Domingos Lopes da Silva e Florência da Silva Naves
O Gráfico acima refere-se aos meus ancestrais (8º avós ou octavós) pelo lado de meu avô paterno Fortunato Machado Rocha (conhecido como Natim) e o avô materno Aristeu Machado Rocha. O ponto de partida é o pai de ambos Antônio Bonifácio Machado. Nessa sequência siga o gráfico na primeira linha superior.
Domingos Lopes da Silva e Florência da Silva Naves
Domingos Lopes da Silva, meu 8º avô nasceu aproximadamente em 1670 em Angra dos Reis, Rio de Janeiro e faleceu em Santana do Paranaíba, São Paulo. Não há uma data específica de falecimento. Ele era filho de Francisco Lopes da silva e Maria Pereira.
Florência da Silva Naves, esposa de Domingos e minha 8ª avó nasceu em aproximadamente 1670 em Santana de Parnaíba, São Paulo e faleceu em 1740 também nessa localidade. Era filha do português João de Almeida Naves e da paulista Maria da Silva Leite. Sobre o pai de Florência, consta que foi uma pessoa muito influente em Santana do Parnaíba, tendo sido Procurador do Conselho e participado ativamente da vida política e econômica. Conforme referências encontradas nas atas da câmara de Santana do Parnaíba daquele tempo há alguns comentários registrados sobre sua atuação como Procurador do Conselho que datam de 1680. Essas anotações afirmam que João de Almeida Naves meu 9º avô, pai de minha 8ª avó Florência, era zangado e enérgico. Em uma reunião ele requer energicamente que o povo limpe a Vila, pois estava cheio de mato. Em outra reunião exige que se fizesse a estrada para São Paulo, o que daria uns 40 km. E ainda em outra reunião deixa claro que era necessário levantar na vila uma forca. “Onde é que se viu uma vila sem forca?” questionara ele. Enfim...
Além de ser o berço dos Bandeirantes, Santana do Paranaíba foi importante no cultivo de trigo no período colonial. Conta-se que das imensas fazendas ao longo do Rio Tietê partiam fileiras de escravos carregando sacos de farinha até o porto de Santos, São Paulo. Essas fileiras chegavam a 400 escravos. Considerando que a distância de Santana do Paranaíba até Santos é em torno de 110 km, imagine como sofriam esses escravos. Bem, por volta de 1640, grande parte do pão e da farinha de trigo que eram consumidos no Brasil e em Portugal eram produzidos nos moinhos de Santana de Parnaíba. Resta imaginar também se o pai de Florência, minha 8ª avó, viveu essas atividades, se trabalhou no cultivo de trigo. Sabe-se que em 1653 ele já estava por aqui, pois foi o ano em que se casou. Os pais de Florência faleceram ambos em 1715, o pai com 91 anos e a mãe com 79.
E por falar em casamento, resta imaginar como Domingos e Florência, meus 8º avós se conheceram, pois, Angra dos Reis fica bem distante de Santana do Parnaíba. Bem, isso não pode ser levado em conta, considerando que naquele tempo todos viviam zanzando pelos rincões brasileiros em busca de riquezas. Coragem é que não faltava.
Domingos e Florência se casaram por volta de 1714 em Santana do Paranaíba, São Paulo. Se a data estiver correta, Florência já não era tão jovem e tinha em torno de 44 anos. Há notícias de que Domingos era viúvo de Maria Nunes de Abreu com quem já tinha um filho quando se casou com Florência. Isso se os dados estiverem corretos.
Domingos e Florência eram pais de João de Almeida Naves, meu 7º avô, único filho do casal e que adotou o nome do avô materno. João foi casado com Luzia Moreira da Fonseca.
Para contextualizar os lugares onde esses meus 8º avós nasceram e viveram acesse os links abaixo:
| 👉Angra dos Reis, Rio de Janeiro | |
👉Angra dos Reis, Rio de Janeiro- vídeo Youtube
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| Angra dos Reis, Rio de janeiro |
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| Belas ilhas de Angra dos Reis, Rio de Janeiro |
👉Santana do Parnaíba, São Paulo- Monumentos aos Bandeirantes
👉 Santana do Parnaíba, São Paulo
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| Santana do Paranaíba, São Paulo- Detalhe Igreja de Sant'Ana |
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| Santana do Paranaíba, São Paulo- Detalhe Monumento aos bandeirantes |
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