Domingos Chaves e Maria Rodrigues
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PS.:
O Gráfico acima refere-se aos meus ancestrais (8º avós ou octavós) pelo lado de meu avô paterno Fortunato Machado Rocha (conhecido como Natim) e o avô materno Aristeu Machado Rocha. O ponto de partida é o pai de ambos Antônio Bonifácio Machado. Nessa sequência siga o gráfico na primeira linha superior.
Domingos Chaves e Maria Rodrigues
Origem e vida
Domingos Chaves, conhecido também como Domingos de Alvar, meu 8º avô, nasceu em 1704 em Portugal e foi batizado no dia 04 de maio desse mesmo ano. Provavelmente nasceu na mesma localidade onde vivia por ocasião de seu casamento, conforme consta no registro: Vilar de Perdizes freguesia de São Miguel do Anjo, Montalegre, Vila Real, Portugal. Nada foi encontrado com relação ao seu falecimento, porém o local deve ser o mesmo onde nasceu e viveu. Era filho de Francisco do Alvar e Sebastiana Teixeira.
A origem do nome “Alvar”
Ele era chamado de "Domingos de Alvar", assim como seu pai era "Francisco do Alvar", devido à sua origem geográfica. O nome faz referência à pequena localidade ou propriedade de Alvar (ou Vilar de Alvar). Esse lugar situa-se na região do concelho de Chaves e freguesia de Vilar de Perdizes, no distrito de Vila Real, em Portugal. A prática de identificar uma pessoa pelo nome da sua terra natal ou propriedade familiar era muito comum no país.
Transcrição do batismo de Domingos
“Aos quatro dias do mês de maio de mil setecentos e quatro batizei Domingos filho de Francisco do Alvar e Bastiana Teixeira, foram padrinhos Martinho solteiro filho de António Martins e a mulher de Pascoal Fernandes de Sameiro de que fiz este assento era ut supra. Padre Francisco Gonçalves”.
Maria Rodrigues, esposa de Domingos e minha 8ª avó, nasceu em Portugal em 1712. Assim como seu esposo Domingos, provavelmente nasceu em Vilar de Perdizes freguesia de São Miguel do Anjo, Montalegre, Vila Real, Portugal, pois é a localidade que consta no registro de seu casamento como o lugar onde viviam seus pais. Consta que ela faleceu em 1812, provavelmente na mesma localidade onde nasceu e se casou. Era filha de Domingos da Costa e Domingas Rodrigues.
⛪ O Casamento
Domingos e Maria se casaram no dia 24 de maio de 1731 na Igreja Matriz de Vilar de perdizes, conhecida também como Igreja de São Miguel que encerra ainda no seu interior segredos relacionados com o passado pré-Cristão português.
Transcrição do registro de casamento de Domingos e Maria:
Aos vinte e quatro dias do mês de maio de mil setecentos e trinta e um, tendo corrido os proclamas conforme o Concílio de Trento e as Constituições do Bispado, e confirmados os depoimentos das testemunhas de casamento, casei na presença da Igreja a Domingos Alvar, filho legítimo de Francisco de Alvar e de Sebastiana Teixeiras, já falecidos, moradores do lugar de Vilar de Perdizes, Freguesia de São Miguel, com Maria Rodriguez, filha de Domingos da Costa e de Domingas Rodriguez, deste lugar. Não havendo entre eles nenhum impedimento legal ou religioso, nem falta de consentimento próprio que impedisse o santo ato católico, o casamento foi realizado na presença de muitas testemunhas e da maioria da freguesia. Os que estavam presentes são os abaixo-assinados e outros que serviram de testemunhas: o Reverendo Domingos Alves e o Reverendo Bento Alvarez, todos desta freguesia. E por ser tudo verdade, fiz este assento que assinei o dia, mês, ut supra. O Vigário Domingos Gomes. O Padre Domingos Alves. O Frei Bento Álvares Monteiro.
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| Registro de casamento de Domingos e Maria- área circulada |
🌳 Linhagem Familiar e Conexão Histórica
Domingos e Maria eram pais do Capitão André Rodrigues Chaves, meu 7º avô, casado com Gertrudes Joaquina da Silva, sogros do filho de Antônia Rita Xavier irmã mais nova de Tiradentes, filho esse que foi meu 6º avô.
📍 A Localidade: Vilar de Perdizes
Essa forte identidade cultural se apoia em três pilares principais:
O Congresso de Medicina Popular
Criado em 1983 pelo icônico Padre Lourenço Fontes, o Congresso de Medicina Popular de Vilar de Perdizes nasceu para defender e valorizar as tradições antigas de cura, que estavam desaparecendo com a chegada da medicina moderna. O evento transformou a aldeia em um ponto de encontro anual único onde convivem o sagrado e o profano, reunindo cientistas, médicos, curandeiros, bruxos, videntes e ervanários para debater os efeitos de mezinhas e terapias alternativas.
As Ervas Medicinais e as Mezinhas
As encostas da Serra do Larouco fornecem uma enorme variedade de flora nativa usada na farmacopeia local. Os saberes locais incluem:
- Chás e Infusões: Preparados com ervas colhidas na região para aliviar dores e problemas digestivos.
- Defumatórios: Rituais de queima de plantas específicas para "limpar" ambientes de energias negativas ou inveja.
- Xaropes Caseiros: Fórmulas naturais usadas tradicionalmente no combate a gripes e males sazonais do rigoroso inverno transmontano.
Mitologia e Espiritualidade Raiana
Por ser uma zona de fronteira (raia) com a Galiza, a cultura local absorveu rituais celtas e pagãos que se fundiram com o catolicismo. Exemplo disso é a famosa Queimada Galega, uma bebida feita à base de aguardente, açúcar e limão que é acesa em um caldeirão enquanto se recita um "esconjuro" para afastar maus espíritos, bruxarias e demônios. Eventos como a Noite das Bruxas celebram essa atmosfera mágica, atraindo milhares de visitantes.
Para saber mais sobre Vilar de Perdizes acesse os links abaixo:
👉Vilar de Perdizes na Wikipédia
👉 Mais sobre Vilar de Perdizes
👉Guia de Viagem sobre Vilar de Perdizes
👉Curiosidades sobre a Igreja de Vilar de Perdizes onde Domingos e Maria se casaram
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