milho e vinha, mover moinhos e azenhas de pedra para a produção de pão e fornecer recursos como peixe e água. Além disso, funcionava como barreira comercial, onde a Ponte do Porto cobrava portagens aos camponeses que transportavam produtos para Braga.

 


 
Sobre a localidade onde Francisco e Margarida viveram depois de casados e onde faleceram 
Para contextualizar o Lugar do Outeiro, na freguesia de Santa Maria de Ferreiros, a meados do século XVIII (por volta de 1750), imagine uma típica e vibrante aldeia agrícola do Minho profundo, num período de grande estabilidade social e crescimento rural.
⛰️ A Topografia e o Desenho do Lugar
O termo "Outeiro" refere-se a uma pequena colina ou elevação de terreno. Em Ferreiros, este lugar oferecia uma posição geográfica privilegiada: ficava numa zona alta e airosa, protegida das cheias do Rio Cávado, mas com vista direta sobre o vale fértil. As casas eram construídas em granito local, rústicas e de dois pisos (onde os animais ficavam no rés-do-chão para aquecer a habitação e a família vivia no andar de cima).
🌾 A Época de Ouro do Milho de Maíz
Por volta de 1750, o Outeiro vivia o auge da revolução agrícola do milho graúdo (vindo das Américas). Este cultivo transformou por completo a paisagem de Ferreiros:
  • Os campos ao redor do Outeiro eram retalhados em pequenas propriedades protegidas por muros de pedra e videiras em "enforcado" (as uvas cresciam trepadas nas árvores para aproveitar o espaço).
  • A paisagem era verdejante, cheia de canastros (espigueiros de pedra e madeira) usados para secar o milho, que era a base da alimentação local (a broa de milho).
⛪ A Centralidade Paroquial de Ferreiros
O quotidiano de quem vivia no Outeiro em 1750 era totalmente regulado pela Paróquia de Santa Maria de Ferreiros. A comunidade era muito unida e profundamente religiosa. Toda a vida social, as notícias e os contratos eram discutidos ao domingo, à porta da igreja matriz. O pároco local funcionava como a autoridade máxima, fiscalizando a moralidade, registando as famílias e organizando as tradicionais romarias e festas sazonais que celebravam as colheitas.
Viver no Outeiro por volta de 1750 significava fazer parte de uma comunidade de lavradores e artífices (daí o nome Ferreiros) que, apesar do trabalho físico duro de sol a sol, usufruía de uma terra farta, segura e com uma identidade comunitária fortíssima.

 Para saber mais sobre Ferreiros, acesse o link abaixo:

👉 Sobre Ferreiros, Amares , Portugal 

 

Ferreiros, Amares, Portugal- Detalhe: ruínas do Solar de Vasconcelos. O Solar e Torre de Vasconcelos pertenceu inicialmente ao cavaleiro medieval João Peres de Vasconcelos (apelidado de "O Tenreiro"), que herdou a propriedade de seu pai, D. Pedro Martins da Torre. João Peres foi o primeiro a adotar oficialmente o apelido Vasconcelos por ser o senhor desta honra e residir nela no século XIII

 

Mapa das localidades onde nasceram, casaram, viveram e faleceram Francisco e Margarida, meus 8º avós.

 

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ÍNDICE E APRESENTAÇÃO

8º avós ou octavós pelo lado de meus avós Fortunato Machado Rocha ( Natim), avô paterno e Aristeu Machado Rocha, avô materno, seguindo a linha ancestral de seus pais Antônio Bonifácio Machado (vovô Tõe) e Lídia Fernandes Rocha

3º avós ou trisavós pelo lado de vovô Fortunato (Natim) e vovô Aristeu, seguindo a linha ancestral de seus pais Antônio Bonifácio Machado e Lídia Fernandes Rocha, bem como 3º avós pelo lado de Valdomira Barbosa sucupira, esposa de Fortunato Machado Rocha ( Natim) e 3º avós pelo lado de Divina Frutuoso Soares, esposa de Aristeu Machado Rocha