Salvador Correia da Costa e Antônia Maria da Luz
O Gráfico acima refere-se aos meus ancestrais (8º avós ou octavós) pelo lado de meu avô paterno Fortunato Machado Rocha (conhecido como Natim) e o avô materno Aristeu Machado Rocha. O ponto de partida é a mãe de ambos, Lídia Feranndes Rocha. Nessa sequência siga o gráfico na primeira linha superior.
Salvador Correia da Costa, meu 8º avô nasceu em 1725 em Lagos, Faro Portugal e faleceu no Brasil na Freguesia de Nossa Senhora da Conceição do Campo Alegre dos Carijós, que hoje é Conselheiro Lafaiete, Minas Gerais. Não há data de falecimento. Era filho de Pedro Matoso de Villa-Lobos e Justa Henriques Corrêa de Almeida, já citados também como meus 8º avós.
Antônia Maria da Luz, esposa de Salvador e minha 8ª avó, nasceu na Freguesia de Santa Catarina em Lisboa, Portugal em 1727 e faleceu no Brasil na Freguesia de Nossa Senhora da Conceição do Campo Alegre dos Carijós, que hoje é Conselheiro Lafaiete, Minas Gerais. Não há data de falecimento. Era filha de Bartolomeu Gonçalves e Catarina da Luz, já citados também como meus 8º avós.
Salvador e Antônia se casaram na Freguesia de Nossa Senhora da Conceição do Campo Alegre dos Carijós, que hoje é Conselheiro Lafaiete, Minas Gerais. De Portugal vieram de lugares diferentes, mas aqui no Brasil se encontraram e se casaram e conforme consta, eram fazendeiros abastados da localidade de Freguesia de Nossa Senhora da Conceição do Campo Alegre dos Carijós, hoje Conselheiro Lafaiete, Minas Gerais. Ao que tudo indica, Salvador, meu 8º avô, veio solteiro como tantos jovens que para cá vieram em busca de um futuro promissor. Os pais de Antônia também vieram a procura de um futuro melhor, isso é fato. Incentivados pela Coroa Portuguesa ou pelo ouro em abundância, sobretudo na Capitania de Minas Gerais.
Interessante registrar alguns detalhes sobre meu 8º avô Salvador Correia da Costa e sua esposa Antônia Maria da Luz. De acordo com o livro “Genealogia Mineira” de Arthur Rezende, a filha de Salvador e Antônia, Jacinta Maria de Figueiredo, minha 7ª avó, era mãe de Ana Jacinta de Jesus, minha 6ª tia-avó, casada com o Alferes José Pinto Cardoso. Esse casal teve a filha Feliciana Maria de São José que se casou com o Capitão Antônio Vieira da Silva, um dos maiores fazendeiros da região de Santana do Morro do Chapéu, hoje Santana dos Montes, Minas Gerais. Esse Capitão Antônio Vieira era dono da Fazenda Cachoeira que tinha 318 alqueires, ou mais de 1500 hectares, que ainda existe na localidade. Frisando que Feliciana era bisneta de meus 8º avós Salvador e Antônia. Até aí tudo bem.
O mais interessante de toda essa história, contudo, é que Feliciana e Capitão Antônio eram pais do Major Joaquim Vieira da Silva Pinto, conhecido como o "Leão da Mata", importante fazendeiro e militar brasileiro que desempenhou um papel crucial no desenvolvimento da Zona da Mata em Minas Gerais durante o século XIX, onde era dono da imensa Fazenda da Glória de mais de 14 mil hectares, que nos dias atuais, abrange quatro municípios de Cataguases(antiga Santa Rita do Meia Pataca), Mirai, Palma e Capivara). Só frisando que o “Leão da Mata” antes de ser um latifundiário era tropeiro e cortou rincões do Brasil no lombo de uma mula só porque gostava de fazer isso unto com os camaradas de seu pai. Só sossegou depois da Revolução Liberal de 1842, na qual lutou ao lado dos conservadores. Desanimado com a situação pós-revolução que dizimou a região da Comarca do Rio das Mortes na Capitania de Minas, certo dia arrumou as tralhas, e partiu levando esposa, filhos, escravos, gados e sementes, rumo à Zona da Mata, onde estabeleceu ordem e prosperidade na região, o que lhe rendeu o apelido de "Leão da Mata".
O Major Joaquim Vieira, “Leão da Mata” era bisneto de meus 8º avós Salvador Correia e Antônia Maria. Era casado com Maria Balbina de Rezende, bisneta de Helena Maria de Jesus, a Ilhoa, e minha 8ª avó. Ou seja, aqui novamente a família de Helena Maria, minha 8ª avó se encontra, ainda que meio distante, dessa vez não com os Machado de Miranda de meu bisavô Antônio Bonifácio Machado, o vovô Tõe, mas com os Fernandes Rocha de minha bisavó Lídia Fernandes Rocha, esposa do vô Tõe.
O que me deixa perplexa é o fato de o desbravador da Zona da Mata ter uma ligação com minha ancestralidade. Ele pelo lado de minha bisavó Lídia, e sua esposa pelo lado de meu bisavô Tõe que se uniriam bem lá na frente no início do século XX. Na verdade, o Major Joaquim, “Leão da Mata” era meu primo em sexto grau em linha reta, conforme pesquisas sobre grau de parentesco.
![]() |
| Major Joaquim, Leão da Mata, falecido em 1880. Era trineto de meus 8º avós Salvador Correia da Costa e Antônia Maria da Luz, meus 8º avós. |
![]() |
|
Sede da Fazenda da Glória do " Leão da Mata", o trineto de meus 8º avós |
Para saber sobre esse trineto de meus 8º avós acesse o link abaixo:
👉https://pt.wikipedia.org/wiki/Joaquim_Vieira_da_Silva_Pinto
Ainda sobre meus 8º avós, Salvador Correia e Antônia Maria, vale frisar mais alguns detalhes que ajudam a compreender como era a vida dos mesmos. Como por exemplo, eles tiveram também uma filha de nome Isabel Correia, minha 7ª tia-avó, casada com José de Crasto Fernandes. Isabel faleceu em maio de 1808 sem deixar filhos, mas em seu testamento declarou, como universal herdeiro de sua fazenda na Aplicação de Nossa Senhora da Gloria, justamente o marido de Feliciana, mãe do “Leão da Mata”, frisando que Feliciana era bisneta de Salvador e Antônia meus 8º avós.
A fazenda ficou como herança, portanto, para o esposo de Feliciana de porteira fechada, ou seja, com escravos, animais e tudo de pertences. O esposo de Feliciana, sobrinha de Isabel, era o Capitão Antônio Vieira da Silva, o ricaço, como já mencionado, que provavelmente ficou mais rico do que já era em razão dessa herança. Mas Isabel deixou também outros legados a outros sobrinhos, como por exemplo, algumas oitavas de ouro para quatro sobrinhas e um afilhado. Para outra afilhada deixou uma escrava. Deixou ainda legados para outros sobrinhos.
Bem, a verdade é que o grosso dos bens de Isabel, minha 6ª tia-avó, ficou mesmo para Feliciana e o Capitão Antônio, pais do Major Joaquim (Leão da Mata). E talvez o motivo teria sido porque eram compadres. Isabel, minha 7ª tia-avó, era madrinha de uma das filhas do casal. Nesse caso não era mais justo beneficiar a afilhada? Enfim... Histórias de família, mesmo complicadas são interessantes. E a gente fica a imaginar como esses meus ancestrais iam conchavando casamentos e heranças.
Salvador e Antônia, meus 8º avós eram pais de Jacinta Maria de Figueiredo, minha 7ª avó casada com Alferes José Francisco da Silva. Jacinta era também minha 6ª avó porque um bisneto casou-se com a trineta bem lá na frente, ou seja, tio se casando com sobrinha e aqui falo, como já falei: os ditos eram os pais de Lídia Fernandes Rocha, esposa de Antônio Bonifácio Machado, meu bisavô Tõe.
Para saber sobre a localidade onde Salvador, meu 8º avô nasceu acesse os links abaixo:
👉Lagos, Faro, Portugal- Vídeo Youtube
![]() |
| Lagos, Faro, Portugal |
Para saber sobre a localidade onde Antônia, minha 8ª avó nasceu, acesse os links abaixo:
👉Santa Catarina, Lisboa, Portugal.
👉Santa Catarina, Lisboa, Portugal. Vídeo: destaque para o Miradouro de Santa Catarina
![]() |
| Santa Catarina, Lisboa, Portugal. Vista a partir do Miradouro de Santa Catarina |
![]() |
| Voltar a 8º avós |
%20%E2%80%A2%20Visualiza%C3%A7%C3%A3o%20do%20Gr%C3%A1fico%20em%20leque%20%E2%80%A2%20%C3%81rvore%20familiar.png)

.jpg)
.jpg)




Comentários
Postar um comentário