Domingos da Rocha e Catarina Pacheco

 



 PS.:

O Gráfico acima refere-se aos meus ancestrais (8º avós ou octavós) pelo lado de meu avô paterno Fortunato Machado Rocha (conhecido como Natim) e o avô materno Aristeu Machado Rocha.  O ponto de partida é a mãe de ambos, Lídia Fernandes Rocha. Nessa sequência siga o gráfico na primeira linha superior.

 

 

 Domingos da Rocha e Catarina Pacheco

 

Domingos da Rocha e Catarina Pacheco, meus 8º avôs, nasceram ambos, em Açores Portugal. Não consta local nem datas de nascimento ou falecimento, mas ao que tudo indica, esse local seria Porto Judeu, Angra do Heroísmo, Ilha Terceira, uma vez que todos os seus filhos nasceram nessa localidade.  

Não foi possível também saber quando se casaram, mas é possível deduzir que teria sido por volta de 1654, uma vez que a filha mais velha nasceu em fevereiro de 1655 de acordo com o Familysearch. Porém no livro de registro da localidade só há anotações de casamentos a partir de 1672 e óbitos a partir de 1831.

Domingos e Catarina eram pais de Agostinho da Rocha, o filho caçula e meu 7º avô, casado com Isabel Lourenço. Porém, vale frisar que Agostinho é também, ao mesmo tempo, meu 8º avô porque lá na frente, uma tataraneta sua casou-se com um trineto seu. Ou seja, um tio se casou com a sobrinha, os pais da esposa do vovô Tõe.

 

 Sobre Porto Judeu por volta de 1640 e 1690

Entre 1640 e 1690, a freguesia de Porto Judeu viveu um período marcado pela Restauração da Independência de Portugal e pela consolidação da sua economia açoriana. A nível geopolítico, a ilha Terceira foi um foco ativo na expulsão das forças espanholas, o que exigiu fortificação e vigilância nas zonas costeiras da paróquia. 
Nesta época, a localidade mantinha uma forte matriz rural e agrícola, focada no cultivo de cereais (como o trigo), na produção de pastel e na pecuária. O seu porto servia para o escoamento local e apoio à navegação que cruzava o Atlântico. Religiosamente, a vida comunitária orbitava em torno da antiga Igreja Paroquial de Santo Antônio e do crescimento do culto ao Divino Espírito Santo. 
A costa de Porto Judeu foi protegida principalmente pelo Forte de Santo António, uma estrutura de artilharia crucial construída na costa sudeste da ilha Terceira. Ele tinha o objetivo de defender o ancoradouro contra ataques de piratas e corsários, além de vigiar possíveis desembarques inimigos após a Restauração da Independência. 
Origem do nome " Porto Judeu"
 Existem duas lendas populares principais:
  • A metáfora do mar bravo: Como o porto natural tinha condições difíceis de abrigo e águas revoltas, os antigos navegadores chamavam de "judeu" a tudo o que fosse considerado mau ou traiçoeiro.
  • O diálogo do desembarque: Uma lenda conta que o primeiro capitão do donatário, Jácome de Bruges, trazia um passageiro judeu a bordo. Na hesitação do desembarque nas rochas, o capitão gritou: “Salta, judeu, senão salto eu!”, ao que o homem respondeu: “Salto e o porto será meu!”.  
 
Historicamente, registros apontam o acolhimento de comunidades judaicas forçadas a se fixar nos Açores entre os séculos XV e XVI. Muitos destes cristãos-novos (judeus convertidos à força) buscaram refúgio no isolamento da ilha Terceira para escapar da Inquisição, fixando-se em paróquias rurais e costeiras como Porto Judeu. Essa migração explica a presença de 6% de DNA do Oriente Médio no meu perfil genético, visto que, além de Domingos e Catharina, existiram outros antepassados meus nessa localidade. Como as populações insulares eram geograficamente isoladas, o casamento entre famílias locais perpetuou esse patrimônio genético ao longo das gerações, mantendo a herança dos meus oitavos-avós viva no meu DNA até hoje.

Para saber sobre essa localidade de Porto Judeu acesse os links abaixo:

 👉Porto Judeu, Angra do Heroísmo, Ilha Terceira, Açores, Portugal

👉Porto Judeu, Angra do Heroísmo, Ilha Terceira, Açores, Portugal- Vídeo Youtube

 

Porto Judeu, Angra do Heroísmo, Ilha Terceira, Açores, Portugal

 

Porto Judeu, Angra do Heroísmo, Ilha Terceira, Açores, Portugal
 
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ÍNDICE E APRESENTAÇÃO

8º avós ou octavós pelo lado de meus avós Fortunato Machado Rocha ( Natim), avô paterno e Aristeu Machado Rocha, avô materno, seguindo a linha ancestral de seus pais Antônio Bonifácio Machado (vovô Tõe) e Lídia Fernandes Rocha

3º avós ou trisavós pelo lado de vovô Fortunato (Natim) e vovô Aristeu, seguindo a linha ancestral de seus pais Antônio Bonifácio Machado e Lídia Fernandes Rocha, bem como 3º avós pelo lado de Valdomira Barbosa sucupira, esposa de Fortunato Machado Rocha ( Natim) e 3º avós pelo lado de Divina Frutuoso Soares, esposa de Aristeu Machado Rocha